
- Zé, olha aqui!
Parecia mal de Parkinson mas eu sabia que não era. Justiça seja feita. Um cara que é dono de uma choperia tem o direito, assegurado pela propriedade do seu negócio, de tomar uns goles de vez em quando. Pense que uma pessoa dessas atura semanalmente um monte de incorrigíveis pés-de-cana falando mole, falando besteiras e mentiras, e eventualmente até babando ou dormindo no balcão. Uma coisa que é o dia-a-dia de qualquer comércio desse gênero. Chega um dia em que o próprio vai pensar ´- Hoje é a minha vez´.
Mas, caramba, não precisa escolher para isso justamente a noite anterior a uma prova de karts embaixo de sol às duas da tarde. Assim foi que o áz da chopeira foi dormir às tantas da madruga, digamos, um pouco mais feliz que o habitual. Por isso mesmo que na hora da saída para a classificação a mão apontava para o horizonte num movimento de sobe e desce meio frenético, muito típico de quem se divertiu na noite anterior com a ajuda do copo. Lembro que disse a êle para ver se o pé estava assim também, o que garantiria umas bombadas no acelerador. Acho que roguei uma praga positiva.
Na largada, que era lançada, eu estava atrás do Paulo Costa. Na hora em que o ponteiro entrou na reta, diminuiu lá na frente e isso fez com que cada um no pelotão de trás tivesse que frear mais forte. E eu acabei freando literalmente na traseira do kart do Paulo porque correu o quebra-galho do freio do meu kart e fiquei sem freio nenhum quando pisei. Como isso se deu bem perto da entrada do box, já fui na hora para uma troca. Mais uma volta do grid e eu saí do box em último. Posição na qual terminei porque na troca peguei um kart que possivelmente estava numa ressaca bem pior que a do Werner. Paulão Costa terminou em décimo. Ganhou o meu amigo Ricardo Talarico. Era um grid de 16. Mas e o Werner???
Sexto lugar.
Foi agraciado com um foguete no sorteio. No final da prova ele estava tão acabado que a bôca estava totalmente sêca e pensou em desistir. Mas como todo descendente de alemão que se preze, cumpriu o seu dever até o final, mesmo que isso já estivesse representando o consumo das suas últimas forças físicas e mentais, e porque não, hepáticas também. Isso se deu em 17/06/2007. Na foto, extraída do site da Amika, é o primeiro à direita, aparentemente suportado em pé pelo Ricardo Arena, que quase desaparece entre ele o José Leão. Tchim tchim.
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