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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Kart São Paulo - minha participação com o Zé Ayres no endurance

(imagens: Amigos Velozes)

Fiz dupla com o meu amigo José Ayres da Silva no Endurance Noturno do Kart São Paulo. Sabia que o Zé não tinha a mesma forma física que eu, e que poderia conseguir uma boa classificação. Fizemos um planejamento simples na nossa corrida com relação às trocas. Mesmo com tudo préviamente estabelecido tivemos contratempos inesperados e a nossa participação foi na verdade pífia. Achei que fizemos muito não terminando em último mas sim em anti-penultimo - 18a. colocação.

Meu dia de ontem foi tranquilo, almocei normalmente e à tarde, como não havia treinado atletismo na semana passada, resolvi fazer uma corridinha de aquecimento bem light de 6km. Após o exercício e um banho com o corpo bem suado, o relaxamento é imediato. Também a oxigenação e a disposição física e mental ficam muito bem.

Fui para o kartódromo tendo feito apenas um lanchinho de fim de tarde para não ir com o estomago em estado de fome urgente. Estávamos, portanto, eu e o Zé em condições bem diferentes um do outro com claro favorecimento para mim do ponto de vista físico, situação que eu comprovaria de forma um tanto estressante durante a prova. A nossa programação iria furar totalmente mas mesmo assim acabou sendo uma corrida motivante.


Tenho um ideal de endurance um tanto diferente do que fizemos ontem mas, não reprovaria a proposta dessa prova. Muito pelo contrário, repetiria em uma segunda edição precisamente como transcorreu nessa sem alterações. Acho que as condições da prova estavam em perfeito acordo com uma disputa em duplas. E isso é no meu entender o fator que entendo ter sido gerador do que eu chamaria de sucesso na empreitada.

Havia obrigatoriedade de uma troca de kart e uma troca de piloto, sendo que na classificação não poderia haver nenhuma das trocas e a largada seria com o piloto que realizou a classificação.

Quando terminou a classificação eu fui no grid para pegar uma impressão do Zé e ele afirmou que iria cumprir o planejado. Dessa forma voltei ao box e fiquei assistindo o início da prova. O Zé largou em 15o. e eu diria que começou bem a fase de corrida. Mas eu notei algo estranho quando o vi me procurando no box e não me achava. Várias vezes me pendurei na mureta e lhe fiz acenos que não foram notados. Achei aquilo muita distração. Num determinado momento tive a sensação de que ele me viu, coisa que não confirmei com ele.

A previsão era que ele pilotasse por 70 minutos, classificação e alinhamento inclusos. No entando ao final de 20 voltas eu não o vi na reta. E de repente ouço alguem me chamando aos berros: “Zé, o Zé entrou”. Muito engraçado isso. Quem houve nem pode imaginar qual Zé entrou e qual vai sair. Era o Giba me chamando. Eu fui pego de surpresa por um ingresso sem aviso no box. Até que vestisse balaclava, capacete e luvas, e finalmente saísse do box, já tinhamos perdido mais de uma volta completa bem no início da prova.

Saí sem óculos pois não preciso deles para pilotar e não queria que aquilo me atrapalhasse. Mas mesmo assim outra coisa acabou me atrapalhando. Na segunda volta já vim exigindo tudo do kart e rápidamente entrei no meu ritmo. Infelizmente no meio do caminho rodei na parte alta do circuito, no S. O kart estava muito traseiro e alem disso o motor não era dos piores mas não era campeão. E como tínhamos um trecho de aproximadamente 20 segundos a pleno, o motor do meu me decepcionou.

Após a rodada fui ultrapassado por cinco karts mas retornei rápido para a prova. Como esses que me passaram estavam um tanto distantes de mim eu julguei que não seria muito dificil alcançar e parti para a caça. Mas nas retas e na subida eu não conseguia diminuir a distancia que às vezes aumentava. Nas curvas mais fechadas eu conseguia encostar.

Aí veio um momento hilário. Sou astigmático e não me incomodo de pilotar sem óculos mas não enxergo sinalizações como a minha posição no placar. E na ansia de colar no kart à frente, fazia o que podia nos trechos mais técnicos e assim que entrava na reta oposta abaixava a cabeça e só ía levantar na freada da hum. Isso diminui um pouquinho o arrasto aerodinamico. E no meu caso funcionou, encostei no da frente e ultrapassei. Mas eu não contava com um deslocamento da balaclava. Assim que abaixava a cabeça, o movimento do capacete deslocava o lado direto da balaclava que me tapava o olho direito. Assim eu guiava por vinte segundos, passando por duas curvas de alta enxergando apenas com o olho esquerdo. E na reta da cronometragem abria a viseira e ajeitava a ponta da balaclava. Concluo disso tudo que o meu olho esquerdo tem uma mira considerávelmente boa.

No meio do caminho vejo o Otto parado lá embaixo com o kart quebrado. Isso explica a participação ruim mesclada com uma melhor volta voadora. Um pouco mais tarde dou a segunda rodada no mesmo lugar. Aí as coisas complicaram pois fui ultrapassado por muita gente e daí em diante vi a bandeira azul várias vezes. A corrida estava inteiramente comprometida e restava pilotar e olhar no relogio nas retas para marcar o tempo de troca. Quando resolvi trocar gesticulei muito na reta dos boxes e vi um capacete vermelho imóvel com o seu dono de braços cruzados no box. Não era o capacete do Zé Ayres mas sim o do Werner. Ele deve ter pensado que eu era maluco e eu pensei o mesmo dele. Afinal eu não estava de óculos e era dificil distinguir. E finalmente fui para o minha troca com o tanque com combustível suficiente para ao menos mais trinta minutos ainda.

E onde está o Zé Ayres? Vou ter que perguntar a ele pois não estava lá. Sentei em outro kart, pedi para chamarem ele pra mureta e saí. Esse kart não empurrava muito mas estava muito fácil de guiar. Finalmente o Zé apareceu uns dez minutos depois e eu fiz os devidos sinais que dessa vez foram observados. Já tinhamos mais da metade da prova cumprida. Ele saiu e eu pensei em ir na lanchonete comer mas desisti pois a prova estava no final. Ainda bem pois o Zé entrou de novo no box sem aviso. Hoje eu descobri falando com ele que o cabo do acelerador quebrou e ele voltou acelerando na mão.

Mas o estado dele não era dos melhores. Assim como passou mal na pista na primeira fase, desta vez quando saiu do kart sentiu-se mal tambem, passou do meu lado e nem me viu. Enfim sentei em outro kart e voltei à pista pela terceira vez e sem chances de fazer qualquer coisa. Para piorar este nao empurrava nada. Acho que se eu empurrasse o kart ele faria um tempo melhor. E ainda por cima o volante estava muito duro e fiz um bocado de força para pilotar. O final da prova foi agradável com o Giba me ultrapassando uma volta antes e recebendo a bandeira quadriculada poucos metros à minha frente, e fazendo sinal de comemoração.

No box procurei o Zé que para a minha surpresa já tinha ido embora. Eu estava óbivamente cansado e muito suado mas em condição de prosseguir se quizesse. O meu preparo físico, ainda insuficiente para uma São Silvestre, é bem suficiente para uma prova dessas e com folga.

No computo geral diria que o resultado foi ruim, a diversão ótima e a minha tocada compatível com as condições. Se não tivessemos esses contratempos teríamos terminado no meio do pelotão com certeza.

Zé, melhore as suas condições físicas. Assim está abaixo das necessidades. E em outra oportunidade traçamos outra estratégia. Bom companehiro de prova mas não estava nos seus melhores dias. E mal estar de pista não tem remédio, só o abandono mesmo.

 Mas, numa palavra...

Valeu!

 O grid já formado com o meu companheiro, Zé Ayres, na 15a. posição


 O  Zé Ayres no box pouco antes do briefing. Valeu Zé

2 comentários:

Junia Maria disse...

Olá Zé Clemente,
Boa noite!!! Não nos conhecemos, aliás fiquei sabendo de vc através do blog Amigos Velozes.
Gostaria de lhe pedir um favor: poderia dizer ao Tchê, grande pessoa amiga, que eu, Junia, mãe de um ex-piloto de Kart aqui de BH, deixei dois recadinhos p/ ele em comentários do blog Amigos Velozes?
Não sei se ele já leu ou ficou sabendo. Pode tb perguntar a ele se tem e-mail??? Dê um abração no Tchê por mim, ok???
E outro p/ vc.
Obrigada,
Junia

Zé Clemente disse...

Junia, vou falar com o Tchê hoje mesmo. Independetemente disso, me escreva no email do blog, tá no meu perfil. Aí te passo e email do filho dele. O Tchê sabe pra que serve um computador e para ele isso basta rsss

Abraço