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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Minha bagunçada e movimentada prova de encerramento do campeoanto


Meu ano de 2010 no Kart São Paulo foi uma lástima. Pontuei mal e não participei de duas etapas. Além disso na única prova que tivemos com chuva eu rodei duas vezes e mesmo tendo depois disso tirado volta a volta a diferença para os que estavam à minha frente, acabei ficando lá atrás no final. Cito essa prova porque eu tinha condição de terminar melhor mas na chuva pode acontecer de tudo menos rodadas. A prova seguinte foi dura, tomei 3 pancadas que me tiraram da pista e me mandaram para ultimo duas vezes. Pronto, acabaram as chances de terminar um pouquinho melhor. Figuro numa distante 22a. colocação no campeonato. Agora é esperar 2011 e não reclamar de nada porque não tenho justificativas.

Ontem fui de carona para o kartodromo com o Werner Heying e no caminho falamos de fazer um treino. Os treinos me fazem falta hoje e perdi a conta de quanto tempo fiquei sem treinar. E entrei na bateria das 19:00 com apenas mais um cara na pista, portanto não classificamos e só aceleramos o tempo todo.

Do box, Anderson e Werner assistiam a performance ruim do kart 33, o meu, e me fizeram continuos gestos para trocar. Mas nao me interessava o tempo que fazia, eu queria traçar e melhorar as frenagens na hum e no cotovelo, apelidado de 2,5. E consegui o que queria. Mas o 33 estava um desastre de motor, porem o freio estava ótimo e estava levemente traseiro nas curvas de baixa, minha preferencia.

Mais tarde às 21:30 fui para a pista na prova de fechamento do campeonato. Peguei o 14. Vibrava muito, tanto que eu pensei que tinha alguma coisa solta pronta pra cair. Com ele eu fiz o 15o. tempo na segunda volta da classificação num grid de 22 pilotos. Ao contrário das ultimas, dessa vez eu usei o óculos. Tanto no treino como na prova. Com a luz do dia posso pilotar sem óculos mas à noite definitivamente não dá.

Mas como eu podia pelo regulamento fazer duas trocas, voltei ao box e peguei outro que era pior ainda. Saí do box atrás do Lucas Rocha e patrocinei um autentica presepada. O Lucas esperou aliviar o transito e entrou. Eu olhei e vinha um perto. Esperei ele passar e mais atrás vinha outro mas dava tempo. Então o desavisado aqui entrou na pista contornando a hum ao invez de atravessar a pista pro lado de dentro dando passagem para quem viesse. E não deu outra, na tangencia tomei uma panca bem dada na lateral e rodei. Fiquei ao contrário e subi na área de escape onde girei o kart e voltei. Mas acho que foi nessa hora que se soltou uma mangueira de combustivel e nem cheguei a completar a volta. Entrei com o kart apagado no box. Empurrrei o kart e perdi tempo com isso, deveria ter largado na entrada e corrido para pegar outro. Larguei dos boxes em ultimo no kart 16, novamente atrás do Lucas Rocha.

Este não era tão ruim mas não tinha reta. O freio não era bom e com os pneus quentes começou a escapar muito a frente. Resultado, frenagens muito antecipadas e inicio de curva tambem. Não conseguia de forma alguma provocar saída de traseira mesmo no fim da reta onde voce vem a pleno, não tinha acordo. Logo no início se bateram na chicane e o Lucas livrou a confusão e eu fui atrás. Ganhamos 3 posições ali. Depois fui passando um e outro e mais outro mas no meio do caminho quando já estava perto de aparecer no placar, me atrapalhei na entrada do miolo e tomei duas ultrapassagens. E mais outra vez a mesma coisa e perdi contato.

Briguei tanto com esse kart que comecei a subir em todas as lavadeiras. E isso é justamente o que não funciona quando o kart nao tem retomada. Fiquei consado e sentia uma fome daquelas. Briga daqui e dali e lá no final estavam na minha frente o kart 13 e o 39. Ambos abriam de mim na reta e muitas vezes eu encostei neles na entrada da subida. Eles estavam mais lentos nas curvas e eu com pouco motor para ultrapassar.

Ultrapassei um e cheguei no outro. E num determinado momento eu vi que a unica chance era uma disputa de freada forçada no fim da reta. Consegui entrar bem na reta ao mesmo tempo que ele entrou mal e eu colei. Lá embaixo eu sabia o que ele ía fazer. Fechei o traçado e no ponto onde ele freava passei reto e comecei a emparelhar sabendo que ía bater de lado com ele. Dei no freio e o kart girou e apontei pra lavadeira. Literalmente subi no cimento com a 4 rodas e ultrapassei o cara na marra saltando na saída da lavadeira batendo o bico no chão. E saí fechado o suficiente pra dar espaço à ele na chicane e na dois. E aí, com a pista limpa à minha frente, eu fiz as minhas melhores voltas no fim. Fiz 5 voltas andando numa faixa de 0,3s. E terminei em 14o., quando na verdade poderia ter finalizado ao menos em 12o. Mas foi divertido. E mais tarde na hora da Master o Giba pegou o kart 33 com o qual eu tinha treinado antes. Conto isso no outro post.

2 comentários:

Pedro Henrique "Baleiro" disse...

Zé, meus parabéns, como dizia o Barão de Coubertin, "O importante é competir", e isto você faz com denodo. A colocação às vezes vem, às vezes não, mas só quem está lá, sabe da maior ou menor dificuldade que encontra para conseguir chegar na bandeira xadrez.
Um grande abraço do amigo e admirador.

Zé Clemente disse...

rssss, pois é Pedrão, quando sai de frente a dificuldade de ver a xadrez aumenta bastante rsss
abrx