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sábado, 31 de março de 2012

Minelli M3 - Sim, há monopostos no Brasil

José Minelli, seu peculiar sorriso e o Minelli M3

É fato notório que o nosso automobilismo respira entubado na uti das exclusividades. E uma das coisas que isso ocasionou foi o sumiço das categorias de base, que no passado formaram uma leva de pilotos, preparadores, contrutores. Atualmente um piloto que sai do kartismo, caso queira seguir profissionalmente deve dirigir-se imediatamente à polícia federal requerer o seu passaporte. Aqui não terá para onde ir. Mas temos equipamento para a formação de uma escola profissional de automobilismo? Sim.

Ao menos pelo que vi neste sábado temos e de bom nível. Construído aqui por quem é do ramo e executa o seu ofício com paixão. Automobilismo vai bem quando há pilotos na pista mas o impulso que leva muitos aos boxes e os mantem lá é a paixão. E isso não falta ao lendário José Minelli, que apesar das agruras do meio no qual atua mantém o mesmo entusiamo de décadas seguidas quando fala das suas construções.

O carro desse post é o Minelli M3 que teve nos últimos meses a carenagem refeita além de uma revisão total e aguarda a chegada de um novo motor que deve gerar uns 160 hp´s. Esse específicamente é zero kilometro e já foi apresentado recentemente no sul, ainda sem a usina.

No ano de 1997 o piloto Zaqueu Morioka comentou com José Minelli sobre um carro que estava dando o que falar na F2000 americana. Era um Vector, monoposto que fez sucesso na europa em 1995 e 1996 na F Ford.

O carro veio para o Brasil e aí começou a história do Minelli M3. Foi adquirido pela Minelli Racing Car, gabaritado e homologado. Em Outubro de 1997 José Minelli apresentou para a Ford o primeiro chassi extraído do novo gabarito. Mas somente em 2002 esse carro foi para as pistas gaúchas no Campeonato Gaúcho de F Ford, a categoria hoje denominada Formula 1.6.

Quem já andou acelerando o bólido em Interlagos foi Lucas Di Grassi, tendo o carro equipado com motor da F Chevrolet e câmbio Hewland L200. Lucas virou 1:33 alto com pneus slicks. Apenas a título de comparação um F3 vira 1:29. Não é à tôa que o carro foi inscrito no regulamento do Campeonato Gaúcho de Formula 1.6, antes mesmo de ter sido apresentado recentemene no sul. (link do regulamento aqui)



A estrutura é chassi tubular de aço com carenagem de fibra de vidro da própria Minelli Racing. Pesa 565 kgs abastecido e com piloto. Usa rodas de liga leve fabricadas na Minelli Racing, aro 13“, 7“ na frente, 8“ atrás. Suspensão de triangulos sobrepostos, push rod, monoshock na frente, double link na traseira com barra de torção vertical ajustável. Tanque de combustível de borracha com capacidade para 28 lts. Os cubos de freio e os discos são de fabricação própria. O câmbio que atualmente equipa o carro é um 5 marchas do Del Rey com acionamento por hastes e bell house em aluminio fundido desenvolvida pela Minelli Racing. A caixa de direção tambem é do Del Rey adaptada. O escapamento desse carro das fotos é de aço inoxidável, duplo 2 em 1, montado em segmentos de curvas.

Os eventuais interessados devem entrar em contato direto com o fabriicante, conforme abaixo. Seguem fotos no final do post. 

Minelli Racing Car - Comércio de Peças e Serviços Automotivos Ltda.
 Rua  Elói  Eppinger,  403
 Cep.  04809-200  -  Interlagos  -  SP
 Fone. (11) 56688392      Fax. (11) 56688353

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Rubens - um brasileiro na Indy ou um novo Rubens?

Um novo Rubens com certeza.

Rubens Barrichello está prestes a assinar contrato para disputar a temporada de 2012 na Indy. Não será de forma alguma apenas um compatriota a mais no grid, e sim um piloto profissional mostrando o que sabe naquilo que mais gosta de fazer na vida. E acho que isso é relativamente simples de explicar.

Os críticos de plantão dirão que Rubens vai pilotar numa categoria infeiror e por isso terá um desempenho superior, considerando-se de onde vem. Besteira das piores. A Indy é uma categoria mais lenta que a F1 mas não é uma tartaruga como muitos dizem aqui. São carros muito rápidos a serem pilotados por pilotos experimentados e não por aventureiros quaisquer. Que se lembre aqui que o nosso estimado campeão Emerson disse no seu início na Indy que estava aprendendo a pilotar na categoria. E teve as suas dificuldades no início. Que se lembre tambem que o mesmo Emerson disse que o ambiente na Indy em nada se assemelhava à F1 no quesito relacionamentos. Ora bolas, voce se relaciona com os caras que vai tentar derrotar numa competição. E na Indy, por tudo que já foi publicado, essa forma de se darem uns com os outros favorece muito a condição psicológica, fator que pode motivar ou desmotivar um piloto. E motivação é fundamental em tudo.

Rubens vai para a sua nova fase profissional motivado para exercer a sua profissão, da qual não quer abrir mão de forma alguma, e isso representa não uma continuidade pura e simples e sim uma renovação. Outra categoria, outros lugares, outras pessoas, outras condições. Pergunto quem não anseia por novidades na vida? Elas podem ser muito estimulantes. E é justamente o estímulo que faz as pessoas acreditarem no que querem fazer.

Está claro para qualquer pessoa que acompanhou a carreira de Rubens que ele é um profissional competente e dedicado. Ninguem na F1 de hoje pagaria a um piloto para guiar um carro incrivelmente custoso se essa pessoa não fosse efetivamente capacitada para a tarefa. Rubens acumulou uma bela bagagem ao longo de 19 anos de F1 e isso segue junto com ele para a nova categoria. Além disso Rubens é um profissional de monopostos e isso é autoexplicativo. Vai pilotar agora um carro diferente dos anteriores mas com uma constituição semelhante e será uma questão de adaptação para que consiga obter o proveito desejado. Está mudando de modo e não de tipo, numa análise mais rudimentar.

Outro ponto muito favorável será a curiosidade que vai despertar a presença dele na categoria. Acho fácil, ao contrário do que muita gente pensaria, que Rubens consiga um fã clube maior ainda durante a sua participação na Indy. E esse fã clube pode lhe ser fiel por muito tempo pois Rubens está em plenas condições de pilotar por anos seguidos.

Rubens terá a chance de inserir o seu nome na corrida mais famosa do planeta, a 500 Milhas de Indianapolis. Isso tem valor? Teve para Emerson, Hill, Clark e outros expoentes do automobilismo mundial.

Enfim, Rubens vai levar o seu profissionalismo e amor ao esporte para uma categoria importante e com muito apetite para pilotar um tipo de carro de competição que guiou durante toda a sua vida depois da fase do kartismo.

Meu palpite??? Rubens faz nova carreira na Indy e segue na categoria. Ah, e vai sorrir bastante no pódium, com certeza. Será um novo Rubens.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Bom fim de ano à todos. Nos vemos em 2012, um ano que deverá ser bem melhor.


O final deste ano está sendo para o editor deste bloguinho um tipo de espera pela finalização. Quero dizer que, habitualmente aguardamos o fim de ano com uma certa expectativa pela alegria dos festejos. No entanto a vida pode mudar um pouco de rumo sem prévio aviso e o que seria uma festa pode acabar sendo uma ansiedade para que tudo passe e se esqueçam alguns incomodos do ano que está chegando ao final.

Desde Outubro deste ano que não tenho mais tempo para postar absolutamente nada por conta de problemas de saúde na família. Uma situação que gerou uma tal demanda na minha vida que mal dá tempo de me informar do que acontece. Por exemplo, as minhas costumeiras postagens de F1 sumiram porque nem as corridas eu consegui assistir. Estou envolvido com demandas das quais que não tenho como me afastar.

Para mim mesmo espero que no ano que vai se iniciar eu esqueça algumas tristezas que estou passando e que tenha uma vida melhor, mais produtiva, equilibrada e alegre. Lamentávelmente o meu esporte mais amado, o kartismo, vai se tornar nada mais que uma lembrança. Talvez tenha algum encontro esporádico nas pistas com os meus amigos, nada mais.

Nesse caso quero fazer um agradecimento pela amizade com a qual contei, dos meus amigos do Kart São Paulo onde nem tive condições de finalizar o meu campeonato desse ano. Nem na ultima corrida, de confraternização, eu pude comparecer. Quem sabe algum dia eu tenha uma chance de voltar para o kartismo mesmo que seja apenas para estar entre os meus amigos.

Apesar do ano incrivelmente difícil, devo ter uma oportunidade de agradecer aos meus eventuais visitantes, e desejar à todos um Feliz Natal e um ano de 2012 muito melhor do que este que está para finalizar. Estou com o franco sentimento de que 2012 será sim um ano melhor para todos, não apenas para mim. No ano que vem estaremos aqui novamente.

Feliz Natal

Feliz 2012

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Webber ganha em Interlagos contra a caixa de mudanças ‘alegórica’ do campeão Vettel

Como eu esperava a última corrida do campeonato de F1 foi mais uma festa que uma corrida. Mas foi interessante e teve momentos emocionantes, dignos de um encerramento de temporada. Pra variar o alemãozinho veloz, Sebastian Vettel, fez outra pole position e largou muito bem abrindo rápidamente dos outros participantes.

Aliás, nesse ponto Interlagos é a pista ideal para mostrar as diferenças entre as equipes e pilotos. Já na primeira volta a distancia entre o ponteiro e o último colocado deu a impressão de ser entre o S do Senna e a Junção. A tv não mostrou isso específicamente mas pelo tamanho da fila deu a entender que era essa a diferença.

A F1 do passado, que costumamos reverenciar continuamente, mostrava diferenças grandes em certas ocasiões. Mas atualmente elas são também constantes. Ou seja, não vejo nenhuma possibilidade das nanicas conseguirem encostar nas da frente, ainda que isso signifique andarem atrás delas.

Vettel e Webber, os pilotos dos dois melhores carros da temporada, tiveram tudo para manter o ritmo mais forte da prova. Mas o que não colou de forma alguma foi o problema de câmbio do carro de Vettel. As comunicações da equipe deixaram claro que pediram para ele mudar a faixa de troca das marchas num tipo de carro onde o que se busca é sempre o aproveitamento total. Assim, Vettel em um determinado momento abriu literalmente para Webber, e este pôde conquistar então a sua única vitória na temporada. O que fica estranho é que mesmo com o dito problema na caixa de mudanças Vettel conseguiu manter um ritmo forte o suficiente para não ser alcançado com facilidade pelos demais. Gostaria de encontrar alguem que me convencesse de que uma Red Bull com problemas na caixa de marchas ainda anda mais rápido que McLaren´s e Ferrari´s. Sorry Red Bull, mas isso fez parte da festa. Chamarei, portanto, essa caixa de câmbio de caixa alegórica. Aliás, foi o capacete do bi-campeão decorado com um tema carnavalesco.

Sim, houve outros momentos muito interessantes. Por exemplo a disputa entre Bruno Senna e Schumi. Bruno foi punido e eu entendo que está correto. Estava visível demais que o alemão vinha mais rápido e Bruno freou tarde demais para poder conter o carro tendo o alemão o ultrapassando por fora. Muita gente já deu X nessa condição e mesmo que Bruno não conseguisse um X, teria conseguido se manter bem colado no alemão e usar a asa na sequencia. Enfim, foi mais combativo do que as condições permitiam naquele momento.

Por falar em asa, o GP de Interlagos acabou se tornando uma genuína competição entre equipes. Nos 500 metros da reta as asas não faziam tanta diferença assim numa só passada e por isso as brigas ficaram mais restritas à performance natural do conjunto carro/piloto. No máximo as asas colaboraram para aproximações pela somatória de voltas. Achei que a decisão de se abrir asas apenas ali foi acertada e entendo até que deva permanecer. Torna a disputa mais livre de artifícios.

Eu esperava que Button conquistasse o vice-campeonato e assim foi. Ele é um cara muito preciso, técnico e constante. E pilota uma McLaren, carro que já mostrou aproveitamento melhor que a Ferrari nesse campeonato, por várias vezes. Button ganhou a parada na administração dos seus recursos e da sua atitude de pilotagem. Mereceu muito o título de vice. Já Hamilton, esse sim teve a sua caixa de câmbio não alegórica quebrada e foi-se uma chance de uma boa apresentação na ultima prova, coisa da qual ele é perfeitamente capaz.

Alonso fez o que o seu carro pode e mais uma vez ficou à frente de Massa, que já admitiu que 2011 foi o seu ano mais difícil na carreira. É uma questão que está dentro dele próprio. Quando foi o segundo de Schumi, pilotou no mesmo ritmo de um cara que anda muito, e ainda não parou de andar. Agora, na compania de Alonso a sua performance não é o ápice que foi quando ingressou na Ferrari. Acredito que em 2012 veremos um outro Massa, mais veloz e mais combativo. Acho que é apenas um momento ruim e nada mais.

Um que se saiu bem na ultima prova foi Sutil, que com o seu resultado mostrou que a Force India é mesmo uma nova força, e que ele pilota para ser rápido. Não vou estranhar se na próxima temporada a Force India começar a aparecer mais perto das outras e engrossar a briga pelas posições de pontuação.

Barrichello pode ter feito a sua última corrida mas isso só se saberá quando as equipes definirem as suas formações. Ele não quer parar e eu entendo que tem condições de pilotar um carro rápido. Mas as equipes pensam nos resultados delas e não nas carreiras dos pilotos. Aliás, li em algum ligar que não é mais Kimi o postulante da provavel vaga na Williams. Sendo assim, haverá um substituto dentro das pretenções da Williams ou isso resolve as dúvidas em relação a Rubens? Só perguntando ao Frank e eu não tenho ele no meu Face nem no Twitter e se tivesse tenho certeza que ele jamais me responderia.

Enfim, quero dizer que gostei da corrida, que foi um espetáculo interessante de ser visto. Mas mesmo assim ainda não gosto que Interlagos não seja um GP que influencie no campeonato, como já foi no passado. Acho que a data de Interlagos deveria ser alterada mas isso implica na existencia de mais um GP nessas paragens do planeta.

A parte que eu não vi, pois estava muito ocupado, foram as duas voltas de Nelson com a Brabham, quando na última levantou a bandeira do Vasco. Tudo bem, eu não gosto de futebol mas ele gosta, e alem disso ele tem 3 títulos de F1 e eu nem pilotar sei. Não vejo maiores problemas em relação à bandeira do Vasco. Mas os Corinthianos, ahh esses sim devem ter xingado Piquet até a última gota da sua gasolina.

sábado, 26 de novembro de 2011

Vettel é pole em Interlagos. Mas a grande atração do fim de semana será Piquet.

Meu blog parou por conta de responsabilidades das quais não posso pensar em abdicar e estão me consumindo tempo integral. Mas dá para escrever algo ao menos sobre a última corrida da temporada.

Particularmente falando eu não gosto que Interlagos seja a última corrida do ano. Sempre há a possibilidade de o campeonato ter o vencedor definido antes. Apesar disso já tivemos aqui em Interlagos um dos mais emocionantes finais de campeonato, quando Hamilton foi campeão, tendo Felipe Massa vencido a prova. Foi festa geral apesar do fato de Massa não ter conquistado o título.

Gostaria mais se Interlagos estivesse numa posição no calendário em que efetivamente influenciasse a definição do campeão. Sendo a ultima corrida do ano, com Vettel já coroado campeão da temporada, Interlagos dessa vez será nada mais que uma festa.

Apesar disso pode ser um espetáculo muito interessante. Button e Alonso estão com dez pontos de diferença e perto deles no grid estão Hamilton e Webber. Isso vai fazer a disputa pelo vice-campeonato ser muito acirrada. Eu aposto em Button, acho que ele tem gabarito de sobra para administrar os ataques e a estratégia. Mas nada impede que Alonso ganhe a briga.

Enquanto isso Vettel virou recordista de poles numa mesma temporada. É justificável Helmut Marko ter dito que o que mantém Vettel na equipe é a performance do carro. Vettel está lá para ganhar, guiando um carro vencedor. É um piloto acima de qualquer suspeita, do ponto de vista da capacitação, e é sem dúvida o favorito ao título de 2012. Mesmo com o título de 2011 nas mãos, o menino prodígio não pára de acelerar e dá show de pilotagem.

É bom lembrar que a primeira vitória de Vettel foi na chuva mas em um circuito muito diferente de Interlagos - Monza. Em outras palavras, sabe pilotar na chuva, muito embora já tenha patrocinado alguns problemas nessa mesma condição de pista.

Uma chuva faria uma grande diferença na corrida de Rubinho, mas nenhuma na sua carreira. Fala-se continuamente na sua aposentadoria mas ele mesmo não admite a idéia de parar de pilotar. Uma chuva seria uma chance de Rubens sair da sua provável ultima participação, com uma bela performance, coisa que em piso molhado ele já provou inúmeras vezes que é ótimo.

Não acho que o mesmo possa ser dito de Bruno Senna. Ele fez uma boa classificação mas tem um carro de meio de pelotão. Uma chuva não faria jamais esse carro andar melhor, talvez até o oposto. Fora isso é bom lembrar que Bruno está ganhando experiencia ainda e portanto não se pode esperar dele um tipo de reprodução do tio. Se Bruno Senna conseguiu a nona colcoação no grid em pista seca, o melhor para ele seria mesmo o seco, pois garantiria a performence de hoje, o que está muito bem para a última corrida do ano.

Mas, interessante mesmo será ver Nelson Piquet dando umas voltas com a Brabham. Na entrevista ele disse que há uma surpresa para amanha. Sejá lá qual for a surpresa, penso que o passeio do tri-campeão será mesmo o melhor do GP de Interlagos. Amanhã às 14:00 saberemos que surpresa é essa que Nelson promete. Aliás, ele é sim um cara cheio de surpresas.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

José Carlos Romano - em fotos

Recentemente publiquei sobre o piloto José Carlos Romano neste link aqui - José Carlos Romano - Yeah! - onde falei da sua carreira no automobilismo.

Agora recebo por email uma sequencia de fotos de José Carlos Romano nas pistas em diversas fases.
As fotos foram enviadas pelo seu amigo Adriano Oliveira. A sequencia não obedece nenhuma ordem específica. São imagens interessantes que guardam a memória de um tempo apaixonante do automobilismo nacional.

Muito obrigado pela valiosa colaboração, Adriano Oliveira.

Formula V
VW Divisão 3
F2 Heve

O blog seguirá - quando isso for possível

Mostre-me alguem que tem tudo que quer na vida e eu vou dizer que esta pessoa está vivendo num tipo de paraíso. Não existem vidas lineares onde nada muda e tudo dá sempre certo. É isso que fez este blog paralizar as suas publicações ultimamente.

Por conta de questões familiares que estão tomando toda a minha energia, não tenho meios de acrescentar novos posts. Saúde é uma coisa que pode tomar toda a tua disponibilidade numa determinada etapa da vida. Principalmente se voce é a única pessoa que pode se responsabilizar pela manutenção de um ente familiar, no caso específico quem te pos no mundo. É uma missão que não pode ser abortada antes da bandeirada.

O Amigos Velozes não acabou, mas no momento nem tenho condições de assistir as corridas de F1 e fazer os meus comentários, o que na verdade foi a tarefa mais simples à qual me dediquei no blog. Meu outro blog, o Entrada Franca, segue o mesmo caminho, parado no tempo sem nenhuma atualização. Mas seguirão em frente em algum momento que não deve tardar tanto assim.

Desejo Felicidades aos muitos visitantes que já passaram por aqui.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Carol Figueiredo - faz aniversário hoje uma lenda do kartismo e um grande amigo

Carol Figueiredo no seu escritório.
(imagem: Amigos Velozes)


Meu simpático amigo Carol Figueiredo completa hoje festejados 70 anos de uma existencia dinâmica e positivista.

Carol é um dos pilôtos que escreveram uma parte da hitória do nosso kartismo e automobilismo. O seu nome faz compania a outros grandes nomes que compõem a antologia desse esporte do qual surgiu um número considerável de praticantes que chegaram até às posições máximas no cenário internacional.

Na sua juventude ganhou do pai um MG e quem nessa época era a referencia na manutenção desses carros era Cláudio Daniel Rodrigues. Isso gerou uma amizade e o ingresso de Carol nas competições de kart tendo participado, entre outras, da primeira corrida da modalidade no Jardim Marajoara em 1960.

Foi nesse período do kartismo que Carol fez amizade com feras do nosso automolismo, como Wilson e Emerson, Môco, Luiz Pereira Bueno, Maneco, e muitos outros. Também é desse período uma história que lhe deixou uma marca no pescoço e que terminou de forma hilária. Numa prova de karts estava na liderança quando foi atingido por uma linha de uma pipa no seu pescoço. Maneco vinha atrás e capturou a linha e a amarrou no volante do seu kart. Venceu a corrida sendo seguido pelo papagaio.

Mais tarde Carol ingressou no automobilismo e entre outros fatos foi o vencedor da corrida inaugural do autódromo de Jacarépaguá. A sua carreira no automobilismo teve fim na prova mais trágica da história desse esporte no Brasil.  Em 1968 estava inscrito na 3 Horas de Petrópolis e foi um dos acidentados, batendo com o seu Mark I num poste. Foi retirado do carro pelo seu amigo Wilson Fittipaldi Junior. A mesma prova, pouco depois, deu fim à vida de Cacaio, sobrinho de Marinho. Carol teve fratura na coluna cervical e demorou muito para que se recuperasse completamente, tendo corrido um risco muito grande de perder os movimentos. Esta foi a sua última prova no automobilismo.

Mas isso não quer dizer que o gosto pela velocidade tivesse acabado. Carol esteve presente nos momentos do kartismo em que este definiu os seus rumos como esporte nacional. Voltou a pilotar karts no territorio nacional e em competições internacionais, como por exemplo o mundial da Bélgica. Encerrou a sua carreira no kartismo num acidente em que ficou sem freios no kartódromo de Interlagos e entrou a pleno numa cerca de arame farpado. Fato ocorrido nos idos do Super Kart. Foi a sua última corrida de kart.

Carol é uma pessoa muito ativa e muito envolvido com a sua vida familiar e os seus negócios. Segundo ele o pilôto precisa entrar na pista com a cabeça ocupada exclusivamente com a pilotagem.

- Quando voce tem outras preocupações, o seu trabalho, as duplicatas, as coisas da família, você não consegue pilotar. Então eu resolvi que era hora de parar pois tinha outras preocupações na minha vida.

O pai do pilôto Nonô Figueiredo, que pilota atualmente na Stock Car, é um dos meus amigos mais ativos, incansável batalhador e dono de um espírito invejável que não tem espaço para lamentações de qualquer tipo. Muito simpatico, muito amigo e cordial, nunca o vi reclamar de qualquer coisa e mantém uma atitude mental que faz inveja a muita gente com idade para ser seu filho. É casado com a artista plástica Wilda Maria, que possui um atelier em São Paulo com belas peças que fariam tôda diferença na decoração da sua casa.

Não é chegado da nenhum tipo de badalação e tive algum trabalho para conseguir a foto desse post, no seu escritório hoje pela manhã. Mesmo trabalhando normalmente todos os dias, Carol é um avô dedicado e reserva sempre um tempo para os seus netos, orgulho que hoje merecidamente ocupa o espaço de um outro da sua vida - uma bela vitrine de troféus na sua residência.

Feliz Aniversário Carol Figueiredo!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Jean Alesi na 500 Milhas de Indianapolis 2012

O frances Jean Alesi, que deixou a F1 no GP do Japão de 2001 após uma colisão com Kimi Raikkonen, piloto que mais tarde estaria na Ferrari onde o frances obteve sua única vitória no Canadá, anunciou que vai disputar a 500 Milhas de Indianapolis de 2012.

Alesi é membro da Lotus e segundo noticiado é parte da equipe de desenvolvimento do T125, um monoposto de milionários com características similares a um F1. Alesi deixou a categoria há muito tempo mas não ficou inativo, tendo disputado a DTM e a antológica 24 Horas de Le Mans.

Isso quer dizer que Alesi não disputa uma prova em monoposto há muito tempo. Não significa que não consiga pilotar um novamente mas ele mesmo tem consciencia das dificuldades que isso acarreta. Com 47 anos de idade, Alesi é mais novo do que muitos pilotos que disputaram a 500 Milhas no passado e pilotando carros mais potentes. A categoria hoje tem uma potencia inferior aos carros da época de Emerson Fittipaldi, o que não significa também que seja algo fácil de pilotar.

Uma das questões que geram incerteza é o fato de Alesi nunca ter pilotado em um oval. E como nunca esteve na Indy vai ter que passar pelos estágios iniciais, onde o primeiro é o rookie test. Correrá pela equipe da qual é membro e test driver e portanto contará com a atenção devida. Um ponto que vai tornar a prova um desafio pessoal é o preparo físico. A 500 de Indianapolis é uma prova muito longa e portanto muito exigente.

Vendo as características do T125 é possível inferir que os testes realizados com esse carro por Alesi lhe conferiram um crédito por parte da equipe para enfrentar uma prova como a 500 Milhas. A potencia do T125 é aproximadamente a mesma da Indy e isso conta no que diz respeito à aceleração em um monoposto. É o equivalente a dizer que o seu trabalho na Lotus o aprovou para a Indy.

Pelo que se viu do desempenho de outros pilotos da F1 ao mudarem para a Indy, e pelo histórico da categoria com pilotos madurões, penso que há uma possibilidade real de Alesi ingressar na Indy para uma temporada. Se tiver um bom desempenho na 500, terá passado num teste duro numa categoria onde nunca pilotou. Isso o qualificaria para um prosseguimento. Por enquanto é apenas essa prova. E o meu palpite é que ele pode começar muito bem. Aguardemos.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Pietro Fittipaldi - come il nonno

Pietro Fittipaldi, campeão em 2011 na Limited Late Models
(foto de Tatiana Fittipaldi, a Tia Tati)

Pietro Fittipaldi come il nonno ma lui ha solo 15 anni...

Pois é, repercutiu muito o feito do mais novo meteoro da família Fittipaldi. A notícia acima está no site do La República. Como o nonno Emerson, Pietro Fittipaldi é campeão de automobilismo, mas tão jovem (15 anos atualmente) que nem licença de motorista pode ter.

No último domingo Pietro Fittipaldi se tornou o primeiro latino-americano a vencer um campeonato em uma divisão da Nascar, no caso a Limited Late Models, pilotando na Lee Faulk Racing. Com apenas 15 anos e com uma trajetória vitoriosa no kartismo americano também, Pietro se torna uma promessa concreta no automobilismo. Tem o apoio do avô bi-campeão de F1 e campeão da Indy e da 500 Milhas de Indinapolis, coisa que evidentemente conta muito. Em poucos anos Pietro terá o corpo de um adulto formado e somado à isso a experiencia de ter disputado e conquistado um campeonato ao lado de outros pilotos mais velhos. É uma receita campeã e não vou estranhar que ele conquiste o seu próximo objetivo, ser campeão na Sprint Cup, a mais veloz da Nascar.

Pietro vai ser visto como herdeiro genuíno da família Fittipaldi, cujo avô Emerson amadureceu muito rápido no automobilismo e tem uma trajetória brilhante. Fazer previsões no automobilismo nunca deu certo pois corridas são autenticas caixinhas de surpresa. Mas se alguem me pedisse para dar um chute, apostaria em Pietro como um futuro ídolo do automobilismo americano pois, além do famoso sobrenome, aparece como um vencedor prematuro, coisa que muito poucos conseguem. Tem portanto um belo início de carreira e vai ter os olhares dos chefes de equipe voltados para ele, assim como foi com o avô na europa.

A foto do post, cedida por Maria Helena Fittipaldi, é da última corrida onde chegou em 9o. lugar, o que lhe garantiu o campeonato considerando-se a diferença de pontos para o segundo colocado, Tyler Church. É curiosa pois mostra o tamanho do campeão em contraste com o carro que pilota. Mais ao fundo o capacete com o design igual ao do avô.

Toda a família Fittipaldi está orgulhosa do resultado de Pietro, como por exemplo sua mãe Juliana. Mas alguém mais na família tem motivos muito pessoais para sentir muito orgulho do garoto vencedor. Seu bisavô Wilson Fittipaldi, o Barão, narrou a vitória de Emerson na F1 em Monza e muito tempo antes foi tambem o narrador da primeira corrida de karts do Brasil. Do lado de fora da pista seu filho Emerson, assitiu o irmão Wilson disputando a prova antológica pois, segundo consta, Emerson não tinha idade para participar segundo os padrões da época. Hoje o Barão vê ninguem menos que o bisneto vencendo um campeonato de automobilismo fora do Brasil, e ainda por cima numa idade onde teóricamente estaria no kartismo. Isso torna o Barão o dono de um acervo de memórias familiares que faria inveja a qualquer um. E um felizardo que ainda assiste a família a escrever história.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Quem pode salvar o nosso povo da obscuridade cultural?

Reproduzo abaixo o link de um post do blog Autos&Máquinas do Roberto Costa. Vale a pena ler.

Salvem o Museu do Automóvel de Brasília!


Sem querer me aprofundar em comentários, vou colocar a minha opinião sob um ponto de vista global, sem especificidades. Vivemos numa sociedade muito complexa onde os nossos valores são na maioria dos casos fundamentados em imediatismos. Vivemos continuamente em função de resultados, o que na prática é a realidade da vida. No entanto, na vida pessoal acrescentamos pouca atividade, e o tempo requerido correspondente, em coisas que não são produtivas. E quando o fazemos não é pelo nosso crescimento interior e apenas para o nosso lazer. Isso coloca a cultura num plano de inferioridade indigno com o valor intrinseco que tem. E finalmente, como um país de população predominantemente jovem, o passado é coisa que tem poucos anos relativamente falando no computo global da nossa história, e acaba também não recebendo nenhuma forma de valorização. Por isso, coisas como um museu como esse está condenado a fechar as portas e perder todo o seu acervo. É, na opinião de muitas pessoas dessa nossa sociedade, uma coisa dispensável. E infelizmente essa idéia é generalizada. Não custa lembrar que estamos na iminencia de ter o nosso mercado inundado por carros chineses de qualidade muito duvidosa, ao mesmo tempo que enterramos a história do nosso próprio esforço e capacitação no nosso passado. É quase o mesmo que dizer que na prática em algum momento da nossa história nós não existimos.

domingo, 25 de setembro de 2011

Vettel vence em Cingapura e torna a conquista do título uma barbada

Sem sinal de tv me restou assistir as últimas 5 voltas na tv da padaria, quando vi Vettel na frente seguido do competitivo e preciso Jenson Button, vice-líder do campeonato. Mais atrás Webber que outra vez largou mal, segundo o que eu li na internet. Em quarto o espanhol ferrarista que tinha chances de superar Webber no final mas não deu. Webber é um cara esquisito. Classifica bem, pilota bem e larga mal. Se melhorasse nas largadas iria dificultar muito a vida dos outros. Assim, eu digo que Vettel é o matador atual da categoria pois está ganhando o campeonato sozinho lá na frente. E nas suas condições a vantagem que tem torna o bi-campeonato uma barbada realmente.

São nove vitórias, 11 poles, e não subiu no pódio apenas uma vez, na Alemanha onde também foi a única vez em que largou na segunda fila. Restando agora cinco provas para o final, nada há que indique a possibilidade de fracasso. No panorama atual do campeonato, as brigas interessantes serão entre Button e Webber, e na minha opinião com Alonso tentando entrar no meio. Mesmo sendo o piloto que é, Alonso não pode tirar mais do que está conseguindo da sua Ferrari nesse ano. Depois de 14 provas as capacidades das equipes estão já bem delineadas e os resultados falam por si dando uma noção confiável de previsibilidade.

Coisa que na verdade pode mudar no curso das ultimas 5 provas. Alonso está a apenas um pontinho de Button e Webber dois pontos apenas atrás do espanhol. Portanto esse final de prova de hoje é um cenário que deve se repetir nas últimas cinco entre esses três. E como as diferenças são muito pequenas, as brigas devem ser grandes espetáculos.

Hamilton tem, matemáticamente falando, chances de se enfiar na briga mas 2011 decididamente não é o ano do ingles. Embora seja campeão do mundo como Button, este está mostrando muito mais maturidade e combatividade. Mas se Hamilton tiver um pouco mais de cabeça fresca e se arriscar a seguir o seu companheiro, pode muito bem se ver na chance de disputar com ele a segunda colocação do campeonato.

Massa teve problemas nessa corrida e outra vez precisou fazer trabalho de recuperação. Para ele esse campeonato práticamente não existiu. Rubens dessa vez ficou atrás de Maldonado, enquanto que Bruno ficou à frente de Petrov. Di Resta, que vinha fazendo um campeonato apagado conseguiu um sexto e mostrou que a Force-India é mesmo uma nova força em surgimento. E Sutil, seu companheiro, terminou duas posições atrás.

Di Resta foi o ultimo a terminar na mesma volta do lider. Dos 20 carros que terminaram a prova, apenas 6 terminaram na volta do líder, sendo que as lambretas da Hispania tomaram 4 voltas. Aliás, acho que isso é tema para outro post a respeito tanto das corridas como das classificações. A Hispania cumpre com o quesito de performance mínimo para estar no grid, porém de maneira repetitiva pois não consegue progredir nunca.

Só espero que na próxima prova, Suzuka, a minha tv tenha sinal. O que correr o risco de não dar sinal sou eu mesmo pois a prova é às 3 da matina. Seria frustrante ter a tv funcionando mas eu dormindo.

sábado, 24 de setembro de 2011

F1 de muitas ultrapassagens e desequilíbrios maiores ainda

Há uma questão que não deixa dúvidas nesse campenato de 2011 da F1, há muito mais ultrapassagens. Há também mais corridas e uma nova pista na India. Mas o equilibrio não é o que sugere a melhora da Ferrari e da Mercedes. O campeonato está sendo dominado completamente pela Red Bull. Até aí tudo bem porque em todos os anos uma equipe se sobressai. Não tem nada a ver com um carro imbatível, é a equipe que se tornou imbatível. Carro bom com piloto ruim não dá em nada e a inversa é verdadeira. Portanto a Red Bull é nesse ano a equipe que tem esse conjunto nas melhores condições do grid da categoria.

Mas ao mesmo tempo que as disputas estão se tornando mais interessantes, o desequilíbrio está mais visível ainda. Em 2009 Button foi campeão pela equipe que era um espólio da Honda e quem nem sabia se conseguiria disputar o campeonato. Mesmo sendo muito eficiente em todos os aspectos, a Red Bull terminou 20 pontos atrás e a McLaren amargou um sofrível terceiro lugar mas com apenas um pontinho de diferença para a Ferrari. Em quinto veio a Toyota com apenas 10 pontos atrás da Ferrari.

Em 2010 a Brown tornou-se a Mercerdes GP e agora no seu segundo ano na categoria está em quarto lugar no campeonato, tendo crescido nas ultimas corridas. No campeonato do ano passado a iniciante Mercedes GP formou com Rosberg e Schumi e portanto não se poderia esperar uma performance significativa. Assim a Red Bull e a McLaren viram sair da sua frente a Brown e terminaram em primeiro e segundo, respectivamente.

Mas as diferenças de pontos ficaram dentro do que se pode considerar coerente na categoria, com 44 pontos entre a Red Bull e a McLaren. A Ferrari continuou atrás da McLaren e terminou dessa vez em terceiro. E a iniciante Mercedes GP ficou em quarto no seu ano de estréia.

Foi no ano passado que ingressaram as tartarugas Virgin e Hispania. que ao lado da Lotus não somaram nenhum ponto. As tres com os moteres Cosworth, os mesmos utlizados pela Williams que anteriormente usava os Toyota. Das 12 equipes que disputaram 2010 apenas 9 marcaram pontos, sendo que a nona desse grupo poderia ser descartada no computo, a Toro Rosso, pois marcou menos da metade dos pontos da oitava,  a BMW-Sauber.

Pole de Vettel em Cingapura. Por mim esse título seria definido amanhã mesmo.

Vettel mandou o sapato outra vez e cravou outra pole incontestável. Atrás dele vem o seu companheiro Webber. Para o meu gosto particular esse título seria definido amanhã com a vitória (inevitável em 2011) de Vettel. Mas estão lá na frente do grid os pilotos que disputam a segunda colocação. E conforme o resultado de amanhã a decisão vai ficar para o Japão.

A razão pela qual eu gostaria que o título fosse decidido amanhã se refere justamente à grande antecipação que Vettel criou nesse ano, tanto que apenas se aguarda o momento de anunciá-lo campeão. Depois de Cingapura há mais 5 provas e se Vettel se tornasse campeão amanhã teríamos mais 5 disputas eletrizantes pelo segundo lugar no campeonato. Seria um tipo de playoff do segundo pelotão. Isso faria as últimas corridas do ano terem a atenção voltada não para o vencedor da prova específicamente mas para as posições de chegada e as disputa concernentes, que possívelmente devem arrancar faísca na pista.

O campeonato desse ano tem uma expectativa a mais que é a pista de Nova Delhi. E no final tem Interlagos onde o clima costuma interferir na disputa. Acho que se isso tudo tivesse a atenção voltada para as disputas em pista entre Alonso, Button, Webber e Hamilton, teríamos algo do tipo um campeonato extra de lambuja no final do ano.

Mas amanhã desde que Webber largue bem, coisa que às vezes falha, vamos ver uma briga de equipes muito bôa com o australiano fazendo as vezes de defensor dos concorrentes mais atrás. Um trabalho estressante para ele porque o melhor seria que ganhasse a corrida ao invéz de ajudar Vettel a fazer isso. Webber está em quarto no campeonato e uma vitória lhe caíria muito bem. Se eu fosse chefe de equipe nas atuais condições, iria pensar na possibilidade de inverter essas posições na corrida para tentar uma vitória de Webber com Vettel em segundo.

A Red Bull será sem dúvida a campeã nesse ano e uma dobradinha que desse mais chances de um segundo lugar para Webber e mais dificuldades para os outros, seria interessante para a equipe. Em outras palavras, vindo amanhã ou no Japão o título de Vettel, acho que depois disso o alemãozinho vai ser convocado a fazer um trabalho extra no final do campeonato, ajudar o seu companheiro a ser segundo.

A questão é que Button, um sério candidato a segundo colocado, está colado ali neles. E acho sinceramente que Webber precisará da ajuda de Vettel nas ultimas corridas para tentar fujir de Button nos pontos. Button está mostrando crescimento na performance nas corridas e pelo visto amanhã promete o mesmo.

Há uma coisa que tem a possibilidade de mudar a história da corrida amanhã. Alguém repetir a performance do Koba hoje na classificação. Se isso acontece do meio para o final da corrida, o que poderia estar definido se transforma em outra largada e possível mudança de estratégia, conforme o panorama das trocas de pneus.

De toda forma, acontecendo o que venha a acontecer, a corrida de amanhã vai gerar definições importantes no campeonato. Até é possivel dizer que a disputa pela segunda colocação desse campeonato pode começar a tomar forma concreta amanhã. E é claro, é bom não esquecer que nisso há muros e zebras.

domingo, 11 de setembro de 2011

Monza - deu Vettel de novo. Pode começar a festejar

Vettel é o cara que mais motivos tem para ser o mais alegre da F1 nesse ano. Está com o campeonato no colo. É absolutamente sensato pensar no seu bi-campeonato mesmo restanto ainda 6 provas para o final. A diferença entre êle e Alonso é de 112 pontos, restanto 150 pontos a serem disputados até a ultima prova. Isso é claro que coloca Alonso como candidato, matemáticamente falando. Mas a performance da Ferrari não garante que possa bater o melhor pilôto no melhor carro, Sebastian Vettel.

Vettel é precisamente isso, o melhor piloto da atualidade conduzindo o melhor carro. Na tabela de velocidades máximas Vettel figura em 3o. atrás das McLaren´s. Como andou práticamente a corrida tôda na frente, não pôde fazer uso da asa móvel, caso oposto das McLaren´s. Além disso está vencendo o campeonato sózinho. Mais uma vez não contou com a proximidade do seu companheiro Webber, que dessa vez largou sem problema mas acabou saindo da prova. Portanto, como se diz por aí Vettel é mesmo o cara.

Vettel venceu na mesma pista onde venceu pela primeira vez. A difrença entre a primeira e esta é tempo. Na primeira vitória em Monza choveu e hoje foi sol durante tôda a prova. E portanto as velocidades e desgaste de pneus foram os componentes mais significativos do cenário.

Numa largada espetacular Alonso pulou da 4a. posição para primeiro mexendo um pouco com as lonbrigas dos tifosi, ao mesmo tempo que Liuzzi lá atrás foi o primeiro a alterar o cenário da prova. Veio descontrolado girando na grama em alta velocidade até atingir na chicane o carro de Vitaly Petrov. Junto entraram nessa confusão Rosberg, Kobayashi e Rubens. Assim a volta hum termina em safety car e a asas pdoeriam então serem usadas só mais algumas voltas à frente depois de outra relargada.