quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Kart São Paulo 2010 - Hoje começa a quarta edição!

 Hoje às 21:30 será dada a bandeira de largada para o campeonato 2010 do Kart São Paulo, no qual tenho grande satisfação de participar.

Estou escrevendo esse post no sábado anterior à primeira etapa, 06/02/2010 às 21:30. Faz aproximadamente duas horas que parou de chover. Foi uma pancada de pouco mais de uma hora, que em 20 minutos fez um pequeno riacho em frente à minha casa. Agora, o chão está sêco e há alguns semáforos inoperantes na região.

Não sou e nem quero me tornar meteorologista e nem consulto o serviço. Mas, pelo que tenho notado nos últimos dias, há uma chance muito grande de a primeira etapa ocorrer em pista sêca. Normalmente nesse horário da largada a chuva já acabou. Em alguns dias do mês de Janeiro houve chuva por toda a noite mas isso não tem se repetido nos últimos dias. Porém nada impede, é bom lembrar.

De bom fica o fato de que os que não se dão bem em pista úmida, meu caso, poderão ter uma chance melhor de enfrentar os seus oponentes. De ruim será o transito pela rodovia que com chuva é muito pior que o habitual.

A lista de participantes, que aparece na página inicial do Kart São Paulo, mostra 53 inscritos com 4 não confirmados. Quantos estarão presentes na prática, só hoje à noite saberemos. Espero que estejam todos pois estou vendo uns nomes novos, sinal de que o Kart São Paulo despertou a atenção de mais gente, o que é salutar.

Os dois campeões do ano passado estão listados e prometem ser os principais favoritos. É uma pena que alguns não estejam na lista, ao mesmo tempo que é gratificante notar que entraram novos. Mudanças de um ano para outro colocam uma pimenta a mais e isso é motivador.

Em relação à mudanças, a mais interessante será o período de prova que muda para 30 minutos, como eram antigamente as baterias no kartódromo.

Da minha parte há uma mudança particular não positiva. Eu emagreci porque voltei a correr. Estou avaliando se consigo participar da São Silvestre e para isso falta muito, mas muito treino mesmo. Porém eu já emagreci mas não muito. Isso significa que até a última etapa do ano passado eu levava 5 kgs de lastro com uma folga de 500 grs. Agora devo levar 10 kgs com uma folga na casa dos kilos e não das gramas. Só poderei chegar em ponto de equilíbrio daqui a alguns meses desde que continue treinando corridas cada vez mais longas e frequentes.

Esse excesso de lastro não me deixa feliz mas também não é o fim do mundo. No momento não estou afim de levar lastro nas pernas. Vai só o do kartodromo mesmo.

Desejo à todos os participantes do Kart São Paulo, contra os quais espero ter boas disputas, um muito bom início de campeonato. Que todos se divirtam acelerando o mais fundo que possam, que afinal é o que mais gostamos de fazer.

O Amigos Velozes deseja Boa Sorte à todos.

Ases do Grid

O Dú Cardim postou no twitter a imagem abaixo. Sei em linhas gerais do que se trata. Vamos aguardar novas publicações a respeito.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Bruno Senna - tio e sobrinho como pessoas bem distintas.

Recentemente eu escrevi aqui que não vou falar nada de F1, mas às vezes eu penso que não foi tão boa idéia assim.

Fuçando na internet, pra variar, aqui e acolá, encontrei um blog do Bruno Senna onde há uma foto dele no kart. Esse post conta que ele parou de correr de kart depois de ter quebrado costelas 6 vezes.

Fucei mais um pouco e achei duas declarações interessantes dele para a revista Veja. Seguem abaixo.

Nos Bastidores do Automobilismo Brasileiro (8)


fragmentos do livro de Jan Balder e comentários do Amigos Velozes.

Êste que vos fala tem nas suas lembranças alguns nomes que foram marcantes na infância e que estavam relacionados às competições automobilísticas da década de 1960. Entre outros, Jayme Silva e Simca. Os automóveis da marca eram símbolo de elegância e conforto, tracionados por um pequeno motor de 8 cilindros cujo ruído característico até hoje está gravado na memória. Para os garotos da época Jayme era um nome que aliávamos à perícia na pilotagem de um carro que era considerado muito difícil de capotar e que foi muito utilizado em exibições de acrobacia.

A marca estêve presente nas pistas brasileiras e a fábrica participou com equipe própria numa época em que a rivalidade entre estas nas nossas competições ficou muito evidente. Segue um pequeno trecho do livro de Jan Balder, onde é lembrada a participação da marca nas competições. Foi um período de vale-tudo onde o importante era rivalizar.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Põe no motor do seu carro.




Qual é o tamanho dos pistões do seu carro? Bem menores do que o das fotos que ilustram o post. Encontrei os mastodontes numa loja na Barão de Campinas, decorando um canto do salão. Segundo o dono este pistão é de um motor de locomotiva. A caneta Bic ao lado da peça dá uma idéia do tamanho. Como é uma peça de liga leve, o proprietário da loja me perguntou se eu não queria colocar no balcão para fotografar. De fato o “pistãozinho” é leve.

Não perguntei as dimensões exatas mas é algo como 50 cm de comprimento por uns 30 cm de diâmetro. Acredito que a usina onde esse pistão é empregado deve gerar perto de 5000 hp´s. A título de comparação o meu 4 cilindros movido a alcool com pistões de 8 cm de diametro produz 70 cv.

Uma hora dessas vou tentar encontrar uma foto de um virabrequim que eu achei nos fundos de uma fábrica em Santa Catarina no início dos anos 80. Era maior que o meu carro.
 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

São Paulo Indy 300 - uma alternativa bem vinda.

A chegada a etapa de abertura da Indy na cidade de São Paulo, causou o surgimento de uma grande quantidade de comentários, muitos negativos, sendo o mais veiculado a questão da possibilidade de chuva forte. Se a organização pretendia atrair a atenção do público, eu diria que começou bem, pois fala-se muito sobre a prova.

A divulgação do evento é intensa e até o presidente Lula está na lista dos personagens da divulgação. O clima de surpresa que se seguiu à notícia da realização do evento vai se transformando aos poucos em expectativa. Falta um mês para a prova e as obras estão em andamento. O tempo é muito curto, mas quem organizou o evento não é principiante e a agenda deve ser cumprida na íntegra.

Os dois maiores questionamentos são o tipo de pista, que será criada no sambódromo e na Marginal do Tietê, e a possibilidade de chuvas que impeçam a realização da prova. Mas ao menos nos comentários que eu li, não vi ninguem relacionar a presença da categoria no Brasil com o panorama do nosso automobilismo, um notório falecido.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Nos Bastidores do Automobilismo Brasileiro (7)


fragmentos do livro de Jan Balder e comentários do Amigos Velozes.

O terceiro carro que meu pai teve, foi comprado de um amigo dele que trabalhava na Willys. Era um Gordini. Certa vez fomos à casa do amigo de meu pai que tinha uns pneus usados para dar de presente. Eu olhei para aqueles pneus e mesmo sendo uma criança que nem ao menos dirigia, achei que eram muito estranhos. A sua superfície, além dos sulcos da sua fabricação, apresentava um desgaste um pouco irregular perto do ombro, dando a impressão que foram muito maltratados. Os Pirelli Cinturato vieram da pista de competição. Não se sabia quem os tinha pilotado, mas se sabia que haviam sido pilotados. É muito provável que meu pai tenha guiado em velocidades de cruzeiro na estrada, pneus que foram ´derretidos´ por uma nova geração de campeões.

Jan Balder conta no terceiro capítulo de seu livro que também foi cronometrista da equipe Willys, a qual obteve distinção nas competições automobilísticas brasileiras.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

FUSCA 67 - TODO ORIGINAL

Antes que alguém pergunte, o dono não empresta e não vende. Eu faria o mesmo.
 
 
 

 
 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Nos Bastidores do Automobilismo Brasileiro (6)


 fragmentos do livro de Jan Balder e comentários do Amigos Velozes.

Quando eu estava perto dos dez anos, fui passar férias na minha cidade natal, Ribeirão Preto, na floricultura de um primo do meu pai. Um dia precisei ligar para alguem na cidade. Usei para tanto o telefone da casa, um daqueles de parede com a manivela do lado que girava um magneto que chamava a telefonista da central. Tomei um choque. Os números de Ribeirão eram de 3 dígitos. Dei o número que queria chamar e lá ela ligou os cabos e se deu a conversa.

Recentemente eu me encontrava próximo à fabrica onde um amigo meu é gerente e lhe liguei para marcamos um encontro. Não foi possível pois ele estava em Budapeste. Eu estava ligando do meu telefone celular, que hoje em dia é um minúsculo aparelho que pode ser carregado no bolso da camisa.

Entre um evento e outro há menos de meio século. O mundo parece ter virado de ponta-cabeça embora os carros continuem andando em cima de 4 rodas. No seu livro, Jan aborda brevemente um tema que tem um grande significado para o automobilismo e a indústria montadora local. As pistas como laboratório de testes.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Aniversário do Blog - hum ano de vida!

 Hoje, 30/01/2010, é o primeiro aniversário do blog. Exatamente há um ano, quando eu já tinha a intenção de criar um blog, à noite eu dei os primeiros passos conforme esse post aqui. No dia seguinte aconteceria a homenagem ao Maneco Combacau no Kartódromo Granja Viana e considerei que seria a melhor hora e um grande argumento para criar este blog.

Mas essas coisas precisam de título e não é muito simples titular algo. E o título do blog, Amigos Velozes, veio como um insight em função de relacionamentos meus. Como a proposta seria falar principalmente de pessoas, com uma enfase em pilotos e mecanicos, a minha amizade com o veloz Jan Balder acabou dando inspiração ao título.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

SP Indy 300 - achei.

Clique na imagem abaixo e vá ao site da prova da Indy em São Paulo que abre o campeonato de 2010.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Nos Bastidores do Automobilismo Brasileiro (5)


 fragmentos do livro de Jan Balder e comentários do Amigos Velozes.

Em 1960 eu era uma criança de 5 anos. O Brasil vivia um momento especial da sua história. Muitas coisas mudariam nessa década. Uma importante revista foi lançada nesse ano - a Revista 4 Rodas. Quando eu a vi pela primeira vez (não me lembro mais em que ano foi), constatei que na última página havia uma reportagem sobre competições. A partir daí eu adquiri uma mania que conservo até hoje. Sempre começo a ler essa revista pela última página. É impressionante o poder de sedução que um carro de corridas tem sobre uma criança. Aquilo parece uma coisa majestosa, poderosa, com uma beleza especial, um tipo de harmonia que não dá para descrever. Eu nem imaginava nomes como Bird Clemente, Chico Landi, Camilo e tantos outros, mas de alguma forma me conectei pela primeira vez na vida com uma idéia que jamais abandonou os meus pensamentos - a velocidade.

No segundo capítulo do seu livro, Jan Balder fala de um automobilismo e de um Brasil diferente daquele dos anos 50. As fábricas entraram no jogo.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Maneco Combacau - Vídeo no Youtube.

No final do ano de 2008 eu estava conversando com Jan Balder pela manhã numa padaria, coisa que já repetimos tantas vezes que perdemos a conta. Ao citarmos o kartista Maneco Combacau, lenda viva da modalidade, eu me lembrei que o Gilberto Gallucci havia proposto um evento em homenagem ao Maneco. A idéia, surgida num almoço com Maneco, já tinha um ano e permanecia no plano das intenções.


Liguei para o Gilberto e perguntei: “E aí, vamos fazer?”. E assim comecei a tomar as providencias necessárias. A primeira foi agendar um dia em comum acordo com o grupo convidado. Diante da agenda cheia do Kartodromo Granja Viana, restou o dia 31/01/2009. Outra providência foi a confecção de um cartaz, cuja imagem segue no final do post.
 
No próximo sábado, dia 30/01, esse blog completa o seu primeiro aniversário. Foi nesse mesmo dia no ano de 2009 que eu criei o blog, uma idéia que já vinha de algum tempo. A homenagem ao Maneco foi, na minha opinião, além de um grande motivador, também uma maneira elegante e muito gratificante de dar início ao Amigos Velozes. Eu digo que iniciar um blog tendo como tema de abertura uma lenda viva, é motivo de grande orgulho.
 
Para recordar o acontecimento, inseri no Youtube o vídeo abaixo que é uma parte do vídeo que foi feito pela Paula Cordeiro, esposa do Ed Cordeiro, a pessoa que trouxe ao Brasil o Mundial de Indoor, o IKWC.

Valeu Maneco!



Alguns momentos da  homenagem ao grande kartista
Vídeo de Paula Cordeiro 





O cartaz que anunciou a reunião no kartódromo (clique para ampliar)

1000 KM de Interlagos. Ferrari de Chico Serra vence com folga.

A prova principal do fim de semana, os 1000 km de Interlagos, tinha largada prevista para as 12:00 hs e duração de 233 voltas ou 8 horas. O tempo já não estava de muito bom humor e a chuva já se tornara uma certeza. O grid muito magro, apenas 18 carros, tinha a Ferrari 430 de Chico Serra, seu filho Daniel e Chico Longo na pole. Atrás vinham duas Lamborghini Gallardo.

Mesmo com máquinas fenomenais como estas na pista, objetos de desejo de muita gente, a arquibancada estava vazia como se pode ver pela foto que fiz com o celular.


 As arquibancadas na condição habitual dos dias de hoje.

O dia 25 de Janeiro, que marca a fundação da cidade de São Paulo, foi comemorado durante muitos anos com a famosa Mil Milhas Brasileiras nesse mesmo autódromo. Era o programa do final de semana e durante a semana também. Os treinos aconteciam com muita antecedência e podíamos ver equipes treinando à noite durante toda a semana, o que por si só já era um espetáculo atrativo.

1000 KM de Interlagos - as provas preliminares.

As provas preliminares dos 1000 km de Interlagos, realizadas no último domingo, foram a Classicos de Competição e a F3 Brazil Open.
A manhã estava mostrando um céu animador de poucas nuvens, porém o chão ainda molhado da chuvarada da noite de sábado. Os carros que participaram dos 1000 km fizeram um warm-up que apenas serviu para ver se as coisas funcionavam a contento. A previsão era que as corridas se dessem em pista seca, mesmo que por pouco tempo.
Foi a primeira vez que dois pilotos tiveram chance de saber se como poderiam se comportar os seus bólidos.
 

Na Equipe Lobo, comandada por Camilinho Cristófaro, o piloto Amorin Jr., com quem eu conversei bastante no sábado, foi sentir pela primeira vez a força do motor Chevrolet de 6700 cc, na pista ainda úmida.
 

Também foi a primeira vez de Marcelo Carlovicchi, filho do meu amigo Rui, que foi convidado para dividir a pilotagem do Spyder com o piloto Marcos Rossini.
Os outros carros incritos nos 1000 km já haviam feito tudo que era necessário e restava unicamente aguardar a largada.
 

A primeira prova preliminar foi a Classicos de Competição. A largada foi em pista ainda úmida. Há coisa em corridas que são difíceis de explicar. No grid já formado eu falava com o Carlos Braz do Passat 21, que alinhou em quarto na geral, para que fosse conservador na tocada na primeira volta. À sua frente estavam Luiz Finotti Jr, vencedor da prova com o KG, e Paulo Souza com Porsche, ambos de tração traseira, além de Carlos Barros com Passat.