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terça-feira, 9 de novembro de 2010

50 ANOS DO KARTISMO BRASILEIRO


foto: Claudio Reis - Planet Kart

No Brasil é comum dizer-se que não temos memória e infelizmente justo eu vou entrar nesse triste time. Mas tento agora fazer um reparo à situação, mesmo que com algum atraso.

No mes de Agosto fez 50 anos que deu-se no Brasil um passo essencial para o surgimento de campeões do nosso mundo da velocidade. Foi quando realizou-se no Jardim Marajoara a primeira competição oficial de karts do Brasil.

Os karts foram construídos por Claudio Daniel Rodrigues, o vencedor da prova, e pilotados por gente como Wilson Fittipaldi Jr., que chegou em segundo lugar, e Paulo Manoel Combacau, o Maneco, em terceiro. A prova foi registrada pelo barão Wilson Fittipaldi e de fora foi observada pelo seu filho Emerson que na época não tinha idade para participar dessas competições, e pelo seu e e meu amigo tambem, Jan Balder.

Dá-se tão pouca importancia a esses acontecimentos, que eu mesmo que organizei uma sessão de homenagem ao Maneco em Janeiro de 2009, deixei passar batido o significativo aniversário.

Digo significativo pois a partir desse evento muitos outros pilotos surgiram pois o kartismo se disseminou no nosso território e aquela histórica corrida foi o estopim. O próprio Maneco foi chamado de professor pois foi ele quem deu aulas de kartismo na sua escola, a Espak, a um considerável contigente de aspirantes à modalidade. Esse perído inicial do nosso kartismo acabou se tornando um verdadeiro celeiro de pilotos. O kartismo brasileiro foi ganhando força progressivamente e não é de se estranhar que dele saíram os nossos 3 campeões de F1, fora os que ainda não ganharam campeonatos na categoria e os que foram pilotar em outras categorias mundo afora.

Os melhores pilotos de ponta do mundo inteiro são unanimes em afirmar que o kart é a forma de pilotagem que mais se aproxima da pilotagem de um F1. Tudo tem um começo, um ponto de partida, e essa corrida foi o dito ponto de partida de um esporte que desencadeou um processo autenticamente campeão.

A imagem abaixo contem o texto que constava do cartaz que criei para anunciar a homenagem ao nosso queridíssimo kartista Maneco. A foto do Maneco foi no box do Kartódromo Internacional Granja Viana no mesmo dia.

Parabéns à todas as pessoas que naquele mes de Agosto de 1960 deram um dos mais importantes passos para que o Brasil pudesse gerar dentro do seu próprio território, competidores de alto nível que acabaram sendo destaque tanto no kartismo quanto no automobilismo mundial. E, não posso esquecer, um grande abraço ao Manecão.

Antonio Castro Prado - Jan relembra o dia trágico e o ultimo gesto de Pradinho

Velocidade é uma coisa apaixonante e perigosa tambem. Na história do automobilismo mundial há um numero muito grande de acidentes trágicos que levaram a vida de homens que na verdade nutrem um amor à vida de forma muito particular. Sabem perfeitamente que estão expostos a riscos que podem por fim à sua vida num mero instante.

Ontem num bate-papo com Jan Balder disse-lhe que a única coisa que me dá medo no kartismo é uma capotagem em que voce cai de cabeça para baixo. Isso lhe trouxe a lembrança de um dos mais trágicos acidentes fatais do nosso automobilismo.

No dia 3 de Outubro de 1981 faleceu no autodromo de Guaporé, Antonio Castro Prado, o Pradinho, que no dia pilotava F2. Jan Balder estava presente e relembrou o que presenciou naquele dia.

O pai de Jan Balder, Antony, chorou a morte de Pradinho pois os dois eram amigos e se gostavam muito, relembra Jan. Havia uma amizade sincera entre eles e essas coisas no automobilismo costumam ser de longo prazo e muito fechadas.

Jan estava no autodromo de Guaporé acompanhado da esposa Tereza, pois a sua esquipe de F-Super V estava inscrita na prova. Os boxes daquela época utilizavam cancelas, habitualmente troncos de madeira, afim de impedir a saída depois que a pista fosse declarada fechada para uso.

Na classificação, Pradinho marcou a pole e seguiu para o restaurante para almoçar. Alguns pilotos pretendiam andar mais afim de fazer checagens e ajustes de ultima hora. Havia uma passagem alternativa com um trecho muito curto de terra, que levava à pista sem passar pela cancela na saída dos boxes, que se mantinha fechada.

Os que queriam voltar à pista passaram por ali e Pradinho que não estava presente não soube da decisão. Pradinho tinha trocado os pneus do carro e balanceado. Quando retornou aos boxes viu a movimentação na pista e pensou no óbvio, testar os penus. Mas até então não sabia e ninguem lhe disse que a cancela se encontrava fechada e que utilizavam caminho alternativo.

Jan estava conversando com um grupinho na porta do box e viu uma coisa incomum. Pradinho nunca saía com o carro sem macacão. E nesse dia apenas colocou o capacete e não vestiu o macacão. Passou em frente ao box onde Jan se encontrava e fez para Jan um sinal com o indicador apontando para dentro do carro.

Foi a ultima coisa que Jan viu de Pradinho em vida e que jamais será esclarecida. Como Pradinho não sabia da cancela seguiu o caminho habitual do pitlane. É comum que certos pilotos já saiam do box acelerando fundo, coisa absolutamente inútil pois ali nem é lugar apropriado para isso.

Pradinho acelerou a primeira marcha e mudou para segunda e prosseguiu. Quando acontecem acidentes em autódromos a correria e os olhares de surpresa ficam muito evidentes e o clima muda instantaneamente. Jan pensou naquele momento em um atropelamento, coisa fácil de se dar com algum distraído.

Alguem lhe disse que acontecera algo na saída dos boxes e ele rumou para lá. Chegando ao local já identificou o carro acidentado e a sequencia dos acontecimentos. Ele lembra que na viseira de Pradinho havia a inscrição “CASTRO” na parte superior, e que a encontrou quebrada no chão sem a letra C. Pensou em levar a viseira mas desistiu pelo fato de ser peça de uma cena de acidente fatal.

O carro de Pradinho bateu na cancela em alta velocidade e na sequencia desviou-se para a pista, atravessando-a e indo parar do outro lado, com o piloto inconsciente e muito provavelmente já sem vida. Foi levado ao hospital local onde a sua morte foi constatada.

Isso me lembrou outra tragédia semelhante com um piloto do motociclismo que eu conheci, José Oliveira Peixoto, o Peixotinho. Este veio para os boxes de Interlagos com uma TZ350, e como era comum os pilotos vinham no embalo pois ao alcançar a entrada dos boxes uma alicatada era suficiente para diminuir muito a velocidade. Infelizmente encontrou a cancela baixada e não deu tempo para nada. Bateu, foi levado ao Hospital Zona Sul e por lá ficou.

Uma retificação muito importante:
Quando soube do falecimento de Peixotinho há décadas, se não me engano foi por algum amigo e depois me lembro de ter lido uma nota no jornal local. Tenho a lembrança de ter recebido a informação de que o acidente se dera na entrada dos boxes.

Porém, numa conversa com Walter Tucano, este me garantiu que na verdade foi na saída. Tucano não estava presente no dia mas ouviu o relato. Segundo consta, Peixoto acelerou em direção à saida e pretendia passar pelo espaço livre na ponta da cancela, já que esta deixava um vazio no seu término. Algo deu errado e colidiu.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Interlagos - prova chata e previsivel. As Red Bull ditam o ritmo

Não assisti a corrida toda, apenas a largada, algumas passagens no meio e a bandeira quadriculada para Vettel.

Na primeira volta ficou evidente o que já se esperava. As Williams não são páreo para as Red Bull e Nico Hulkenberg perdeu duas posições logo na primeira volta. Na prática a corrida foi muito chata, um autentico trenzinho, uma fila indiana onde quase nada acontecia. Alguns poucos lances trouxeram movimento, como as batidas de Massa e Rubens.

As Red Bull dispararam na frente e nem a Ferrari de Alonso não foi páreo para elas. Alonso continua na frente na pontuação do campeonato de pilotos com uma vantagem de 8 pontos. O que ele pretende para a prova de fechamento do campeonato é evidente. Fazer a pole e dar o que tem pra se manter na dianteira. Tarefa árdua isso mas dentro do expectro de habilidades do espanhol. E as Red Bull farão o que for preciso para deixar o espanhol para trás.

Será um final de campeonato dificil e entendo que a Ferrari vai esperar que Felipe Massa entre nessa briga fazendo a sua parte de colaborador do time. Resta saber se ele próprio estará motivado para isso. Coisa que na verdade não é imprescindivel para o espanhol que mostra a cada corrida que não depende do companheiro de equipe para ter performance. Mas não seria má ideia tanto a Ferrari dar a Massa um carro em condições de desempenhar esse papel como tambem pedir a ele que encare a briga como ela é. A equipe está numa situação de lançar mão de todas as possibilidades existentes.

Se Webber faturar esse campeonato será merecido. Lutou para isso o ano todo e chegou até a ser prejudicado pelo companheiro de equipe numa colisão inconsequente. Mas se for Alonso o campeão, tanto ele quanto a Ferrari serão alvo de críticas por conta daquela ultrapassagem ordenada pela equipe, em que Felipe Massa só não pisou no freio porque isso tambem seria desnecessário.

Embora eu considere o espanhol um grande piloto e genuíno campeão, desses que acredita até a ultima curva, penso que Webber é o grande merecedor desse título. Seria uma consagração na sua vida de piloto e, nunca se sabe, possivelmente o único título da sua carreira. Penso que ele merece e eu que não torço por ninguem ficaria contente em vê-lo vitorioso nesse campeonato.

Veremos tudo se definindo neste final de semana às 11:00 da manhã, nosso horario.

sábado, 6 de novembro de 2010

Hulkenberg - pole surpreendente no estilo caixinha de surpresas

Hulkenberg surpreendeu no finalzinho do Q3 cravando uma fenomenal pole position, 1s a frente de Vettel e quase 2s a frente de Rubinho, que vai largar na sexta posição. Fica aqui evidente que a equipe do velho Frank lhe deu o que poderia de melhor para tentar um desempenho de ponta. O Hulk foi vencido pelos dollares da PDVSA que colocarão Pastor Maldonado no seu lugar.

A equipe cumpre dessa forma uma retribuição a um ano de estréia na categoria que não deixa dúvidas de que foi bom. Hulkenberg se beneficiará de uma boa apresentação que lhe dará melhor imagem na categoria, coisa que vai pesar no seu futuro próximo.

Mas o fato a se destacar é a precisão de pilotagem e a sensibilidade de reconhecer as condições momentaneas que exigem muita atenção e uma verdadeira finesse no trato com a máquina. Apesar de ter mostrado hoje essas qualidades, amanhã não é necessáriamente verdade que termine a corrida no pódium.

Se a prova transcorrer toda em pista seca é sabido que o rendimento do seu carro é inferior aos outros nessa mesma condição e isso irá colocá-lo progressivamente para trás. E eu apostaria nas Red Bull para uma prova inteira no seco, juntamente com Fernando Alonso na disputa. Na verdade o que as equipes que estão na condição de disputa fizeram hoje foi uma classificação estratégica que lhes valerá o reconhecimento das condições para uma prova com tempo imprevisto.

Nem a Alonso nem a Webber a pole é sumamente necessária e a posição de largada de um em relação ao outro tem uma importancia muito grande. Assim se por exemplo o próprio Hulk vencesse a corrida, isso não seria mais importante que a diferença de pontos entre os que têm chances de disputar o campeonato.

Nesse panorama podemos esperar por dificuldades de Alonso com Hamilton pois este está exatamente uma posição à frente do espanhol e não vai dar moleza para favorecer quem já foi seu rival no passado. Há a possibilidade de que Alonso consiga essa posição na estratégia, o que não significa que deixará de tenta-la pelos proprios meios. E assim estaria uma posição atrás do seu principal concorrente.

Não há duvidas de que a corrida de amanhã será emocionante e com prováveis surpresas, a começar pela própria condição climática. Quem tiver paciencia, estratégia e entrosamento com o time, vai fazer uma boa apresentação.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Bruno Senna confirma 2011 na Lotus


Como é comum acontecer nos finais de temporada de F1, os pilotos definem as suas vagas para o ano seguinte. Nessa semana é a vez de Bruno Senna. Confirmou a participação em 2011 pela Lotus, nome que guarda lembranças familiares no passado do seu tio. Não é a mesma Lotus mas os dois nomes juntos fazem diferença na divulgação e isso por si só já deve render muitas matérias no início de 2011 durante os testes pré-temporada.

Agora sim é a vez de Bruno Senna entrar no meio mais competitivo do autmobilismo mundial, e muito exigente tambem. Bruno terá um carro com melhor mecanica e isso já preve a possibilidade de um melhor rendimento do que conseguiu em sua primeira temporada na categoria.

Se Bruno está sendo contratado há duas razões principais. A primeira é que leva o seu patrocinador já conhecido pelos seus bonés, a Embratel. Isso significa garantia de dinheiro que garante a temporada na equipe, e portanto sem os problemas cronicos da Hispania.

A segunda razão da dus contratação é óbviamente a aposta na capacidade profissional de Bruno. A equipe entende que ele é uma pessoa qualificada para pilotar um carro de bom rendimento. Na minha distante opinião, Bruno está dando um passo importantissimo na sua carreira pois no seu primeiro ano teve uma adaptação às condições da F1 num carro que não lhe permitia de forma alguma um rendimento melhor do que sofrível. E isso lhe rendeu um aprendizado em vários sentidos na categoria.

Assim Bruno ingressa na Lotus com alguma expertise e isso é ótimo para ele pois vai ter como valorizar o seu contrato. Descarte-se a possibilidade de vitórias pois essa não é a Lotus do tio, mas pode-se esperar por boas participações. Isso, é claro, vai depender tambem dele próprio e portanto fica sendo a sua chance de ouro de mostrar ao mundo do automobilismo a que veio.

Me lembro agora do início de Nelson Piquet na F1, piloto que tambem esteve na Lotus, que deu os seus primeiros passos com equipamento de pouca performance e isso lhe valeu mostrar a sua presença na categoria, coisa que num jantar com Bernie lhe rendeu o contrato mais importante da sua vida, o da Brabham.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Piero Gancia - nosso automobilismo perde mais um


O automobilismo brasileiro perdeu mais um dos seus membros de destaque. Faleceu ontem às 12hs, Piero Gancia. Li a noticia no Facebook do piloto Luiz Evandro Águia.

A Folha online publicou matéria a respeito neste link - Ex-piloto e empresário Piero Gancia morre aos 88 anos em São Paulo.

Há várias referencias sobre a trajetória do piloto empresário que podem ser acessadas na internet. Piero foi um dos personagens influentes do nosso automobilismo, não se limitando a pilotar mas tambem a gerir.

Infelizmente o passamento dessas pessoas não deixa herdeiros e apenas um vazio, já que o automobilismo nacional de hoje em nada se compara ao período no qual Piero esteve mais atuante.

Piero foi o criador da equipe Jolly-Gancia que fez sucesso na década de 60 e é pai de Barbara Gancia, jornalista, e do emprerário Carlo Gancia.

Rato - o nosso grande campeão

Por questões óbvias relacionadas com a minha idade, o meu ídolo do automobilismo é Emerson Fittipaldi. De forma alguma menosprezo a participação dos outros campeões brasileiros, Nelson e Ayrton, nem dos que não foram campeões como Rubinho.

Mas eu entendo que Emerson não é apenas desbravador de territorio e muito menos aventureiro como muita gente pensa ou pensou. Emerson é um cara completo como piloto. Saiu daqui rumo à Ingalterra com uma noção minimamente fundamentada do que significava acertar e pilotar um monoposto. Passou como relampago pelos estagios iniciais e sempre agregou mais um aprendizado. Mais tarde, depois de encerrar a sua carreira de F1, começou tudo novamente na Indy a mais uma vez mostrou que podeia aprender e se adaptar às condições e com vantagens.

Acho que essa união de características faz dele o nosso grande campeão de automobilismo. Eu vejo uma coisa injusta com Emerson quando o comparam aqui no Brasil com outros pilotos. Raramente citam que alem dos titulos de F1 tem um campeonato de Indy e duas 500 milhas. Isso é um curriculum nada facil de ser estabelecido. É preciso estar entre os melhores da história.

A materia deste link do Globoesporte - Depois de 37 anos, Emerson volta a pilotar uma Lotus, leva multa e chora - mostra Emerson andando pela marginal na manhã de hoje com o Lotus 72D, o mesmo com o qual conquistou o seu primeiro campeonato de F1. Alem de ser óbviamente marketing comemorativo, é tambem um reconhecimento do que esse grande campeão é e merece de todos nós. Pouca gente no mundo tem um prazer desses. Grande Rato. Ele merece.

domingo, 31 de outubro de 2010

Bruno Senna - na Lotus passaria de participante a competidor

O site Globogoesporte divulgou notícia neste link - Após ano difícil, Bruno Senna negocia com a Lotus para a temporada 2011 - anunciando as negociações entre Bruno Senna e a atual equipe Lotus que nada tem a ver com a antiga Lotus onde o tio conquistou a sua primeira vitoria.

A Lotus usa os motores Cosworth e assim como as outras equipes que usam o mesmo motor, não tem um desempenho bom, e no caso especifico da Lotus está sempre entre as ultimas do grid. A matéria do Globoesporte cita a mudança do motor para os Renault e tambem a caixa de cambio para a da RBR. Isso sem dúvida trará mais desempenho e confiabilidade. Mas que não se espere que essa equipe vá andar na zona de pontuação porque agora tem melhores ingredientes do que teve nesse ano.

Vai sim se aproximar do bolo e aparecer como qualificada para o meio do grid, o que significa competitividade. Para Bruno Senna isso é um autentico alívio pois vai finalmente ter equipamento que lhe permita mostrar as suas habilidades. O carro que atualmente pilota nada mais é do porta de acesso à F1, no seu caso particular. Foi o meio que tinha disponível para fazer valer a sua intenção de ter a F1 como foco da sua carreira.

No atual cenário da F1 eu diria que Bruno está começando a carreira bem. Entendo que a sua carreira na F1 começa agora. Para se ter uma carreira na F1 é preciso de dinheiro e pilotar para a Hispania não é algo que atraia patrocinadores. No caso dele há o peso do sobrenome e isso facilita as coisas.

Mas pilotar na equipe cujo nome lembra a primeira vitória do tio tri-campeão, é uma condição que dá mais possibilidades de obter patrocinio. Aliar os nomes Senna e Lotus numa mesma iniciativa é uma união que deve chamar atenção de qualquer forma. Entendo que se Bruno for pilotar na Lotus estará assim dando o passo mais importante da sua carreira. Será a sua oportunidade de mostrar a que veio pois terá equipamento para isso, mesmo que dentro de uma certa limitação. Há uma diferença abismática entre não mostrar nada porque não tem como e mostrar algo mediano porque o equipamento não é de ponta. Pilotando nessa nova Lotus com o motor e caixa de cambio previstos para 2011, Bruno entrará na zona de competitividade e deixará aquela em que ele apenas suporta as condições da corrida por não ter meios de fazer coisa melhor. Passará de participante a concorrente.

Sorte ao sobrinho.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Alonso campeão em Abu Dhabi? Perfeitamente possível.

“Queremos encarar este Grande Prêmio como temos feito com os demais: concentrados em nós mesmos e com os pés no chão. Tentando trabalhar bem e sem cometer erros, com o objetivo de superar os nossos rivais. Tenho dito sempre e repito mais uma vez: fecharemos as contas em Abu Dhabi”

A declaração acima é de Fernando Alonso. Matéria publica no UOL neste link - Alonso festeja cálculos fáceis e evita pressão por repetir feitos no Brasil.

No meu entender Alonso tem muitas coisas que podem levá-lo à conquista do campeonato de 2010. A principal é a pontuação. Ele está 11 pontos à frente de Webber e 21 à frente de Hamilton. Como ainda restam dois GP´s para o encerramento do campeonato, as chances de Alonso vencer são claras.

Mas não é apenas a pontuação que lhe confere essa possibilidade. Fora isso o ítem mais importante é justamente o carro que mostrou evidente evolução do inicio da temporada para cá. Em termos de equipamento eu diria que hoje Red Bull e Ferrari se equivalem. E isso não significa dizer que a Red Bull perdeu dianteira. A Ferrari se empenhou em correr atrás de uma distancia possível de ser diminuída e conseguiu fazer o seu trabalho. Ao mesmo tempo a colisão entre Webber e Vettel no meio da temporada, colaborou para que a Ferrari tivesse uma chance adicional.

E aí entra o Alonso esportista. É preciso levar em conta que os pilotos de F1 não são apenas pilotos mas tambem esportistas profissionais. E nisso Alonso está no topo dessa escala no meu entender. Acredita até a última curva e não desiste da sua atitude porque está é a atitude do competidor consciente. Qualquer ato que caracterize recuo, mesmo que seja minimo, vai ser interpretado como uma forma de desistencia e tambem afetará o clima psicologico do esportista.

Alonso tem consciencia de que está num meio altamente competitivo e que o papel sensato é usar tudo que puder das armas que tem e de forma sistemática, constante. Caso contrário deixará espaço visível par o concorrente. E eu entendo que essa dua postura diante das circunstancias é o que o levará a ser o campeão de 2010. Acreditar foi um dos fatores que o levaram a ser líder nessa fase do campeonato e essa posição de liderança reforça o seu crédito pessoal, a sua motivação própria. Uma coisa que jamais pode faltar aos pilotos.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Aos amigos a reverencia - Fernando Ferri

À esquerda meu amigo Fernando Ferri que fez uma foto com uma composição parecida com essa mas bem melhor, afinal ele é profissa e eu não. À direita meu amigo Rudi, italiano falador, pra variar.
Valeu Fernando - mais um doente por velocidade na minha turma.

domingo, 24 de outubro de 2010

GP da Coreia - Alonso acreditou e no final levou

Assisti a parte que sobrou do GP e desta a fração em que eu estive acordado. Francamente, Alonso venceu e mereceu, mas no meu entender quem brilhou foi Bernd Maylander, o piloto do safety car. Que ninguem se iluda com o fato de que aquele carro é apenas um carro mais lento que um F1. Seja lá que diabos voce esteja pilotando, estará sempre lidando com a aderencia de 4 pneus. E é senso comum que qualquer carro que trafegue acima de 100 km/h na chuva está sujeito a uma escorregada sem prévio aviso. E eu considero Bernd Maylander um desses pilotos de se tirar o chapéu. Aquele Mercedes não é um carro comum e sim um adaptado na sua performace afim de atender às exigencias do tráfego de uma fila de carros de F1. Não tenho referencias da mecanica daquele carro mas deve ser V8 turbo.

Bernd Maylander mostrou que é o cara indicado para a função. Anda rápido em pista escorregadia, acelera tudo na reta, o que na verdade é arriscado tambem, não erra uma curva e alem de tudo é preciso, volta apos volta igual uma a outra. Parabéns a ele que foi um autentico destaque na pista hoje.

Destaque tambem foi a pressa e falta de planejamento à altura das necessidades na construção do autódromo. Se não tivesse acontecido uma cuva, a corrida se transcorreria de maneira normal e as reclamações posteriores estariam centradas em questões mais pontuais de qualidade da obra. Mas chove no mundo inteiro, ainda, e choveu numa pista onde não havia drenagem suficiente. Nesse ponto eu considero a F1 um tanto exagerada hoje. As pistas de F1 práticamente necessitam ser como pistas de pouso de aviões. O que visivelmente atrapalhou o inicio da prova foi a drenagem. Tanto que quando os carros saíram com o safety car à frente, os pingos de chuva eram diminutos, principalmente se comparados aos dilúvios que costumam acontecer em Interlagos. Portanto, aqui fala-se de deficiencia de pista. E entendo que a própria F1 é reponsável por isso tambem.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Kart São Paulo - Etapa 9


Ontem aconteceu a 9a. etapa do Kart São Paulo no Kartodromo Internacional Granja Viana. Na Light, o meu grupo, largaram 24 karts. A vitoria foi do Christian, seguido pelo Vitor Cimatti, Lucas Rocha, Marcelo Nogueira, José Tomas e Wagner Queiroz.

As poucas fotos que fiz com o meu celular podem ser vistas aqui neste link que é a página do Facebook do Amigos Velozes - http://www.facebook.com/pages/Amigos-Velozes/136799789683582?ref=sgm#


Não tenho o resultado da Master porque precisava ir embora rápido. Mas o vencedor foi o Nico Marmora com o kart 15. Tambem fez a pole. O Mogar que sempre dá aula de pilotagem pegou um kart que poderia ter sido aposentado hoje à tarde mesmo antes da primeira bateria do kartodromo. Sorte menos ruim teve o Gilberto que com o kart 7 conseguiu terminar na 10a. colocação por conta braço mesmo pois o equipamento não dava para mais que isso.

Pra variar o meu problema que mais me incomoda é o período, noite. Se não uso óculos fico com uma noção de distancia melhor. Em compensação não enxergo o placar e em determinado trechos sinto falta de uma acuidade visual melhor. E isso é uma coisa típica da minha visão durante a noite. Recentemente andei numa manhã de sábado em Interlagos com um Mini Parilla e não tive dificuldade maior com a visão, sendo que o maior incomodo ficou por conta da vibração do capacete.

Infelizmente pilotar à noite é uma coisa desconfortável para mim e não vejo nenhuma chance de fazer alguma coisa recomendável. Mas bem que poderiam alguns amigos meus manterem uma distancia um pouco maior da minha traseira e assim não me mandarem pro final do grid numa panca.

Tomei 3 ao longo da corrida, nenuma delas intencional mas fruto da pouca habilidade e exagero na proximidade em curva, coisa muito comum no kartismo amador. Logo na segunda volta tomei uma na tangencia da entrada do miolo e fiquei ao contrário ali mesmo. Caí pro final do grid. Mais tarde outra na traseira, esta não me lembro onde. E no final mais uma na entrada da reta. Eu estava recuperando posições e alguem na minha frente fez mal a subida e eu fui ultrapassar por fora. Sabendo que na curva de entrada da reta eu seria fechado, diminui ali na tangencia quando estavamos quase emparelhados. E nessa hora tomei uma bem dada na traseira, de alguem que vinha me seguindo.

Acabei batendo involuntariamente no da frente, que me parece ser o Cristiano Gameiro, e ele rodou e eu passei ao seu lado indo em direção à entrada do box. Seja lá quem for este, lhe peço desculpas mas não foi propriamente minha autoria. E aí no final da corrida eu patrocinei uma dessas presepadas de principiante.

A bandeira quadriculada foi dada na reta e assim continuamos no ritmo e entramos na hum do jeito que vinha. No meio da decida o primeiro da fila diminuiu, os outros tambem, até que eu que vinha acelerando fui pego de surpresa e não consegui parar. Bati no kart da frente, rodei e fiquei preso em cima da lavadeira. Mas os que estavam na minha frente eram os ponteiros, e assim eu assisti uma fila de caras vindo à toda na minha direção acelerando. Se um deles escapa me pega de frente.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ensina quem sabe - Jackie Stewart dando aula

O mestre Jackie Stewart mostra o que é realmente pilotar com suavidade e dá as suas justificativas. Se voce não entende inglês eu lamento. Nesse caso sobra no final do filme uma cena em Monaco com camera onboard.


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Parakart - a determinação de pessoas que valorizam a vida.

Encontrei agora no blog do meu amigo Paulo Costa o seguinte post: Cláudio Portilho - Atleta Paradesportivo também no Kart, onde Paulo cita a participação de Claudio em mais de um esporte, sendo o karismo o mais recente.

Já tive a oportunidade de ver esse grupo no kartodromo mais de uma vez e fiquei impressionado com a determinação e vontade de viver dessas pessoas. Não é nada facil ter a sua movimentação limitada pois isso vai lhe causar problemas constantes na vida. O piloto dessa categoria usa um equipamento especialmente adapatado, onde os comandos de freio e acelerador estão presos no volante e no lugar dos pedais foram colocadas cintas com velcro que manteem as perna imóveis, já que essas pessoas não possuem sensibilidade nos membros inferiores e portanto não teem como conte-los durante a pilotagem de um kart.

Como praticantes de um esporte, mesmo que em condições especiais, o fazem sempre buscando performance e posso dizer pelo que vi, que aceleram como pilotos mesmo, e não deixam a desejar no quesito combatividade nas suas disputas. São pilotos de fato e estão lá para fazer o mesmo que qualquer outro piloto de kart de competição. É uma demonstração clara de que são pessoas que antes de tudo valorizam a vida, coisa que muitos em melhores condições sequer cogitam. Tanto organizadores como o grupo todo estão de parabens por tudo que representam.

A categoria tem site com todas as informações sobre os pilotos, provas, organização e tudo mais. Acesse neste link - Parakart - vale a pena conferir.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Emerson Fittipaldi - 40 anos de uma vitória memorável.

Ha 40 anos, no dia 4 de Outubro de 1970, um dos nossos maiores esportistas venceu pela primeira vez uma prova na categoria maxima do automobilismo mundial. Emerson Fittipaldi, então com 24 anos incompletos venceu o GP dos Estados Unidos na pista de Watkins Glen. Para a equipe Lotus foi um banho de satisfação pois nesse mesmo ano falecera em Monza Jochen Rindt, então o primeiro piloto da equipe. Tambem por conta desse evento o segundo piloto, John Miles, decidiu retirar-se da equipe. Restou Emerson Fittipaldi que ingressara pilotando um terceiro carro, o Lotus 49C. Colin Chapman contratou tambem Reine Wisell.

Na corrida memoravel, Emerson Fittipaldi vinha em segundo lugar quando o lider Pedro Rodrigues foi obrigado a reabastecer e assim Emerson pulou para a liderança e venceu o GP. Rodriguez finalizou em segundo e Reine Wisell em terceiro. No computo dos pontos do campeonato a partir do resultado dessa prova, Jochen Rindt tornou-se campeão póstumo, o único nessa condição na F1.

Bem no seu inicio na Lotus, Chapman disse que Emerson ainda seria campeão do mundo, titulo que veio conquistar mais tarde nessa equipe em 1972, no autodromo de Monza, e assim tornou-se o primeiro brasileiro campeão da categoria.

A trajetória de Emerson no automobilismo dispensa comentários e fora isso mostrou ser uma pessoa com capacidade de dar a volta por cima ao se tornar um dos grandes nomes da F-Indy, vencendo um campeonato e duas 500 Milhas de Indianapolis.

Essa primeira vitoria de Emerson na F1 será sempre lembrada por todos que admiram esse esporte e acabou se tornando o ato inaugural de uma nova paixão brasileira. Hoje o Brasil tem uma legião de fanaticos de F1 e deve ser dado o devido mérito a Emerson Fittipaldi por isso. Afinal ele foi o iniciador há 40 anos. Parabéns!