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domingo, 31 de julho de 2011

Gp da Hungria - Button vence brilhantemente uma corrida imprevisível

Na mesma pista onde Nelson Piquet fez uma brilhante ultrapassagem, ainda que muitos esqueçam que ele tinha mais motor que o Ayrton, e na mesma equipe que conquistou o seu primeiro mundial de construtores nas mãos de Emerson Fittipaldi, Button deu um show de capacidade de pilotagem e não deu sossego desde a primeira volta.

Button é desses caras que se você não prestar bem a atenção no cenário, é capaz de não perceber que ali tem uma cobra pronta para dar o bote. É na minha opinião a tocada mais limpa da F1 atual. Não é de graça que êle é campeão do mundo.

A vitória de hoje deve ser valorizada e também festejada. Button é um dos pilôtos que brigam pelo segundo lugar no campeonato, que deve mesmo ter Vettel definido como campeão. A oito provas do final e a 15 pontos do segundo colocado, Mark Webber, Button tem claras chances de ser vice-campeão. E tem nas suas mãos um ingrediente que deve se mostrar altamente confiável nas próximas provas, uma muito eficiente McLaren.

Para ajudar um pouco vai contar também com os eventuais excessos do seu companheiro Hamilton, que vez ou outra lhe rendem punição, rodadas, batidas e tudo mais. Mesmo Hamilton estando na frente de Button na pontuação, eu diria que Hamilton está perdendo o vice-campeonato para Button. Ganhar corridas e campeonatos impõe a necessidade de andar para frente nas corridas, o que implica em não errar e ser constante. Button é capaz disso, senão não teria sido campeão inquestionável pela Brown GP, tendo Rubens como seu companheiro naquele ano.

Um dos grandes valores dessas vitória de hoje foi mostrar que os motores Mercedes são vencedores e que a McLaren evoluiu nesse projeto a ponto de aproveitar o melhor dos seus motores. Isso já coloca uma questão a mais. A Mercedes, onde pilota Michael Schumacher tem o dito motor mas nao tem carro à altura. Isso explica porque Schumi não consegue resultados melhores. Mas não explica porque Rosberg anda na sua frente. Aí quem explica é a geriatria, eventualmente.

Olhando o resultado de hoje, aparecem Mercedes, Renault e Ferrari, e na sequencia também Mercedes, Renault e Ferrari. Enfim, as 6 primeiras colocações estão nas mãos de quem tem esses motores. E novamente Rubens Barrichello foi o melhor classificado entre os que aceleram Cosworth.

Passando essa sopa no coador, eu diria que embora a Red Bull tenha um carro indiscutível, nada impede que a McLaren seja postulante a outro título, claro que não nesse campeonato, mesmo estando agora na segunda colocação. Essa reação da McLaren nessa altura do campeonato, no meu entender faz com que as suas vagas continuem ocupadas, ao menos teoricamente. Não sei se é o mesmo caso na Red Bull onde Webber não consegue andar no mesmo ritmo do seu companheiro. Por sinal hoje Vettel ficou à frente de Alonso e um pouco mais atrás Webber à frente de Massa.

Quero dizer com isso que, apenas na McLaren é possivel se esperar por disputas internas. Nas outras equipes as diferenças estão sendo mostradas uma corrida após a outra. E aí é que devem estar as possibilidades de mudança na formação dos team´s. Não se pode esquecer que agora já começam as conversas entre equipes e pilotos. Button com certeza não tem essa preocupação no momento. E se Hamilton fizer mais uma das suas, será êle mesmo que terá que sentar para um papinho, muito embora tenha mostrado hoje uma habilidade invejável numa corrida imprevisível. Só precisaria ser o que o seu companheito foi, mais cuidadoso.

terça-feira, 26 de julho de 2011

IKWC 2011 - Belgas saem na frente vencendo a etapa Nations Cup

foto - Ed Cordeiro

Era de se esperar. Andando em casa na pista onde têm acesso mais fácil e frequente que os estrangeiros, os belgas ganharam disparado o Nations Cup, a etapa das disputas do IKWC onde as equipes representam os países de origem.

A vencedora foi a equipe VANTRICO formada pelos pilôtos Anthony Van Trier, Bart Van de Vel, Kenneth Goris e Mats de Jong, todos belgas. Em segundo lugar a equipe Daytona Essen Racing Team, da Alemanha. Em terceiro BlueStar Racing Team - A  da Belgica.

Quem cruzou a linha de chegada foi o belga Anthony Von Trier com o kart numeral 19. A equipe marcou a melhor volta em 55,703s. Marcaram melhor volta neste mesmo segundo mais 3 equipes. As outras fizeram as suas melhores voltas na casa dos 56s.

Os brasileiros aparecem na 11a. colocação na equipe KART GP / KART GUAPI Brazil formada por Fabio Konrad, Filipe Jorge, Lucas Motta e Luir Miranda, do KIG - Kartódromo Internacional de Guapimirim.

É permitida a formação de equipes para o Nations Cup composta por pilotos de diferentes países, como mostram os resultados que seguem. O que vale é a bandeira que estão representando.

Em 17o. a equipe brasileira TMA Helmet Design formada por Alex Kid, Nuno Queiroz Alves (de Portugal), Rafael Franco e Thiago Amorim

Em 21o. a equipe Troglo com Felipe Assumpção - BRA, Geoffrey Mertens - BEL, Gustavo Lablanca - BRA e Marcelo Rodriguez  - SPA.

Em 28o. LariMax/Oliver com os pilôtos Carlos Nadaes, Daniel Faulhaber, Francisco Jansley, Maxwell Jansley

Na frente dos brasileiros da KART GP / KART GUAPI, predominam pilôtos da Belgica, Alemanha e Aústria, principalmente. Como se trata de inicio do evento, eu diria que é sensato esperar uma predominancia desses pilôtos nas etapas seguintes. Os belgas já mostraram que são bons de briga em outras ocasiões e não será na casa dêles que vão dar moleza aos visitantes. Portanto os nossos compatriotas podem esperar uma parada dura nas próximas disputas.

domingo, 24 de julho de 2011

IKWC 2011 - 32 brasileiros disputam com os melhores do indoor mundial

À partir da esquerda: Herwig Heckl (Austria - Campeão Mundial Senior 2007), Ed Cordeiro (3 vezes campeão na Master IKWC), Werner Truegler (Austria - primeiro campeão da modalidade), Boreman (campeão belga) e Mathias Grooten (Austria - campeão mundial 2008 e atual número um do mundo)
foto - Ed Cordeiro

O kartismo indoor ganhou tal força na última década que multiplicaram-se pelo país os kartódromos destinados ao público amador e também as ligas que organizam campeonatos particulares.

O brasileiro é um notório amante da velocidade e isso pode ser comprovado nas reservas de horário dos diversos kartódromos espalhados pelo país. Não só aqui no Brasil a modalidade indoor tem uma legião de adeptos. No exterior o IKWC é a confirmação da força que o kartismo indoor ganhou mundo a fora.

Os campeonatos regionais são o palco da revelação de pilotos muito habilidosos, capazes de desafiar os mais rápidos em qualquer pista.

Em 2005 na cidade de Phoenix no Arizona, Werner Truegler tornou-se o primeiro campeão do IKWC e continua na ativa estando inscrito para mais uma edição do campeonato que reúne os mais rápidos pilotos de indoor do planeta.

Na foto do post, aparecem 5 pés pesados que estão inscritos na edição de 2011 do IKWC. No centro, Werner Truegler, o primeiro campeão. À sua direita, Ed Cordeiro, que foi o grande batalhador pela realização de uma edição do campeonato no Brasil em Macaé no ano de 2009. Abaixo segue a lista de brasileiros inscritos que conta com nada menos que 32 pilotos nesse ano. Se o número é expressivo, isso se deve a vários fatores, e um deles foi a persistencia de Ed Cordeiro em concretizar a vinda da categoria para o Brasil.

Alex Kid
Alexandre Moriya
Arthur Vargas
Carlos Carneiro
Carlos Nadaes
Chico Lopes
Daniel Faulhaber
Ed Cordeiro
Fabio Konrad
Felipe Assumpção
Felipe Marcel
Felipe Siqueira
Filipe Jorge
Francisco Jansley
Gustavo Lablanca
Gustavo Taveira
Gustavo Zimmermann
Henrique Monteiro
Igor Okimoto
Lucas Motta
Luir Miranda
Luis Sergio Vargas
Maxwell Jansley
Meri Monteiro
Otacilio Oliveira
Pablo Marlangeon
Rafael Franco
Slow Assis
Tales Matos
Thiago Amorim
Thiago Clark
Wilson Oliveira


Indoor Kart World Championchip

IKWC 2011 - Ed Cordeiro direto de Eupen, depois de uma contra-mão e um passeio em Nurburgring

Ed Cordeiro no Kartódromo Indoor de Eupen
foto - Ed Cordeiro

 Segue abaixo, ipsis literis, o texto enviado por Ed Cordeiro, falando da partida para a Belgica onde participará da edição 2011 do IKWC. No final dois vídeos para despertar um pouco de inveja nos amigos e leitores.
Fala Ed Cordeiro

Era um daqueles sábados que tinha tudo para ser tranquilo mas sem nenhum motivo aparente havia uma sensação que várias borboletas voavam no meu estômago. Sem ter a consciência do motivo fui beber um pouco d´água. O santo remédio me lembrou que era véspera de terminar de arrumar as malas para a viagem. Rapidamente comecei a fazer uma lista, catar os apetrechos e empilhá-los na sala de estar. Após 20 minutos o pequeno cômodo mais parecia um depósito de donativos para desabrigados com dezenas de peças de roupas, sacos plásticos, equipamentos e eu ali me movimentando de um lado para o outro. Após filtrar o que de fato iria ser levado e terminar de arrumar as malas fiquei a contar os minutos até o embarque que só aconteria no dia seguinte às 23h00.

Domingo, dia 17, deixei tudo dentro do carro pela manhã e por volta das 21h00 estava me despedindo dos amigos no aeroporto. Começava ali a viagem para participar do sétimo campeonato mundial de indoor kart que será na cidade de Eupen, na Bélgica. Embarquei no avião da TAP e, apesar de alguma turbulência pelo caminho, fiz uma ótima viagem.

Por volta do meio dia de segunda feira eu desembarquei em Lisboa e logo encontrei meu amigo de viagem, o vencedor da Seletiva Velopark, Luiz Sérgio Senna Vargas Jr - Senninha, que veio de Porto Alegre em outro avião. Apesar do cansaço e do fuso horário estávamos muito felizes e não parávamos de falar sobre a viagem, karts, campeonato e coisas que iríamos fazer. Como eu estava há mais tempo planejando as coisas estávamos tranquilos mas anciosos para começar o passeio. A segunda parte da nossa viagem foi entrar no avião que nos levaria de Lisboa para Bruxellas, de onde sairíamos de carro para Eupen. Cerca de 2 horas depois chegamos a Bruxellas com tempo bom e temperatura amena, cerca de 27 graus. Em seguida fomos a locadora pegar o nosso carro, deciframos como nosso GPS funcionava. Entrei no carro com Senninha e fomos em direção ao centro de Bruxellas para conhecer a cidade e jantarmos. A cidade é muito bonita, limpa e organizada apesar de algumas obras que estão sendo feitas no local. Num desses trechos o GPS deu a seguinte instrução dita em português lusitano: "Vire a direita". Entendemos perfeitamente mas devido às obras, a mão foi invertida, e entramos no sentido contrário ao dos carros. Não houve gande susto por isso exceto pelo fato de o primeiro carro a ficar de frente para o nosso ser o da polícia. Nada de mais, foram compreensivos conosco e nos deram seu abono para a involuntária infração. Após o jantar saímos em direção ao hotel onde passaríamos nossa noite em Bruxellas.

Na terça, dia 19, acordamos, deixamos o hotel e saímos logo de manhã em direção a EUPEN. O nosso VELOPARK MOVEL ficou bem bacana, um station wagon Volvo V50 - turbo Diesel, super confortável e bem equipado (foto anexa senninha e o carro 2). Seguimos para Eupen numa bela estrada (foto) e chegamos ao Eupenner Kart Center, local do campeonato mundial, para os primeiros treinos. (fotos). Fizemos 5 sessões de treinos cada um, e o melhor tempo ficou com o Senninha que fez sua volta mais rápida em 57,69 s e por dois décimos quase ficou entre os 10 melhores do dia. Eu consegui obter 57,88 s na melhor passagem. Os melhores desempenhos da semana ficaram com os pilotos belgas que há meses treinam na mesma pista, com 56,90 s.

A quarta, dia 20, começou com a ida a Nurburgring. O tradicional autodromo possui uma estrutura fantástica com museu, lojas, restaurantes, parque de diversão, salão de exposição e outras instalações. Depois de visitar essa estrutura fomos ao circuito antigo de Nurburgring Nordschefile e demos uma volta como passageiros de dois mini Coopers envenenados pilotados por dois "ringers", pilotos que correm semanalmente no local. Estar dentro de um carro a 180 km por hora fazendo curvas cegas (sem saber como é a saida de curva) é algo de  tirar o folego.









Indoor Kart World Championchip

IKWC - mundial de Indoor se realiza nessa semana perto de Spa

O kartódromo indoor de Eupener
foto - Ed Cordeiro

No próximo dia 30/7 acontecerá a famosa 24 Horas de Spa-Francorchamps, na mesma pista onde 30 dias depois se realizará outra etapa da F1. Spa é uma das pistas mais velozes da F1 e além disso se encontra em um cenário típico dos melhores cartões postais. Bem ao lado da pista estão as fronteiras da Bélgica com a Alemanha e Holanda.

Mas no dia anterior às 24 Horas de Spa, outro evento que reúne os melhores pilotos do mundo na sua modalidade, acontecerá a 40 Km dali na cidade Eupen. É lá que se realiza nessa semana o Mundial de Indoor, o IKWC. (abaixo, o link da categoria)

Indoor Kart World Championchip

Instituído em 2005 na cidade de Phoenix no Arizona, o mesmo país que deu origem ao kartismo na década de 1950, o Mundial de Indoor ganhou em visiblidade e organização, e acabou se internacionalizando, tendo já realizado uma das suas edições em Macaé no Rio de Janeiro, em 2009.

Competir numa modalidade dessas é sonho de muito kartista amador e se concretizado pode levá-lo a lugares onde não apenas se pilota mas também há a possibilidade de alguns passeios muito interessantes e o contato com outras culturas e costumes.

Mas não pense que para isso basta inscrever-se e estar presente. Cada país deve realizar seletivas que determinem quem serão os competidores que vão representar as suas bandeiras, dessas vez lá nas florestas da Bélgica. A nossa seletiva foi realizada no Velopark e o vencedor, que têve uma premiação especial, foi Luiz Sérgio Senna Vargas Jr, o Senninha.

Entre outros brasileiros que vão disputar esta edição está Ed Cordeiro que além de já ter voltado ao Brasil com alguns títulos, é também o grande incentivador e batalhador pela realização da edição de 2009 em Macaé.

Ed sabe que os belgas são os favoritos e são pilotos muito competentes mas, como sei dele próprio, não se intimida com a capacidade dos seus concorrentes e fará o que estiver ao seu alcance para dividir curvas com êles de forma muito competitiva.

Desejo ao Ed, Senniha e todos os outros brasileiros que se encontram agora na Bélgica, as melhores disputas que possam patrocinar com os seus concorrentes europeus. Sei que os nossos pilôtos não ficam devendo nada à êles, o que nos faz aguardar surpresas emocionantes.

Bôa sorte à todos!

Indoor Kart World Championchip

Nurburgring - ultrapassagens dificeis, pneus e estratégias definem a prova

O circuito de Nurburgring amanheceu nublado com expectativa de chuva leve. Mas a corrida se transcorreu totalmente em pista sêca. Se tivesse chovido, mesmo que muito pouco a história seria outra. Mas mesmo com a pista sêca alguns pontos fora da pista estavam únidos os suficiente para patrocinarem umas rodadas caso alguém os atingisse.

Numa classificação atípica tendo Webber na pole e o seu companheiro voador apenas na terceira posição, e numa pista de poucas oportunidades de ultrapassagem, o esperado era que Webber se mantivesse na frente com um carro incrivelmente eficiente, o que renderia enorme dificuldade aos que viessem logo atrás.

E já na largada Webber perdeu a sua vantagem largando mal ao mesmo tempo que Hamilton assumiu a ponta antes da primeira curva. Alonso também estava tão atento à situação quanto Hamilton e ganhou uma posição disputada palmo a palmo com Vettel. E assim a primeira volta se cumpriu com Hamilton na liderança seguido de Webber, Alonso, Vettel, Nico e Massa que acabou perdendo uma posição na largada tentando ultrapassagem por fora na primeira curva.

Nurburgring - Hamilton vence brilhantemente, muda a cena e "garante o ingresso"

Lewis Hamilton mudou a cena do mundial de pilotos de 2011, vencendo merecidamente na pista de Nurburgring e como um autentico campeão, à frente das Red Bull, Ferrari, e sem a presença do seu próprio companheiro de equipe que acabou abandonando a prova num final de semana ruim.

O resultado dessa corrida qualifica Hamilton como o grande responsável pela segunda colocação da McLaren com 50 pontos à frente da Ferrari, e a apenas 5 pontos de ocupar a segunda colocação do campeoanto de pilôtos. Button teve um final de semana bem abaixo das expectativas e acabou abandonando no meio da corrida.

Não fosse alguns problemas que têve nessa temporada, não estaria disputando a ponta do campeoanto mas estaria mantendo a segunda colocação de forma mais segura e Alonso teria muito mais trabalho para pontuar atualmente. Para o público apaixonado por corridas vejo um final de campeonato seguindo a minha expectativa já mencionada em post anterior, de que as bôas brigas serão vistas da segunda colocação para trás.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Silverstone - Alonso venceu e no meu entender convenceu, mas.......

Alonso venceu o GP de Silverstone e merceu a vitória. Diria que convenceu e que tanto êle como a Ferrari dividem o mérito da vitória. É um piloto top e isso é confirmado continuamente. A equipe melhorou o equipamento e êle tirou todo o proveito possível e, no limite máximo, disputa posições com os melhores carros do campeoanto, as Red Bull.

Mas há que se levar em conta que um atraso no pit de Vettel mudou a história da corrida. E aí mesmo o diferencial entre os dois carros e os pilôtos ficou visível. Com o pit comprometido a Red Bull entregou a vitória, que até então era certa na mão de Vettel, para o espanhol veloz e o seu bólido italiano.

A diferença de performance entre os dois foi pequena o suficiente para que Vettel não tivesse mais chances de recuperar-se do pit azarado. Em outras palavras, é com a Ferrari que as Red Bull precisam se preocupar daqui em diante.

No campeonato a Ferrari figura em terceiro lugar, com chances de superar a Mercedes, e na pontuação dos pilôtos Alonso em terceiro também pode superar Webber, muito embora seja improvável que dispute a ponta do campeonato dada a grande diferença de pontos entre êle e Vettel, o líder.

Como coloquei em outro post a briga bôa das próximas corridas será da segunda colocação para trás, pois aí sim há uma disputa em alta temperatura pelos pontos. Posição incomoda para Webber que vai ter que brigar pelos seus pontos ao mesmo tempo que será o membro da equipe que vai fazer o seu papel na pista afim de dar suporte ao seu companheiro, que deve ser o campeão de 2011.

Muito embora tenha sido um resultado diferente dos anteriores, e com isso tenha mudado um pouco a história do campeonato, ainda falta a adrenalina das vitórias conquistadas na raça como foi nas épocas de Senna e outros nomes fenomenais do automobilismo top. Fica sempre uma noção nebulosa de que algo foi intencional visando embolar um pouco mais a disputa. Mas é claro que isso não passa de conjectura, ninguem pode fazer uma afirmação dessas e ter certeza do que diz. O problema é que aos olhos do público a falta de disputas francas e às vezes duras também, acaba tirando o brilho de algumas vitórias, como essa de ontem de um espanhol com um carro italiano na casa dos ingleses.

Por sinal ontem não era mesmo o dia dos britânicos e a McLaren acabou se tornando a decepção do evento. Assim como italianos anseiam por uma vitória da Ferrari em Monza, britânicos querem ver uma vitória dos seus compatriotas em Silverstone.

Vendo a corrida por um outro ponto de vista é possivel dizer que os resultados de ontem não refletem totalmente as possibilidades de cada um. Por exemplo, Michael Schumacher que teve um resultado ruim por conta de uma penalização, ainda assim conseguiu terminar duas posições à frente da qual deu a largada. Não é ruim mas poderia ter sido melhor.

Já Barrichello teve um dia dificil e termiou apenas uma posição à frente de Maldonado, mesmo tendo largado bem mas atrás que o seu companheiro de equipe. No entanto Rubens registrou a oitava melhor volta, e a melhor volta também dos Cosworth, ficando nesse quesito à frente de Sutil, Button, Schumi e o seu companheiro Maldonado.

Dá para se entender que Rubens não tem carro para ir ao pódio, assim como Schumi. Mas também deve-se ter em conta que consegue pilotar o mais rápido que pode com o seu equipamento. E se tiver um à altura da sua prórpia performance, vai incomodar muita gente.

Vendo ainda pelo ponto de vista da performance máxima, Alonso foi o the best na volta volta mais rápida e atrás dêle vem Massa. Mas a diferença entre Massa e os seguintes nessa tabela, Vettel e Webber, foi bem pequena. Quero entender que definitivamente a Ferrari subiu um degrau na performance e está se aproximando competitivamente das Red Bull. Os piltos que pilotam esses carros é que farão a diferença em relação à questão da regularidade. Aí é que eu entendo que mora a definição desse campeoanto entre os que disputam a segunda colocação e as seguintes. Carros para a briga há, a questão é saber como conduzi-los. Vamos ver como isso acontecerá na Alemanha, dia 24 de Julho.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cigano - aniversário do 'parceiro' de sempre

Milton Adib, o Cigano, e Maísa Adib


Há duas coisas que caras do signo de câncer não dispensam, amigos e velocidade. Neste sábado faço aniversário mas isso aqui no blog é secundário. A começar pelo próprio título do blog - Amigos Velozes - que sugere postagens sobre amigos meus desse apaixonante mundo da velocidade. Tenho amigos bem velozes e alguns deles fazem aniversário no mesmo mês que eu, como por exemplo Chiquinho Lameirão que amanhã (01/07) comemora mais uma primavera. Parabéns Chiquinho, Feliz Aniversário.

Mas além dêle, neste Domingo vou comemorar o aniversário de outra fera das pistas. E este vai, tão logo seja possível, me ajudar a enriquecer um pouco o conteúdo do blog com assuntos das competições em duas rodas.

O sorridente da foto, Milton Adib, o Cigano, faz aniversário na próxima segunda-feira. Acrescenta mais uma primavera na sua coleção e com o mesmo jeitão de sempre desde quando o conheci na década de 1970. Mudou apenas o cabelo que ficou branco mas é o mesmo “parceiro” de sempre. Na sua coleção há também um número considerável de troféus, capacetes (um autografado por Jhonny Cecotto), e uma legião de amigos de fazer inveja a muita gente.

Cigano é um desses felizardos que pilotou TZ 350 no antigo traçado de Interlagos, onde esta bike que marcou época chegava a 260 km/h em sexta marcha no fim da reta. Mas apesar da sêde de velocidade, nas ruas era muito característico o seu jeito de ‘desfilar’ com a bike muito bem pintada, reluzente, e em perfeitas condições. Onde aprecia era fácil notar: “Olha o Cigano aí”.

Feliz Aniversário Parceiro!!!

domingo, 26 de junho de 2011

Valencia - Vettel fatura mais uma e manda a atenção das próximas corridas para os de trás

Vettel soberano marcou a sétima pole do ano e a sexta vitória. Tem um carro imbatível e tira do carro tudo que pode, e assim se tornam um conjunto sem concorrentes. Daqui para frente as brigas que vão interessar nas corridas são as que definem a 2a. colocação e as demais. Vettel já pode ser considerado o campeão da temporada muito embora ainda restem 11 provas, mais da metade do campeonato. Acho muito difícil que a diferença que êle abriu na pontuação seja superada.

Vettel está quase 80 pontos na frente de Button que agora está empatado com Webber. Na pontuação, logo depois vem Hamilotn e Alonso. Muda então o foco do espetáculo do ponto de vista do público. Não importa muito quem vai ganhar a corrida mas quem estará na frente de quem. E as atenções estarão centradas nas atuações desses 4 que vêem depois de Vettel pois ali há pequenas diferenças de pontos e de carros também.

Vettel largou no lado sujo mas a primeira curva era muito aberta e permitia uma continuidade na aceleração e assim conseguiu manter a ponta na largada. Massa foi ótimo na largad ganhando duas posições. Acho sinceramente que foi o momento mais significativo da prova. Depois disso, muito embora tenham havido algumas ultrapassagens e escorregadas, a prova foi se mostrando chata desde as primeiras voltas.

Na segunda curva Massa forçou para cima de Webber mas muito fechado e tomou ultrapassagem do espanhol. Enquanto isso o alemão Schumi que largou em nono caiu uma posição. Eu esperava mais dele dessa vêz e hoje definitivamente não foi o seu dia, não foi um dia de sorte para êle.

No volta 6 Button disputa apertado com Rosberg e ultrapassa. Achei que poderia ser uma cena a ser observada constantemente na prova mas me enganei. Era inicio de prova e já havia uma distancia considerável entre os carros. Isso foi torando a prova monotona. A Red Bull como sempre ditavam o ritmo e a Ferrari mostrou que tem carro para brigar pelas melhores posições, bem no começo. Alonso começou a encostar em Webber e Massa que vinha uma posição atrás acompanhaou.

Rubens se virava na 12a. colocação, ao mesmo tempo que Maldonado se arrastava na 20a. Claro que não dá para esperar coisa muito impressionante de um estreante, ainda mais numa equipe cujo carro luta para andar no meio do pelotão e nada mais. Rubens terminou em 12o. mesmo e Maldonado ainda conseguiu mais duas colocações à frente, ficando em 18o. no fnal. Definitivamente a Williams não lembra em nada aquela poderosa do passado.

Na volta 11 os pneus já não eram os mesmos e começaram os pits. Na 14 foi a vez de Webber trocar pneus e Vettel veio em seguida trazendo Alonso na cola. Mesmo assim Vettel continuou na frente pois já havia ganho um espaço muito grande. Webber é um cara que pilota para andar rápido e finalizar em pódio, mas o rendimento que êle tem nas corridas o coloca, mesmo que não seja essa a intenção, como um tipo de escudo atrás de Vettel, o que faz o alemãozinho abrir sem parar logo no começo da corrida, coisa difícil de ser superada depois.

Na volta 15 Schumi aparece com a asa quebrada. Na saída do pit espremeu muito na cruva à direita com Petrov por fora e a ponta da asa acho o penu traseiro esquerdo do russo na linha. Schumi forçou mais que o necessário e pagou o preço. Tanto que tomou volta, terminando em 17o.

Na volta 17 uma cena mostrou as diferenças abismáticas da F1 atual. Com apenas 30% de prova transcorrida já havia retardatários na pista. Webber chegou muito rápido em Narain Karthikeyan que não lhe deu caminho livre imediatamente e Webber reclamou. Muito justo que reclamasse pois está perdendo tempo atrás de um cara que não tem como andar no ritmo dos ponteiros que disputam ponto decisivos a cada corrida. A diferença entre os dois é muito grande para o nível da categoria.

Na volta 18 um momento muito legal de perícia e atenção. Perez brigava duro com Heidfeld e Rubens vinha atrás. E Perez errou enquanto Rubens atento a cada instante da briga passou sem problemas. Na pilotagem mesmo.

Alguerssuari que largou na bacia das almas foi um dos ultimos vir para o pit na 20a. colocação, com os pneus em frangalhos a essa altura. Uma volta depois uma ultrapassagem chamou a atenção na corrida pela rapidez. Alonso veio colado em Webber e no final da reta abriu a asa e passou como um foguete, ao mesmo tempo que Webber não podia, às custas de regulamento, defender-se da mesma forma. Esse artificialismo na F1 gera surpresas mas não necessariamente emoções dignas de nota.

Perez foi o ultimo a trocar pneus na volta 26. Ficou claro ali que os pneus iriam determinar o resultado. Perez tomou volta mas temrinou em 11o. num grid de 24. Não é para reclamar. Mas os pneus fazem a diferença não apenas na pista. Eles precisam ser susbtituídos e aí a equipe entra no jogo. E a Ferrari fez uma troca de Felipe na volta 32, 5 segundos mais lento que o esperado, por conta de um porca que deu trabalho na roda traseira. Acabou a corrida para Felipe ali naquele lance pois não haveria mesmo com recuperar esse atraso com metade da prova cumprida.

No final a Ferrari fez um trabalho muito com. Com Alonso. Veio para os pits na 3a. colocação e voltou para a pista em 2o. na frente de Webber. E terminou assim a corrida com Vettel em 1o., Alonso em 2o. e Webber em 3o. Felipe voltou para a sua posição de largada, 5o. Rubens terminou em 12o. e me deixou a impressão de que se conseguir isso no restante do ano já pode levantar as mãos para o céu. Com esse carro não dá para mais.

Um detalhe muito importante a ser lembrado é que Hamilton foi o 4o. colocado, dessa vez sem bater em ninguém. Mas diz que continuará agressivo. E por acaso precisa bater pra ser agressivo??

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Kart São Paulo 2011, etapa 5. Beleza no box, perícia na pista.

Estela Gallucci curtindo mais uma vitória do pai

As antigas corridas de F1 tinham os boxes recheados de mulheres, esposas ou namoradas dos pilôtos, e sempre havia um espaço para elas na mídia dessas corridas, fôsse durante ou depois. Hoje a imagem a ser veiculada é a dos carros e da garotada new style, como se apenas isso fôsse o grande atrativo de uma corrida, que afinal é sempre um evento festivo.

Ontem duas belas loiras foram enfeitar as nossas feiúras no kartódromo. Uma, provávelmente esposa de um dos pilôtos, eu não conheço e não tive a esperteza de tirar uma foto. Que me desculpe o casal. A outra, da foto do post, compareceu para ver o pai ganhar a primeira corrida do ano no Kart São Paulo, a Estela Gallucci.

A vitória do Giba na Light foi uma barbada. Tão grande que na tomada de tempo eu fui lá falar com êle e disse para fazer tudo redondinho porque os de trás não alcançariam êle. E dito e feito, pole e vitória de ponta a ponta com pouco menos de meia volta de vantagem. No box a filha assistindo o pai coruja ganhar mais uma, foi um cenário habitual nessa família. A filha também pilota um bocado e é claro que curtiu ver o pai disparar na frente dos concorrentes.

Mas na Light a garantia de ingresso ficou por conta do Cacá, terceiro colocado na corrida. Fiquei no box vendo êle pilotar pois eu saí com o mesmo kart que êle na Master. Êle estava engavetado entre dois karts mais lentos e não achava espaço para ultrapassagem. Andamos no circuito hum, com chicane na saída da hum onde é preciso frear e fechar bem a curva. E foi ali mesmo, no final da reta que o Cacá fez uma ultrapassagem de mestre por fora. Mostrou que estava muito atento à tocada do adversário e quando o viu fechando cêdo demais e freando cêdo também, acreditou e foi frear lá dentro enquanto o outro fechava tudo que podia. Emparelhou na chicane e foi embora. No box só exclamações de admiração. Sem dúvida foi o espetáculo da noite.

Na Master eu não esperava fazer grandes coisas mas sabia que poderia ter uma corrida melhor do que as primeiras do ano, e de fato não posso reclamar dessa vêz. Andei no mesmo kart do Cacá, o 03, e confirmei a impressão que tinha. Assistindo êle na sua bateria eu vi que não empurrava e fiquei na dúvida se trocava ou não, ao mesmo tempo que o Anderson me dizia que não iria adiantar. Mas acontece que além de eu ter idade para ser pai do Cacá, engordei um pouco e acabei levando um excesso de 5 kg's no lastro. Aí, ficaria vendido na disputa.

Na corrida eu tive dificuldade para chegar no Bruno Escarin que tinha uma diferença de pêso a meu favor de 7 kg's. Deveria mesmo ter trocado logo na primeira volta da tomada.

Mas, andando num grupo que anda mais rápido e mais homogêneo, as tuas referencias ficam bem melhores. Não fiz nada digno de nota mas com 23 karts na pista cheguei em 12o. tendo feito 3 ultrapassagens. Fora isso fiz 15 voltas com uma variação de tempo de 1%. Não está ruim mas não está rápido. Outro ponto que importa bastante é que sómente o 21o. colocado, o Eduardo Lorente, e os seguintes tomaram volta. Treze karts andaram dentro do mesmo segundo, eu incluso. Enfim, diria que foi uma corrida bôa.

O que não foi bom foi uma atravessada que eu dei na saída da hum quando tentava chegar no kart 38, do Gilberto Souza. Acabei entrando na grama do lado de dentro, soltei tudo e esperei o kart tomar um rumo e consegui apontar para o asfalto da dois. E voltei à corrida mas tomando ultrapassagem do Werner e do Bruno Escarim. Fui atrás e ultrapassei os dois novamente, mas como isso foi no final apenas vi o 38 de novo na minha frente, sem chance de encostar.

Enquanto isso, lá na frente o Pedro Rosinha disparou vencendo a corrida com o kart 22, o mesmo com o qual o Giba ganhou na Light, e registrando o melhor tempo da noite, 1:01.915.

Resultado da Light:

1 - Gilberto Gallucci
2 - Paulo Ferreira
3 - Carlos Dreon
4 - Julio Castrezana
5 - Alexandro Silva
6 - Clovis Silva

Resultado da Master:

1 - Pedro Rosinha
2 - Mauricio Ikeda
3 - Alexandre Nishida
4 - Antonio Lopes
5 - Samuel Souza Bezerra
6 - Eduardo Oliveira

domingo, 12 de junho de 2011

GP do Canadá - Button vence na última volta após erro de Vettel

A primeira corrida do ano na chuva mudou o cenário da prova em relação às outras mas o líder continua sendo o mesmo, Vettel que largou na pole outra vez. Mas nessa corrida com Alonso muito perto dele nos tempos da classificação, em segundo lugar. A largada seria não apenas um tanto perigosa mas principalmente muito emocionante. E foi isso mesmo que aconteceu, com Vettel segurando a sua primeira posição.

Aconteceu o que se espera numa hora dessas, o da frente se é bom na água despacha todo mundo porque estar na frente na chuva significa visibilidade total. Aliás a prova começou com pista molhada mas sem chuva que veio logo depois.

Junto com a chuva vieram as trapalhadas de Hamilton que em 4 voltas válidas de corrida (a largada se deu com safety car) deu um show de toques. Logo na primeira volta Hamilton tocou em Webber que rodou e foi para na décima colocação. Schumi a essa altura ocupava a 5a. colocação, ótimo para quem largou em oitavo e principalmente no caso dele que é muito bom em pista molhada.

Vettel deu uma atravessada na volta 7 mas continuou na frente e na volta seguinte foi a hora de Hamilton entrar em cena novamente. Na reta dos boxes vinha mais rápido que Button e colocou por dentro. Como ali há uma curva à direita bem aberta, Button abriu e mandou Hamilton para o muro, que querbou a roda traseira e interrompeu a corrida com a entrada do safety car. Talvez Button não tenha mesmo visto Hamilton naquele momento mas sempre fica uma dúvida de que aquilo não tenha sido um tipo de ‘acerto’ interno. Terminando a prova de hoje com Hamilton fora, Button continua na frente do seu companheiro, veloz e meio afobado às vezes. Se não havia nada entre os dois acredito que a partir dessa corrida vai passar a existir.

Com o SC na pista iniciou-se uma movimentação continua nos boxes e Button foi para lá na volta seguinte à colisão com Hamilton. Kobayashi  agora está na sexta colocação. Button saiu do pit em velocidade acima do permitido e por isso na volta 13 foi punido com drive through. A incerteza das condições fez os pilotos irem aos pits para colocar pneus intermediários pois a pista secava, mas se soubessem que seria uma decisão precipitada a história da prova seria outra. A chuva voltou forte e na volta 25 a prova foi paralizada.

Mais tarde às 16:50 os carros entraram na pista novamente e começou uma nova corrida em que o maior beneficiário do fim de semana foi justamente Michael Schumacher e a sua reconhecida habilidade de pilotar em pista molhada. Num lance de atenção a habilidade ultrapassou Massa e Kobayashy de uma vez e foi para a segunda posição, atrás do seu compatriota imbatível. A impressão que se tem a essa altura é de um pódio predominentemente alemão. Já estão fora da corrida Heidlfed, Sutil, Alonso, Kovalainen e Hamilton. Alonso saiu fora da pista disputando com Button e ficou preso na zebra, o que ocasionou outra entrada do safety car. Bom para o alemão Schumi que poderia disputar a ponta com Vettel, embora não tenha chances de permanecer à frente dele.

Na última relargada Schumi continuou em segundo por um bom tempo mas atrás dele vinham uma Red Bull que não deixa dúvidas quanto à eficiencia e um Button conseguindo se recuperar de uma corrida muito dificil. No finalzinho da prova Schumi foi ultrapassado por Button e Webber e terminou a prova em quarto, numa brilhante afirmação da sua capacidades de pilotar em pista molhada. Mas o surpresa final ficou para a última volta com Vettel errando, tendo Button colado nele, que então o ultrapassou e venceu a prova deixando Vettel em segundo e o seu companheiro Webber em terceiro. Não foi o melhor dia para Vettel mas continua disparado na frente. Foi um dia de intenso trabalho para Button, que venceu pela primeira vez no ano e um alívio para Schumacher no que diz respeito às críticas que tem recebido. Apesar da imensa demora em finalizar, a corrida acabou sendo uma das melhores, sem dúvida.

Velhos troféus empoeirados


Troféus são na prática uma lembrança de um acontecimento onde voce mereceu ser premiado pelo que fêz. Mas êles representam o resultado final de um esforço seu visando um determinado objetivo e por isso o valôr deles está além da lembrança pura e simples. Pergunto se um cara como o Eder Jofre, hoje práticamente esquecido, daria fim aos prêmios que recebeu nas suas lutas, muito especialmente as mais importantes? Claro que não, ninguem seria maluco de dar fim a essas coisas. A não ser que isso represente um passado ao qual não se dá mais nenhum valôr. É bom levar em consideração que troféus são premios relacionados à idéia do mérito pessoal. Quem ganhou fêz por merecer.

Recentemente um amigo disse ter vontade de dar um fim a todos os seus troféus que hoje ocupam espaço, empoeirados numa prateleira. Dar fim a essas coisas tambem significa desfazer um elo com o passado, que pode chegar ao nível até da negação. É claro que troféus não fazem a vida de ninguem, pilôto ou não, mas são únicos por terem significados únicos.

O nosso automobilismo está numa condição que deixou uma saudade no melhor estilo dos fados de dores de amor. Não é apenas o automobilismo em si que está em declarada agonia mas todo o ambiente não é mais o mesmo. Falei disso outro dia com um dos nossos melhores motociclistas e êle tem a mesma impressão.

Afinal, o automobilismo do qual gostamos de lembrar e que nos deu muitos prazeres, atualmente é visto como época de ouro, de brilho pessoal, mas que não tem paralelo nos dias de hoje. Mudou tudo, não apenas a tecnologia mas o próprio ambiente do ponto de vista social. E as pessoas que representam essa época às vezes se sentem um tanto separadas do meio, quase como se as suas vivências não tivessem mais nenhuma ligação com esse esporte.

Se o esporte que no passado foi brilhante, com momentos de glória até, hoje perdeu o valôr, é possível que as lembranças dessa época venham a ser também desvalorizadas. Acredito que se atualmente o automobilismo fosse mais valorizado, não apenas pelos pilôtos quando estão virando curvas em corridas, o que representa o automobilismo como um tôdo seria também valorizado incluindo as lembranças. Mas quando se fala com alguém que tem um desses troféus empoeirados, práticamente esquecido em um canto qualquer, o que se percebe algumas vêzes é que o estado daquele objeto reflete de uma certa forma o estado atual do esporte na visão do seu possuidor - como uma coisa envelhecida, empoeirada e esquecida.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Henrique Iwers - automobilismo gaucho perde um dos seus genuínos representantes

O mundo dos motores 2 tempos DKW ficou com um ‘tempo’ a menos, irrecuperável. No dia 6 de Junho desse mês, faleceu em Porto Alegre o gaúcho Henrique Iwers, um dos últimos e melhores especialistas da preparação desses motores. Herdou do pai, Karl Iwers, o conhecimento, a paixão pelas corridas e o gosto por essa mecânica. Quem já pôde alguma vez na vida ouvir o ruído característico de um motor 2 tempos preparado rompendo uma reta em alta rotação, entende a tradição que representa essa mecânica na história do nosso automobilismo na sua época mais romantica. E nas terras gaúchas tradição não é apenas um termo de dicionário mas uma forma de se viver.

500 Quilometros de Porto Alegre, 1968
À partir da esquerda Vitório Andreatta, Francisco Landi, Jan Balder e Henrique Iwers (3o. colocado)
(foto: acervo pessoal de Jan Balder)

A família Iwers possuiu uma autorizada Vemag no Sul e isso colocou em contato Karl Iwers e Anthony Balder, diretor de engenharia da empresa. Por isso, em 1960, Henrique Iwers veio à São Paulo fazer estágio na fábrica e assim conheceu a sua futura esposa Anneke Balder. Cenário perfeito para a continuidade das famílias e também o surgimento de uma parte das histórias do nosso automobilismo, numa época em que conseguir alta performance de um motor aspirado de 1 litro a 2 tempos era coisa para poucos.

Henrique e o seu pai fizeram várias corridas em dupla. Assim Henrique têve ambiente para desenvolver as suas capacidades de pilôto e preparador. Pilotar o carro que voce mesmo preparou sempre foi uma receita clássica para grandes corridas. A sua primeira prova deu-se em 30 de Março de 1960, vencendo em Porto Alegre o II Quilometro Lançado de Porto Alegre. A última foi na inauguração do Autódromo de Tarumã em 8 de Novembro de 1970 com um DKW Malzoni Grupo IV, chegando em 29o. na geral e 14o. na categoria D4.

Henrique Iwers é recordista de vitórias com DKW´s na cateogria 1 litro, somando 19 vitórias, sendo 7 na geral. Sua última vitória foi em 22 de Dezembro de 1968, em dupla com Jan Balder nas III 12 Horas de Porto Alegre.

Uma herança familiar que mescla preparação e pilotagem, fora a união em família, só pode dar frutos positivos. Em 1968 os gaúchos Iwers convidaram Jan Balder para uma corrida no Uruguay em El Pinar. O carro, um DKW, foi preparado por Karl Iwers e pilotado em dupla por Henrique Iwers e Jan Balder. Apesar de um problema com a embreagem no decorrer da prova a dupla venceu na sua categoria, 1 litro, e teria sido segundo na geral atrás de um Mini Cooper, caso houvesse uma classificação geral.

Como um mestre na preparação de DKW´s, Henrique desenvolveu muito o senso da preparação de motores e mostrou isso nos Super Vê da Equipe Brahma, comandada por Jan Balder de 1975 a 1977. Jan também teve na sua equipe um Passat Divisão 3 pilotado por Afonso Giaffone e também esse motor foi preparado por Henrique Iwers e se tornou pioneiro nas vitórias desse carro na D3. Na sua revenda VW em Porto Alegre, Henrique Iwers preprarou motores para pilotos de rally´s. Era representante Puma e preparou um completo que obteve vitórias com Enrnai Dietrich, o Naninho, em provas no sul do país.

Na foto do post o último à direita é Henrique Iwers nos 500 Quilometros de Porto Alegre, prova em que chegou em terceiro lugar pilotando sózinho um DKW Malzoni na categoria Turismo Força Livre.

Jan Balder estava no Rio de Janeiro quando recebeu a notícia de que o "Gordo Iwers", como Jan chamava o cunhado, ‘cruzou a linha de chegada’ pela última vez. Perdeu um familiar querido, grande amigo e companheiro de competições. Também o automobilismo gaúcho perdeu um dos seus grandes ícones e certamente um testemunho de uma época em que corridas eram provas de longa duração em estradas, forma de competição automobilística que deixou saudade no país.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O ego de alguns 'pilotos superiores'. Ainda bem que conheço só dois exemplares dessa espécie

Em todos os meios se encontram pessoas cheias de soberba, emsimesmadas, que pensam ser a maior maravilha do século. Tenho dois blogs, infelizmente pouco alimentados porque não tenho mais o tempo que tinha para escrever. Gosto de escrever e adorei mesmo a idéia de me aventurar na blogesfera, acho uma delícia. Mas não vivo disso, não sou profissional e, principalmente, ao contrário do que alguns me afirmaram de forma muito gentil eu não sou jornalista. Mas isso é de menor importância, o que importa é que faço uma coisa que gosto e que algumas pessoas também gostam, ou seja pelo prazer apenas.

E nessa situação de escrever, de me comunicar na internet, fui conhecendo pessôas e aprendendo um pouco mais do que eu esperava. Se há dois meios onde eu fiz amigos muito legais, esses foram o kartismo e o automobilismo. Estou sendo profundamente honesto quando digo que a quase totalidade das amizades que fiz são ótimas.

Mas habitualmente temos a esperança meio utópica de nos conectarmos a um meio onde tudo correrá às mil maravilhas. E aí podemos eventualmente nos decepcionar com alguns do meio. É preciso considerar que nada é absoluto ou perfeito. Por exemplo, no kartismo amador, uma pessôa muito conhecida no meio tem uma verdadeira aversão à mim por conta de uma antiga diferença nossa. Mesmo tendo razões de sobra, comprováveis e sustentáveis, para ter me indisposto com o dito cidadão, um dia o procurei afim de propor uma pauta que sei que poderia ser interessante para nós. Claro, um sujeito arrogante e cheio de si como ele é, que adora um holofote como nunca vi em outra pessôa, e que ainda por cima mostra que qualquer contrariedade é motivo para caras feias, não iria dar a menor atenção à uma iniciativa minha de retomar um contato. Dane-se, não faço a mínima questão desses tipos.

Para ser honesto, achei excelente isso. Porque o iluminado em questão não sabe que chegou aos meus ouvidos, atravéz de um amigo comum, que ele me metia o pau pelas costas ao mesmo tempo em que eu dele nada falava. Ou seja, é mau caráter sim. E para ficar um pouco pior ainda, um dia fiquei sem entender quando ele questionou o meu caráter no kartódromo e por conta de uma situação suposta, que nem ao menos havia se configurado. Um pré-julgamento digno de um adolescente metido. Enfim, alem de efetivamente mau caráter é arrogante, daquele tipo que se vê no topo da escala social. Fazer o que? Prefiro francamente entender essas coisas assim do que nunca saber com quem lido. Às favas esse moleque mal criado.

Mas no automobilismo há um outro do mesmo tipo. E curiosamente isso me fez entender que nesse meio existe um tipo de ciumeira muito característica, uma coisa, digamos, original. Um dia eu notei que essa pessoa, que me conhece pessoalmente, que sabe de quem sou amigo, que sabe o que faço no autódromo (encontrar amigos), e que sabe mais um monte de coisas, de um momento para o outro resolveu me tratar com descaso público. Na frente de amigos meus que ele sabe quem são, fez que não me viu numa rodinha. É óbvio, ele quiz mostrar naquela hora que é superior à mim, que não fala com um qualquer como eu. Eu não tenho carro de corrida ou kart próprio, então por isso sou uma pessôa de categoria inferior. É como dizer “voce não é da minha turma, não falo com gente como você”.

Eu achei aquilo muito estranho porque não conseguia entender o que eu poderia ter feito para ser tratado assim por uma pessoa que até pouco tempo antes me cumprimentava normalmente e até sorria. Para ser muito honesto eu nunca entendi a razão disso integralmente. Então, um dia resolvi tirar a prova dos nove. Nesse ano no autódromo, encontrei a figura ao lado de um amigo meu. Quando me aproximei cumprimentei imediatamente o nosso amigo comum, que retribuiu com a gentileza de sempre. Então após um minutinho para ter uma chance fui cumprimentar o esquisito superior e lhe dei um tapinha nas costas, desses que voce dá quando não vê a pessôa há muito tempo. E ele nem se virou para ver quem era. Porque ele sabia quem era. Então entendi que realmente a questão era uma discriminação comigo cujas razões particulares do cara não me interessam.

E como já acompanhava essas reações dele e os papos e o jeito dele com outras pessoas, pude compreender fácilmente que ele vivencia uma panelinha que ele mesmo quer formar e controlar, na qual ele aparece mesmo que nao tenha nada a dizer de mais significativo. Ele é uma pessôa que muitos conhecem e por isso acha que não tem necessidade de ser simpático com ninguem. Na verdade eu acho a mesma coisa, sou simpático se quero ou não. O que eu não costumo fazer é ser simpático num dia e antipático no outro sem absolutamente nenhuma razão plausível da outra parte. Sem nenhum motivador justificável.

No caso dele eu sei do que se trata. É o ego. Caras que pilotam e que conseguiram adquirir algum nível de exposição da sua pessoa, em alguns casos enchem o ego de uma forma irreconhecível. Passa a ser um cara arrogante que não se mistura com o que ele considera qualquer um. Isso não é aquilo que costumo chamar de ser humano, ao menos não um do tipo decente.

Enfim, o que quero dizer com isso é que esse meio das competições de velocidade, seja lá que categoria for, sempre tem alguem do tipo ‘não me toque porque eu sou melhor que voce’. Alguem que se acha a maior maravilha do planeta mas que na verdade não é nada disso, é sim falso como esse último aqui citado. O primeiro sim, deixou claro para mim que é falso mesmo quando falou mundos e fundos pelas minhas costas. Um autentico mau carater. Mas fora isso é também do tipo adolescente não confiável que vai tomar alguma atitude se apenas se sentir contrariado, coisa que na ótica dele é inadmissível. Melhor mesmo se afastar disso.

Nos dois casos chamaria de pobreza de espírito. Sim, lamentávelmente no automobilismo e no kartismo também há pobreza de espírito. Ainda bem que até o momento encontrei só dois exemplares dessa espécie involuída. Os outros que eu conheço são alguns dos melhores amigos que já tive. E a principal razão disso é que eles me tratam muito bem. Por muito bem entenda-se de maneira mais cordial possível, sem exageros, excessos, falsidades. Me tratam como aquilo que eu sou - gente.