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terça-feira, 8 de março de 2011

Com a palavra quem é do meio - Ingo Hoffman




Tudo bem, a F1 está chata, o automobilismo brasileiro é um morto vivo que passeia pelos autódromos, a imprensa não tem mais o que noticiar e apenas copiar, enfim esse universo não é e nem será mais o mesmo. Tudo mudou, o automobilismo mudou, o mundo mudou. E o que era válido no passado, hoje é nada mais que lembrança.

Mas temos tradição no automobilismo e isso fica evidente quando pessôas do meio fazem comentários que deixam claro que são do referido meio. É o caso do pilôto Ingo Otto Hoffman que aqui neste vídeo dá entrevista ao Estadão em 2008 quando anunciou o fim da sua carreira na Stock Car. Ingo tinha então 55 anos e um acúmulo de títulos na categoria que é record absoluto na nossa história.

É claro que a visão do automobilismo muda dependendo se voce é pilôto ou público. E nesse vídeo ele fala de vários assuntos inclusive da F1 e dos nossos pilôtos e da torcida dêles. Faz a crítica conhecida a respeito da torcida que valoriza apenas o ápice, o máximo. Infelizmente a nossa torcida é assim mesmo e penso que isso foi herdado do futebol.

Ingo faz duas colocações muito interessantes. Primeiro ele diz que esse período que vai do início de Emerson até Ayrton, é um período excepcional. E ele tem razão nisso pois todo o ambiente que pôde dar surgimento a uma bela safra de pilôtos nessa época, é uma coisa que não se repetiu mais no nosso cenário doméstico.

E segundo, é interessante a citação dele de que além dos 8 títulos que esses tres pilotos conquistaram, devem ser lembrados os outros momentos em que brasileiros estiveram em disputa de títulos. E para justificar isso ele cita os italianos e os alemães. Em outras palavras o Brasil deu frutos sensacionais no quesito material humano do automobilismo. Quem sabe algum dia a torcida vai ver o nosso automobilismo por esse angulo e deixar de fazer críticas, às vêzes muito injustas como as que fizeram seguidamente ao Rubens Barrichello.

Parabéns ao Ingo, ele é mesmo do ramo.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Velocidade na terra em SC - levantando poeira, como era antigamente

Quando digo que o automobilismo brasileiro está de mudança para o sul do país, penso que alguns que lêem essa minha afirmação devem pensar que estou delirando. Eu mesmo sou uma espécie de ET da velocidade que acompanhou o automobilismo nacional mas nunca guardou registros. Nunca pilotei num autódromo e mato a minha frustação em corridas de indoor na Granja dividindo curvas com caras bem rápidos. Dou manutenção nos meus carros e não sei preparar um de pista, mas já desenhei dois chassis tubulares. Então eu não sou nem da frente nem do fundo do pelotão, apenas uma meia bôca que adora velocidade.

Aliás, em velocidade não cabe o conceito ‘eu gostava de corridas’, eu ‘eu gostava dessa adrenalina’. Velocidade é um virus que te pega e nunca mais cura. E é por isso que compareço sempre que posso no único autódromo da minha cidade, o histórico Autódromo José Carlos Pace, conhecido como Interlagos.

Não me preocupo mais em olhar para as arquibancadas em Interlagos porque sei que não vou ver nada quando estiver lá. E há muitos anos havia. Havia público, corridas, cachorro quente, meninas assanhadas, turminhas e tudo mais. Acabou, nada disso existe mais e restaram os saudosistas da vida que, alguns deles com mais dinheiro do que eu, conseguem por os seus carros na pista.

Mas em Santa Catarina a coisa não é exatamente assim, conforme pude ver no vídeo do link abaixo, do blog Poeira Na Veia do Francis Henrique Trennepohl.

Programa "Velocidade" 05/03/11

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Stirling Moss lembra o talento de Luiz Pereira Bueno

Luiz Pereira Bueno pilotou na SMART, a equipe do grande Stirling Moss. Claro que o histórico piloto de F1 ficou sabendo do passamento de Luiz e divulgou a sua nota a esse respeito no seu web site. É uma clara demonstração, não apenas de que Luiz era um grande pilôto, mas também que conquistou a admiração pessoal de outras pessôas. Leia o post do site de Stirling Moss no link abaixo.

Luiz Pereira Bueno: 1937 - 2011

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Luiz Pereira Bueno - texto muito bem elaborado sobre uma lenda

Quem não gosta de ler um bom texto? Textos bem feitos que se referem específicamente a pessoas de forma característica, devem contextualizar bem, sem exagero nos detalhes e com citações pontuais que gerem na cabeça do leitor uma dimensão daquele que é objeto do texto. E no caso de tratar-se de uma homenagem, a inclusão de palavras do próprio homenageado, a citação de companheiros de estrada e depoimentos de quem conhece a pessoa, são ingredientes que enriquecem muito o conteúdo.

No link abaixo, no site Ford Para Todos, encontra-se um texto limpo, direto, sem nenhum tipo de exagero, esclarecedor, sobre Luiz Pereira Bueno escrito por Raul Machado Carvalho. Vale a pena ler. E como pessoa que escreve e gosta da tarefa, sei da dificuldade de se finalizar um texto, coisa que nesse caso se deu forma muito simpática e significativa. Parabéns ao escriba.

LUIZINHO, UM MITO DOS ANOS DOURADOS, NA ESTRADA DO CÉU, COM MUITA LUZ

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Luiz Pereira Bueno - a minha lembrança pessoal

Ontem aconteceu a primera etapa da edição 2011 do meu campeoanto de kart amador, o Kart São Paulo, e aproveitei a oportunidade para fazer uma lembrança a uma pessoa que me tratou muitíssimo bem desde a primeira vez em que conversamos. Falei por alguns instantes do Peroba, o Luiz Pereira Bueno, piloto fantástico e uma pessoa que gozava da amizade de um autêntico contingente.

Grande Peroba. Valeu


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Antonio Ferreirinha, 75 anos bem vividos - Feliz Aniversário

Se há uma pessoa que admiro, seja pela sua capacidade, seja pela simplicidade na forma de ser, é Antonio Ferreirinha, lendário preparador do nosso automobilismo dos idos em que tudo se fazia pelas mãos de uma pessôa.


Antonio Ferreirinha - foto do seu arquivo pessoal

Ferreirinha sempre me tratou muito bem em todas as oportunidades em que mantive contato, e isso por si só, fato um tanto raro na nossa atual sociedade, já é motivo mais que suficiente para que eu registre aqui o seu Feliz Aniversário de 75 bem vividos anos.

Ferreirinha já é uma lenda na história do nosso automobilismo. Com mais de 4 décadas nas pistas brasileiras, manteve contato com todos os nossos melhores pilotos e sabe apontar um por um quem pilota, e como.

Ferreirinha já adiquiriu na pista a bagagem necessária para dar a receita do bolo de uma boa preparação para um bom pilôto. E mais que isso, depois de tantos anos preparando carros para pilôtos de diferentes capacidades e estilos, está por consequencia dessa contingência na posição de orientador experiente que já viu acontecer de tudo nas pistas.

É uma pessôa que dá prazer conversar e isso explica o número de amigos que tem, que não é pequeno. Português nato, já se habituou a ser chamado por mim de “óh gajo”, bem como o seu bom humor é mais que suficiente para que conte vez ou outra uma piada de portugues.

Ferreirinha é um remanescente de um automobilismo apaixonado, que morreu há muito tempo. Um tempo em que as pessôas faziam o que mais gostavam na maioria das oportunidades. São pessôas que têem uma ligação viceral com o que fazem e vivem, e isso acaba moldando a sua conduta e visão de mundo e de sociabilidade de uma forma que os torna não apenas reconhecidos mas principalmente individualizados.

O Blog Amigos Velozes tem um grande prazer em desejar a Antonio Ferreirinha um

FELIZ ANIVERSÁRIO.

Parabéns Óh Gajo!!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Faleceu Luiz Pereira Bueno, o Luizinho, o cara que deve virar nome de autódromo!


- V8 é V8 né.....

Saíam as Maserati para a classificação no Autódromo José Carlos Pace, e na porta do box um amigo do pilôto que emprestou o seu nome a este que já foi o nosso templo do automobilismo, falava comigo sobre a sua admiração pelos motores de 8 cilindros que ele pilotou muitas vezes no seu passado de pilôto de competição.




Eu conversava com Luiz Pereira Bueno, a quem disse certa vez que o admirava muito, coisa que aparentemente ele guardou de forma natural. Toda vez que o encontrava no autódromo ele sorria para mim, me cumprimentava, como se fôssemos amigos frequentes, coisa que na verdade nunca fomos. À ele eu dizia “Luiz Peroba Pereira....”, ao que ele invariávelmente respondia “Oiii, como vai....”.

O valor que isso tem para mim, longe do que qualquer pessôa possa imaginar, não é o meu orgulho pessoal de ter contato com um dos nossos maiores botas de tôdos os tempos, mas sim a admiração que eu tinha pela impressionante simplicidade de uma pessôa que foi literalmente referencia na pilotagem de competição no Brasil. Alguem que poderia ser muito mais reservado do que o normal, mas muito ao contrário disso era tão acessível quanto qualquer mortal comum. E ainda por cima uma pessôa que se dirigia a você como um gentleman.

O Luiz que eu conheci era uma pessoa gentil, educado, fala mansa, sempre pronto a contar uma estória, pronto para uma boa prosa, preferencialmente sobre carros de corrida, a sua grande paixão. Luiz foi cunhado de Cláudio Daniel Rodrigues, a pessoa que introduziu o kart no Brasil. É alguem que tinha muito a contar e ensinar. Era muito conhecido pelo seu jeito suave de pilotar e pelo seu conhecimento de mecânica de automóveis, coisa que lhe rendeu um diferencial nas pistas.

Não foi à toa que teve duas oportunidade de pilotar F1 e estabeleceu um record no anel externo de Interlagos pilotando um March. Infelizmente não conseguiu se firmar na categoria, coisa bem dificil de se conseguir mesmo naquela época, não bastando para isso apenas pilotagem. Certamente teria sido um pilôto muito rápido.

No final de 2009 eu soube por amigos que Luiz manifestara cancer de pulmão. A sua vida depois do automobilismo não foi nada fácil, mas ao mesmo tempo êle pôde contar com amigos da sua época de pilôto, que nunca o deixaram desamparado. Fizeram por Luizinho o que se podia fazer e a incrível simpatia dêle deixava claro que era merecedor das amizades que tinha.

A última imagem que guardo de Luizinho Pereira Bueno é de 2009, sentado num dos boxes do autódromo de Interlagos, tendo ao seu lado meu amigo Joca e mais outras pessoas. Eu estava de saída e passei ali para me despedir. Nem imaginava que seria o último cumprimento ao cara mais gentil que eu conheci nesse meio.

Pelo que captei no contato com Luizinho, diria que o nosso automobilismo, que já está internado há muito tempo, definitivamente virou história de livros a partir do dia de hoje. Quem pôde ter contato, nem que fôsse mínimo, com pilôtos dessa época sabe de que estou falando. O nosso automobilismo virou uma das suas mais significativas páginas. Luiz faleceu na manhã de hoje à 7:00 na sua casa em Atibaia. Perdi um amigo de box simpático e sorridente e o Brasil perdeu um dos nossos expoentes na pilotagem de competição.

Costumam dar nome de pessôas ilustres à ruas e avenidas. Penso que Luiz merece coisa bem mais veloz que isso. Não acho, mas sim tenho toda convicção de que o automobilismo deve dar a um dos nossos autódromos, mesmo que isso se dê no futuro, o nome de Luiz Pereira Bueno. 

a foto do post do tambem pilôto Sidney Cardoso

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O nosso automobilismo - como um chassi torcido de um fusca

Não me lembro bem quando achei no meio das minhas fotografias, uma tirada na arquibancada do autódromo de Interlagos bem em frente aos boxes. Era o momento das voltas finais de mais uma edição da Mil Milhas Brasileiras. Me lembro ainda de duas coisas daquela prova que me marcaram. Havia um Opala sem o capô e Camilo Cristófaro, o Camilão, falou na fonia local ressaltando que o seu filho, o Camilinho, teria chances de chegar à vitória. Bons tempos aqueles do antigo traçado e arquibancadas com público amante dos esportes de velocidade.

Estou falando do início dos anos 80, época em que o nosso grande campeão Émerson Fittipaldi já estava arrumando malas para brilhar novamente no exterior, dessa vez nos Estados Unidos. Por sinal nunca é demais lembrar que foi o pai dele, Wilson Fittipaldi, o Barão, que junto com Eloy Gogliano criou essa belíssima disputa automobilística inspirado na Mille Miglia italiana.

Hoje nada mais resta desse trepidante passado que nos atraía constantemente ao autódromo. Me lembro muito bem que era comum na minha juventude dizer aos meus amigos num sábado: “Vou no autódromo”. Sempre havia algo a ser visto, sempre estava acontecendo alguma coisa.

A Mil Milhas era realizada na semana da comemoração do aniversário da cidade de São Paulo. No ano passado deu-se uma programação que incluía os 1000 Km de Interlagos, endurance que aconteceu uma boa parte sob chuva e que foi vencido pela Ferrari de Chico Serra, Daniel Serra e Chico Longo, Equipe Via Itália. Fiz postagem a esse respeito que inclui uma foto da tristonha arquibancada totalmente vazia. De público mesmo, apenas os que estavam na pista, nos boxes e na lanchonete. Por sinal uma lanchonete dentro dos padrões atuais desse tipo de comércio mas que não lembra em nada a romantica lanchonete do passado com balcão de cimento. Era lá que voce encontrava os maiores nomes do nosso automobilismo comendo sanduíches com os seus mecanicos.

Nesse ano a FASP anunciou (e ainda constava nesta manhã no seu site) a realização da prova 1000 Km de Interlagos. Porém, não apenas eu tinha sido notificado por um amigo de que a prova foi cancelada, como tambem li em dois sites na internet sobre o cancelamento. Segundo apurei, as inscrições foram devolvidas e o cancelamento se deu por insuficiencia de inscritos. No entanto a programação do final de semana prosseguiu e foi realizado o torneio F3 Brazil Open, com vitória do piloto Lucas Foresti. (leia aqui: F3 Brazil Open)

Não estive em Interlagos nesse final de semana mas entendo que se na F3 havia apenas 9 competidores, na arquibancada não havia ninguem, ainda mais quando se tem uma parte da programação cancelada.

A arquibancada do autódromo de Inerlagos em Janeiro de 2010 durante os 1000 Km de Interlagos

Se fala correntemente uma coisa que é nada mais que uma triste realidade, que o nosso automobilismo está morrendo. É uma verdade, está agonizando e não será uma categoria como a Stock Car que vai representar sozinha o automobilismo nacional. Nem tambem F-Future Fiat ou outra formação similar.

Se o automobilismo brasileiro quizer sobreviver vai ter que começar descobrindo o que é necessário para trazer o público de volta para as arquibancadas. Ah, mas tem público na Stock, diriam muitos. Sim, há público nessa categoria, mas no passado havia público em todas. O que temos de automobilismo atualmente nada mais é que o aproveitamento da agenda do autodromo de Interlagos para provas de apaixonados guiando carros clássicos, e endinheirados que podem pagar os tubos para por na pista um carro que apenas ele, sua equipe e os concorrentes verão em alta velocidade.

Eu diria hoje que o nosso automobilismo nada mais é que um fusquinha de chassi torcido que teima em fazer curvas mesmo sabendo que nem em linha reta consegue mais andar.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Ayrton Senna - o que eu penso que deu fim à vida dele

O vídeo deste post mostra uma entrevista com Schumi e Senna em Ímola, em 1994. Entendo que aqui Ayrton Senna, e tambem Schumi, dão as pistas efetivas para as razões do acidente. Não o determinante própriamente, mas os contribuintes, que no meu entender criaram o cenário favorável a um acidente, que poderia ou não ter acontecido na Tamburelo.

Quando se fala sobre a morte de Ayrton Senna a primeira coisa que é comum em termos de manifestação é o sentimento de perda de um piloto que foi ídolo, e em segundo lugar costumam aparecer as discussões que visam justificar que o culpado não foi ele pelo acidente e sim a equipe.

No meu entender não é exatamente assim e ele próprio tem uma grande participação no evento em termos de responsabilidade. Todos os pilotos de competição sabem que correm risco de vida e os da F1 sabem que estão constantemente muito próximos da possibilidade de um acidente fatal, mesmo na F1 de hoje. Sabem que estão se expondo a riscos de forma consciente. Quem senta num carro desses nem pensa em qualquer momento na possibilidade de um acidente. Os pensamentos do piloto a partir do momento em que se dá a partida no motor, estão todos voltados para a idéia de vencer a corrida. E na verdade não teem tempo para pensar em qualquer outra coisa a não ser naquilo que devem fazer para chegar onde querem. E a razão é a exigência do próprio esporte, de concentração máxima.



Em 1994 Senna não fez absolutamente nada e morreu na terceira corrida do campeonato. O seu rival tradicional não estava mais na categoria. Já havia ingressado outro competidor que não deixou dúvidas das capacidades e que foi sentar, com o apoio da grana da Mercedes, no melhor carro da categoria, que por sinal usava um motor que Nelson Piquet não poupava elogios em relação à performance. Senna tinha deixado a McLaren e isso tem muito significado. Foi na McLaren que Senna ganhou os seus títulos e é lógico pensar que a equipe foi a sua referencia.

É claro que ele tinha consciencia de que estava entrando em outro team e isso significava que pilotaria outro carro com outras pessoas como seus companheiros. Na McLaren ele sabia o que esperar da equipe e vice-versa. Na Williams era um momento novo em que o melhor piloto da categoria tinha sido contratado com o óbvio compromisso de ganhar corridas.

Tanto a saída de Prost da categoria como a mudança de equipe são coisas que evidenciavam uma perda das habituais referencias. A Williams óbviamente iria esperar por uma performance à altura de quem ele era, isso estaria implícito nas condições. E não é porque era Senna que não seria alvo de cobranças. Era uma nova etapa, uma nova relação, condição que fazia com que ele se obrigasse a mostrar serviço, coisa quem em 1994 simplesmente não aconteceu. É fácil inferir que ele esteve sob uma pressão razoável na terceira corrida.

Uma das suas capacidades inegáveis era fazer pole positions obtidas a partir da sua incrivel habilidade, coisa que colocaria uma expectativa positiva em relação ao seu provável resultado na corrida. E em Ímola ele conseguiu mais uma das suas poles. Mas isso era classificação e não corrida que para ser vencida deve ser concluída.

Em depoimentos que podem ser encontrados na internet, Michael Schumacher cita a traseira  nervosa do carro de Senna no dia da corrida. Ninguem consegue resolver uma tendencia de um carro de um dia para o outro caso isso se deva a questões de concepção. E o próprio Senna citou na ocasião que a traseira do carro não era fácil de ser dominada.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Meu retorno ao atletismo - São Silvestre 2010

No link abaixo, uma cronica a respeito da minha participação da 86a. Corrida Internacional de São Silvestre.

Após ter retornado ao kartismo amador em 2009, me propus no ano de 2010 um desafio pessoal que dizia respeito à minha capacidade física e prova de perseverança no alcance de objetivos.

Tinha comigo que seria um desafio treinar afim de recuperar um pouco da forma física perdida na inatividade, e se conseguisse este intento, me inscrever na São Silvestre 2010 com o objetivo explícito de concluir a prova, embora na prática tenha esta específica passagem como uma prova-treino.

E dei o que considero o meu primeito passo para um retorno ao atletismo amador. A meta seguinte é a Meia Maratona de São Paulo no final de Fevereiro de 2011.

Por enquanto, vai no link abaixo, uma crônica da minha participação na São Silvestre 2010. Trata-se de uma página do Facebook, pública, acessivel sem a necessidade de estar logado.

Desejo à todos um Feliz 2011

Flashes da Sao Silvestre. Como eu descobri o real significado do termo torcida.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Kart São Paulo 2010 - Aos meus amigos desejo um final de ano muito feliz


Ontem o meu grupo de kart amador, o Kart São Paulo, fez o seu encontro de encerramento, e contou com a prestimosa colaboração e presença de São Pedro. Fui de carona com o Werner Heying e o transito estava tão itnenso que decidimos para num bar preto da minha casa e ficamos lá por 1 1/2 hr. Acertamos na decisão pois encontramos a estrada livre.

Mas no caminho eu vi que o asfalto na estrada estava secando e normalmente quando está assim na estrada, está igual no kartodromo. Eu esperava pista molhada mas sem chuva. Não gosto, prefiro seco total ou água mesmo.

E chegando lá já dava para ver um pequeno trilho surgindo. Como era apenas uma brincaderia que não valia pontos, então o que vier é lucro. Mas como eu ninguem ali gosta de uma pista que não é nem seca nem umida. Aquele sabãozinho fora do trilho é um desastre.

Enfim, com 18 karts na pista fiz o 13o. tempo e o Otto marcou a melhor, 2s mais rapido que eu. Já no começo dei uma bela esparramada na 2 indo lá fora no cimento e todo mundo me passou. Caí pra ultimo. Mas o meu kartinho estava bom e alem disso muita gente que estava na minha frente simplesmente não viu a borracha que tinha na 2 e insistia em abrir para começar a curva. Eu fui procurar lugar seco o tempo todo e achei. O saco disso é que assim a corrida começa com a pista de um jeito e termina de outro, vai mudando à medida que vai secando e fazendo trilho.

E desse jeito eu fiz a dois sempre por dentro e passando todo mundo que tentava fazer aberto e espalhava ali mesmo. E depois eu vi que a entrada do miolo seguia o mesmo padrão e comecei a fechar ali tambem e ganhei mais algumas posições na subida e no mergulho porque tinha começado melhor lá embaixo.

E cheguei a encostar no 4o. colocado mas dei mais uma espalhada no final e perdi o contato. O Otto que saiu na frente rodou no começo e foi para a grama. Terminou em 11o., justo o chefe. O Marcelinho Nogueira, vice nesse ano, largou em 3o. mas ainda tá com dor na coluna e abriu para quem vinha atrás, eu inlusive. Terminou em 6o., 0,5s atrás de mim.

E eu fiquei em 5o. e marquei tambem o 5o. tempo. Ganhou o Alexandre Kaki que largou em 5o. seguido do Vinicius Neves e do Fernando Cecin que resolveu achar que em 2011 o Kart São Paulo vai mesmo funcionar. Caramba, e só porque não pudemos trocar kart em 2010, então não funcionou??? Ou será que isso é, digamos, um apoio moral pro Nico, o administrador do brinquedo no ano que vem? Explique isso Fernando...

Tem mudanças para 2011, coisa que eu acho muito interessante. Depois coloco uma opinião minha em outro post. Por enquanto, tenham todos os meus amigos um final de ano muito bom. Nos veremos logo mais.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

IKWC 2011 - Os títulos conquistados pelos brasileiros

Desde que foi criado em 2005 na cidade de Phoenix, Arizona, o Mundial de Indoor - IKWC - sempre teve a participação de brasileiros, que mostraram que o nosso kartismo amador tem feras em condições de disputar mano a mano com outros grandes pilotos da modalidade, sejam estes norte-americanos, europeus ou asiáticos.

Em todas as edições do compeonato os pilotos brasileiros voltaram com títulos conforme segue abaixo.

2005 - Campeão Mundial de Equipes com Pedro Washington (3o geral individual) , Thiago Costa (vice campeão geral individual), Filipe Jorge, Arcoverde e Dico Oliveira
2006 - Campeão Mundial Master Class com Ed Cordeiro( 4o geral individual)
2007 - Campeão Mundial Geral com Rodrigo Faulhaber
2008 - Campeão Mundial Master Class com Pablo Marlangeon (6o geral)
2009 - Conquistou 4 títulos
Campeão Mundial Geral com Maxwell Jansley
Campeão Mundial Leves com André Lima
Campeão Mundial Master Class com Luis Paulista
Campeão Mundial do Endurance Nations Cup com Ed Cordeiro, Francisco Jansley, Jose Gabizzo e Maxwell Jansley.

2010 - Campeão Mundial Master Class com Ed Cordeiro

Em 2011, conforme já foi colocado aqui, a disputa se dará na Belgica a 40 km da pista de Spa-Francorchamps, e o encerramento acontece precisamente um dia antes da 24 Horas de Spa.

Conforme informação do piloto Ed Cordeiro, até o momento constam 30 brasileiros dispostos a incomodar americanos e europeus num circuito que conta com uma ponte, coisa que eu nunca vi em pista coberta.

No ano passado a disputa foi em Macaé e por isso a presença de brasileiros foi grande. O resultado foi uma lavada nos pilotos estrangeiros. É claro que na Belgica se espera uma atuação muito forte dos belgas. Mas depois de 6 campeonatos disputados esses pilotos já se conhecem, já têm as suas referencias, e a tendencia óbvia seria um equilibrio entre os melhores da categoria. Com 30 brasileiros fanaticos presentes nessa disputa, é bem natural se esperar os nossos nomes nos primeiros lugares das classificações.

O site do IKWC já está divulgando a tabela dos inscritos neste link - http://indoorkartworldchampionship.com/entry-list
Como se pode ver a confirmação dos brasileiros é um destaque.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Daniel Maia - Ceará perde um piloto trágicamente


foto: Robério Lessa - blog Carros e Corridas

Li há poucos instantes no Facebook do meu amigo Roberto Costa a noticia que reproduzo abaixo:

A poucas horas faleceu vítima de acidente no Autódromo Virgílio Távora, Euzébio, o piloto Daniel Maia que pilotava um Fórmula. As notícias dão conta que na ainda primeira volta ao entrar na reta rodou sozinho, atravessou a pista e colidiu com o muro dos boxes sendo socorrido a tempo mas n...ão resistiu aos ferimentos.

O automobilismo mundial contabiliza um grande número de mortes. É compreensível, embora dificil demais de aceitar, que um esporte desses possa levar a vida de quem pratica. Recentemente o japonês Shoya Tomizawa engrossou a fila num acidente na Moto2. Muio jovem ainda, a sua morte chocou o mundo do motociclismo.

Agora foi a vez de Daniel Maia, piloto da Fórmula V 1.8, categoria cearense de monopostos. Daniel perdeu o controle do seu monoposto e bateu no muro dos boxes do autódromo. Por mais que se faça pela segurança nos carros de corrida, sempre existirá a possibilidade de um acidente fatal. Todas as pessoas que praticam esportes de velocidade estão cientes dessa possibilidade e em nenhuma hipóteses vão para a pista pensando nessa possibilidade, pois assim nem dariam a partida no bólido.

Nossos pêsames à família.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

500 Milhas da Granja Viana - 14a. edição será a ultima neste kartodromo


A maior festa do kartismo nacional vai mudar de endereço. A 500 MIlhas da Granja, prova realizada anualmente no Kartodromo Internacional Granja Viana, vai ter a sua ultima realização neste kartodromo. O evento não foi extinto e continuará em local a ser divulgado. Há muitas possibilidades mas eu suspeito do Velopark. É o mais recente empreendimento do meio e está um estado onde há uma número grande de fanáticos de automobilismo e ainda por cima perto das nossas fronteiras. Um situação que tornaria essa corrida uma prova genuinamente sulmaericana. Mas isso é apenas uma suposição minha, vamos aguardar as notícias.

A 500 Milhas da Granja teve a sua primeira prova realizada em 1997 e vencida pela equipe de Felipe Massa. Assisti a largada dessa prova na casa de um amigo meu e imediatamente me lembrei da largada da histórica 1000 Milhas Brasileiras.

A 500 Milhas da Granja traz anualmente pilotos do automobilismo mundial como Felipe Massa, Rubens Barrichello, Tony Kanaan, Nelson Piquet Jr e muitos outros. Na edição derradeira neste kartódromo Felipe Massa não estará presente pois vai atender a compromissos seus na Ferrari. O site do evento - 500 Milhas Granja Viana - não divulgou a relação das equipes inscritas. Hoje é o dia da classificação e amanhã a lista de participantes e suas posições no grid de largada já devem estar disponíveis.

Acredito que o kartismo nacional possa ganhar com a mudança de local de realização dessa prova. Mas o kartódromo perde com isso pois a prova é um evento aguardado ansiosamente todos os anos e muitos amigos meus com quem já disputei curvas, participaram lá mesmo dessa prova. A prova é um verdadeiro charme e distingue o kartodromo de forma muito especial.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

IKWC - Mundial de Indoor 2011 retorna à Belgica próximo a Spa


O IKWC, Campeonato Mundial de Kart Indoor, que já teve a sua edição brasileira no município de Macaé em 2009, será realizado em 2011 no mes de Julho na cidade Belga de Eupen. A pequena cidade de 18000 habitantes dista poucos quilometros das fronteiras da Alemanha e Holanda. Alguns quilometros rumo ao sul encontra-se o famoso circuito onde anualmente acontece uma das etapas da Formula1, Spa-Francorchamps.

Os participantes dessa edição do IKWC que tenham interesse em aproveitar a oportunidade para o turismo, podem num pequeno percurso de carro ir de uma cultura à outra pela manã e voltar ao hotel à noite, e trarão de volta na bagagem lembranças de todo tipo de costumes e paisagens europeus, que dispensam comentários.

Eupen, na verdade era territorio alemão e pelo tratado de Versailles passou a ser parte da Belgica. Durante a Segunda Guerra Mundial, novamente foi anexada ao território alemão e mais uma vez voltou ao mapa belga após a guerra. Isso explica a lingua oficial da cidade, o alemão.

A 7a. edição do Mundial de Kart Indoor acontecerá entre os dias 24 e 29 de Julho de 2011. Precisamente um dia após o encerramento do IKWC acontecerá a famosa 24 Horas de Spa. Assim os participantes do IKWC terão um motivo a mais para permanecer na Belgica e guardar nas suas lembranças as imagens e sons de uma competição de alto nível, sem dúvida inesquecível.

A pista onde se realizará o evento, Eupener Karting, é um circuito fechado de 1 km onde uma volta se faz em aproximadamente 70 segundos com os karts franceses Sodi de 9 hp´s Honda. A pista conta com uma ponte que passa acima de tres trechos do circuito.


A disputa terá um total de 8 provas sendo a final uma prova de 1 hr realizada pelos 30 melhores após a 7a. prova. O evento inclui a participação opcional na Copa das Nações, um endurance de 3 hrs em equipe.

A Belgica sediou a primeira edição do IKWC fora dos Estados Unidos, país onde surgiu o evento. Foi em 2008 na cidade de Kortrijk, no Worldkarts Flanders Indoor Karting.

Ainda não há uma lista de inscritos na edição de 2011, mas como é certo que não apenas o evento acontecerá como tambem irão participar pilotos belgas e de outras partes do mundo, incluindo o Brasil, o IKWC 2011 já conta com os seus patrocinadores. Vamos aguardar a divulgação dos inscritos, lista essa que certamente contará com pilotos brasileiros do melhor nível.

site do evento: http://indoorkartworldchampionship.com/