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domingo, 15 de maio de 2011

Aniversários Velozes - Cláudio Reis

Claudio Reis - no autódromo José Carlos Pace em 12/03/2011


Aniversários são sempre importantes. Se de amigos que estão sempre por perto, melhor ainda. Se são fotógrafos dos bons, melhorou mais. E se são doentes por velocidade aí está no top da minha lista. E esses não podem passar sem uma lembrança. Afinal aqui no Amigos Velozes se faz de tudo incluindo comemorar aniversário de amigo.

E hoje se comemora o aniversário de um cara que escreve tão bem que às vezes fico com vergonha de publicar as minhas sandices aqui no AV. Trata-se do editor do Planet Kart e do Planet Car, meu amigo Claudio Reis. Escreve como poucos, tem uma memória invejável, um gosto inabalável por tudo aquilo que diz respeito à adrenalina da velocidade. E por isso mesmo mantém vivas na memória, lembranças dos melhores tempos da F1 dos Cosworth, Matra, Alfa, Renault, e assim por diante. Mas também não quer dizer que não estêve atento a outras categorias como a saudosa Opala Stock, a charmosa, bela Divisão 3, e muito especialmente o nosso kartismo. Este último o esporte que nos rendeu um genuíno berçário de pilôtos que se tornaram bandeiras do nosso automobilismo na sua melhor qualificação.

Ao amigo Claudio Reis, que ainda não se incomodou de ser chamado por mim de gordo mau, muito embora de gordo tenha pouco e de mau coisa nenhuma, o Blog Amigos Velozes deseja um muito FELIZ ANIVERSÁRIO.

Abaixo, o link dos seus sites e algumas fotos minhas de quem fotografa por profissão e amor à arte.


Kartódromo Internacional Granja Viana - 14/03/2009

Kartódromo Internacional Granja Viana - 14/03/2009

Fotografando uma lenda viva do nosso kartismo, Maneco Combacau (de vermelho)
Kartódromo Internacional Granja Viana - 31/01/2009
Um click de Cláudio Reis que com certeza fará parte do acêrvo fotográfico do nosso kartismo
Maneco Combacau no Kartódromo Internacional Granja Viana em 31/01/2009, fotografado no mesmo ângulo da foto abaixo de 4 décadas antes.


Maneco Combacau em foto antológica na década de 1960

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Como muitos, eu não pude assistir - SP Indy 300

(imagens:  IZOD INDYCAR Series)


Para quem não assistiu a SP Indy 300 que foi completada na segunda-feira em razão da chuva que se deu no domingo da prova, o vídeo abaixo do canal Youtube da categoria mostra alguns destaques da prova.

Continuo pensando que a categoria merece uma pista melhor do que essa sequencia de solavancos. Se estevessem numa pista destinada específicamente para uma corrida (e mantinda dentro dessa finalidade), poderiam mostrar mais performance.

Mas mesmo assim no vídeo é possível ver que há disputas e ultrapassagens, de verdade. Também, mesmo sendo carros mais lentos que F1 não são quaisquer tartarugas e sim carros potentes que atingem velocidades altas e rápidamente.

É uma pena que nas duas vêzes em que correram no Brasil a pista tenha ficado abaixo das capacidades máximas dos carros. Mas olhando aqui vejo um tipo de disputa de automobilismo que dá vontade de acompanhar. Quem sabe algum dia algum iluminado ponha esses carros para andar num circuito fechado aqui no Brasil, em condições compatíveis com os carros que são.


terça-feira, 10 de maio de 2011

Pneus da F1 - parte evidente da estratégia de marketing

As novas regras da F1 proíbem o reabastecimento mas mantêm as trocas obrigatórias de pneus e nesse ano com compostos que se degradam com muita rapidez. Isso literalmente significa muito mais idas ao box do que ocorriam anteriormente. Também significa que o trabalho de box, no qual a Ferrari já foi disparado a melhor, passou a fazer parte dos parâmetros decisórios da corrida de forma mais intensa ainda.

A categoria usa pneus monomarca, neste ano da Pirelli. Há muito tempo não há mais o questionamento durante a transmissão a respeito da marca de pneu que uma determinada equipe usa, são tôdos do mesmo fabricante.

Afim de colocar um pouco mais de sal no tempêro das corridas, a categoria solicitou à Pirelli o desenvolvimento de pneus soft de baixa durabilidade e assim, de acordo com as regras das trocas, os pilôtos irão mais vêzes aos boxes para realizar as trocas de pneus.

Ora, quando alguém consegue um patrocínio para o seu carro de corrida, compromete-se a veicular a imagem do patrocinador e a forma principal de fazer isso é colocando o adesivo do patrocinador na carenagem. Tôdas as imagens que interessam serem divulgadas mostrarão o carro e o pilôto acompanhados da marca do seu patrocínio.

Fazendo as contas com os dados divulgados no site da F1, as 4 corridas dessa temporada somaram 248 pit stops. Alguns poucos não se devem diretamente aos pneus. Mas deixando de lado essa questão, a média de trocas até agora é de 62 por corrida. Claro que isso é uma conta grosseira pois o número de trocas depende muito das condições da corrida. Mais desgaste significam mais trocas e vice-versa.

Usando isso com base para o restante da temporada teremos algo perto de 900 trocas nas próximas 15 corridas que restam nesse campeonato. Isso quer dizer que os carros de F1 nesse ano irão aos boxes aproximadamente 1000 vêzes, considerando-se uma variação no número de trocas de pneus, principalmente no caso de pista molhada.

É claro que à essa altura a imagem do pneu já está sintomáticamente associada ao seu fabricante na mente do público. Cada vez que se vê alguém parado no box trocando penus a associação do objeto com o seu fabricante está feita já de forma natural mesmo que a identificação visual não apareça em determinados momentos. Portanto está se dando visibilidade ao produto.

Mas carros de F1 levam também a marca de patrocinadores que podem até mesmo não ter nenhum envolvimento direto com competições. E estes são mostrados em tôdos os pit stops. É o que me faz concluir que o aumento do número de pit stops não é necessáriamente uma questão de competitividade e sim comercial. Se olharmos para trás, ao menos os da minha geração, vamos nos lembrar dos casos de carros que nem ao menos apareciam nas transmissões. E hoje essas paradas atendem muito bem a essa necessidade.

No plano esportivo os pits stops entram mais forte ainda na decisão da corrida. Na etapa da Turquia o campeão Vettel foi 4 vêzes aos boxes e somou um tempo total de 01:21,609 nas trocas. A sua volta mais rápida na mesma corrida foi de 01:29,937. Ou seja, perde-se quase uma volta inteira em 4 trocas numa equipe muito eficiente. É por isso que trocas atrapalhadas com a de Felipe Massa simplesmente tiram as chances dele terminar bem a corrida. Se houvesse menos trocas, não apenas haveria menos exposição mas também a participação da equipe na decisão da corrida seria menor.

domingo, 8 de maio de 2011

GP da Turquia - melhor corrida do ano, com asas, kers e pneus garantido o espetáculo

Eu esperava por uma largada emocionante e foi isso mesmo o que se viu. Nico em terceiro tinha mais chances para um melhor traçado do que Webber pois largava do lado limpo e foi precisamente isso que se viu na hora da luz verde, com um integrante a menos no grid. Glock não largou com problemas no câmbio.

Ao mesmo tempo que Vettel seguia para a primeira curva de mais uma vitória, a 3a. do ano na 4a. corrida, Webber caía para a 3a. colocação e Hamilton mais ainda, indo parar na 7a. na largada. Felipe e Rubens também caíram cada um uma posição e Schumi fechou a primeira volta em sétimo.

Sem acidentes no comêço a prova passou a seguir um ritmo ditado pelo estado dos pneus nas primeiras voltas. E o primeiro pit stop, na 3a. volta, curiosamente não foi devido às trocas habituais de pneus mas a um toque entre Schumi e Petrov, no qual o bico do carro do alemão foi quebrado. Nesse aspecto ele é o velho Schumi que não vende barato nenhuma ultrapassagem e pode até ser prejudicado com isso.

Começaram as ultrapassagens em ritmo de corrida e Webber retomou o seu lugar ultrapassando Rosberg. Mais tarde ficaria evidente que para certos carros não muda tanto assim largar lá na frente, como foi o caso da Mercedes que foi ficando sem pneus ao longo da prova.

Vettel - o nôvo orgulho do torcedor alemão

Com 3 vitórias em 4 corridas, saindo na pole nas 4, Vettel ocupa o lugar de Schumacher no orgulho do torcedor alemão de F1. É uma performance digna de nota, de um atuêntico campeão matador, igualável à outros como Ayrton Senna.

Vettel já mostrou na sua primeira vitória, sob chuva na velocíssima Monza, que vinha para mostrar serviço. Em que pese as presepadas que patrocinou algumas vêzes depois disso, Vettel deixa claro que o seu objetivo concreto e inabalável era usar o limite do seu potencial de pilotagem. E é isso que êle está mostrando nessa temporada, de uma forma tal que se torna difícil visualizar uma difnição não antecipada do campeonato. Sinceramente, vou ficar um tanto desiludido se no final dessa temporada os pauzinhos forem mexidos para que se decida o campeonato na última corrida.

Vettel e Red Bul formam uma dupla que tem tôdas as chances de vencer esse campeonato de lavada, ainda reservando belas brigas nas posições seguintes, a partir da segunda que possívelmente será a constante do seu companheiro Mark Webber.

Mesmo com campeões na sua cola, como Alonso, se Vettel vencer a próxima corrida na Espanha, começa a tomar forma a impossibilidade de ser batido nessa temporada. O que uma situação dessas lhe reservaria é a tarefa um tanto enfadonha para um matador, de administrar sempre com a cabeça a vantagem que tem. Vettel mostrou hoje a agressividade de um pilôto que não pensa em poupar nada e isso é uma conduta típica, natural em determinados pilôtos, e não uma programada.

Diria sem susto que Vettel é um novo Senna. Resta para isso o tempo necessário para a confirmação de uma qualidade que Senna têve do comêço até a Tamburello - a manutenção sistemática da performance no limite pleno. Definitivamente Vettel é o cara.

sábado, 7 de maio de 2011

Grid do GP da Turquia tem 12 títulos mundias nas primeiras posições.

Pouco há a ser feito para derrotar a impressionante performance das Red Bull. Nas ultimas voltas do Q3 tanto Vettel como Weber saíram dos seus carros no box numa clara conclusão de que seus tempos não seriam batidos e assim também poderiam poupar algumas voltas dos pneus macios. Se Webber já largou nesse ano na 18a. colocação e terminou em 3o. mesmo assim, isso deixa bem claro que o carro dêles está bem acima da média da categoria e isso incluiu o aproveitamento dos pneus.

Não bastasse ser um carro fantástico, Vettel é o pilôto que consegue tirar absolutamente tudo que pode desse carro. É a quarta pole position do ano e a de hoje tem um ingrediente qualificador a mais - Vettel bateu o seu carro nos treinos livres ontem e mesmo assim a equipe lhe deu um outro em perfeitas condições e êle não decepcionou.

Dos dez primeiros carros no grid, somente na quinta colocação aparece um motor Ferrari pilotado por Alonso mas com Button colado nêle 0,1s atrás. O outro Ferrari é de Felipe Massa, o útlimo dessa lista. Tanto os carros equipados com motores Renault como os com Mercedes estão fazendo festa nas primeiras posições. Ou será que são os seus pilôtos? Melhor interpretar que são as duas coisas. Nas primeiras dez posições desse grid há 5 campeões do mundo, somando 12 títulos. Trata-se aqui de carros muito eficientes nas mãos de grande pilôtos. É um grid para ninguem colocar defeito.

Na sequência aparecem os motores Cosworth numa lista encabeçada por Rubens que nesta semana manifestou públicamente o seu descontentamento com a Williams. Entendo que no que eu chamaria agora de segundo listão da classificação de hoje, Rubens ocupa um lugar que deixa claro que é um pilôto ainda competitivo, que merece uma maquina mais à altura da sua pilotagem. Ou será que já esqueceram a sua atuação na Brown GP?

Chegar mais perto do Q3 com o carro que tem foi uma atuêntica façanha. Acho deprimente para um pilôto que recentemente disputou a ponta do mundial, estar agora na dependencia de um carrro que nunca aparece no Q3, situação que inclui o mesmo motor que equipa outros times da F1. Infelizmente é uma situação que tira o brilho da atuação de Rubens justamente num momento da sua carreira em que se sente motivado a dar tudo para enfrentar carros velozes nas mãos de pilotos mais jovens e competentes.

A largada de amanha promete ser eletrisante. Webber está uma posição atrás do seu companheiro, seguido de Nico Rosberg que tem um carro que mostrou clara melhora de performance, sem contar o fato de o próprio Nico estar mostrando ser um pilôto de ponta. Logo atrás dêle aparecem 3 campeões mundiais, sendo que dois dêles aceleram o mesmo motor que Nico. Com certeza será um incio disputadíssimo. Resta saber o que os pneus prometem ao longo da corrida. Mas aposto que é a Red Bull que vai mostrar novamente que tem o melhor aproveitamento dos pneus entre tôdas as equipes.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Will Power - Bi incontestável na SP Indy 300

Will Power, vencedor da SP Indy 300,no contra estersso
 em pista úmida no Ahembi. (imagem: divulgação)


O australiano Will Power, companheiro de Helio Castroneves na Penske, venceu hoje, pela segunda vez, a SP Indy 300 no circuito de rua do Anhembi em São Paulo. Se não tem, com certeza está se tornando ‘a força’ da categoria. Will entrou na equipe para preencher a falta momentânea de Helinho e de lá para cá está se mostrando um competidor dos melhores. Nesse ano cravou 4 poles consecutivas e com a viória de hoje se torna o líder do campeonato.

Está mostrando um nível de pilotagem que o coloca fácilmente entre os melhores do automobilismo mundial. Considerando-se a variedade de condições em que se dão as provas da categoria, é possível afirmar que é um pilôto que tem uma visível capacidade de adaptação. Coisa que poderia colocá-lo na mira dos interêsses da F1 caso venha a vencer um campeonato na categoria.

O pilôto tem 13 vitórias em 42 participações, nas quais marcou 7 poles, e é o vice-campeão de 2010. Vale dizer que Will e um ótimo pilôto numa equipe que tem um histórico de vitórias, incluindo as memoráveis de Emerson Fittipaldi. Grande pilôto em uma grande equipe, é uma combinação que costuma conduzir à vitória.

Mas não foi o caso de Helio Castroneves que terminou apenas na 21a. colocação. Foi um final de semana azarado para Helinho que até se machucou na batida no início da prova ontem. Aliás esse até agora não tem sido um ano bom para Helinho. Da mesma forma os outros brasileiros tiveram resultados muito ruins nessa prova. Vitor Meira foi o melhor colocado na 17a. posição. Tony Kanaan ficou em 22o., Bia Figueiredo e Rafael Matos em 24o. e 25o. respectivamente, mas sem completar a prova.

A prova foi finalizada por tempo total , descontado o tempo do Domingo, o que encerrou a disputa com 55 voltas do total de 75 previstas.

Segue abaixo o resultado final. Agora é aguardar a Indy 500 no dia 29 de Maio, cuja largada se dará às 13:00 horas, horário de Brasília.

1. Will Power (AUS/Penske)
2. Graham Rahal (EUA/Chip Ganassi)
3. Ryan Briscoe (AUS/Penske)
4. Dario Franchitti (ESC/Chip Ganassi)
5. Oriol Servia (ESP/Newman/Haas Racing)
6. Mike Conway (GBR/Andretti Autosport)
7. Justin Wilson (GBR/Dreyer & Reinbold)
8. Takuma Sato (JAP/KV Racing)
9. James Hinchcliffe (CAN/Newman Haas Racing)
10. J.R. Hildebrand (EUA/Panther Racing)
11. Sebastian Saavedra (COL/Conquest) 
12. Scott Dixon (NZL/Ganassi) 
13. Ernesto Viso (VEN/KV) 
14. Marco Andretti (EUA/Andretti) 
15. James Jakes (ING/Dale Coyne) 
16. Charlie Kimball (EUA/Ganassi) 
17. Vitor Meira (BRA/A. J. Foyt) 
18. Ryan Hunter-Reay (EUA/Andretti) 
19.Alex Tagliani (CAN/Sam Schmidt) 
20.Simona de Silvestro (SUI/HVM) 
21. Hélio Castroneves (BRA/Penske) 
22. Tony Kanaan (BRA/KV) 
23. Danica Patrick (EUA/Andretti)

Não completaram 
24 - Bia Figueiredo (BRA/Dreyer & Reinbold) 
25 - Raphael Matos (BRA/AFS) 
26 - Sebastien Bourdais (FRA/Dale Coyne)

domingo, 1 de maio de 2011

Indy X F1 - diferenças importantes

Resultado de escoamento deficiente durante curta chuva em São Paulo
(imagem - Amigos Velozes)


Quem for procurar por diferenças de performance e de engenharia entre carros da F1 e da Indy, vai encontrar duas coisas muito diferentes. No caso da Indy a competitividade está alicerçada no equilibrio pleno entre os carros, a partir do uso do mesmo chassi e mesmo motor em tôdas as equipes.

Na F1 há competição também tecnológica e as somas empregadas são de tal forma exuberantes que apenas aqueles capazes de obter e gerenciar enormes orçamentos são capazes de se manter no grid em condição de competição. Isso faz brilhar equipes como a Red-Bull e também faz ofuscar pilôtos como Bruno Senna ou Lucas Di Grassi.

No caso da F-Indy a competição é mais homem a homem e há uma tendência de as diferenças na pista revelerem quem anda mais do que quem. Mas as regras fazem com que as equipes entrem no jogo com estratégias e experiência, de tal forma que o pilôto que lidera o faz com a evidente influência da equipe.

Na prática as duas propostas são válidas. Na época de Emerson Fittipaldi o equilibrio não era dos melhores mas as corridas eram muito emocionantes. A necessidade de conter custos acabou reduzindo o rendimento dos carros. Hoje um carro da Indy anda com um motor de 650 cv, enquanto que na época de Emerson eram mais de 900.

Mas entre Indy e F1 as diferenças de performance são consideráveis e essa é apenas uma das razões pelas quais as duas não andam nas mesmas pistas. A única forma de comparar as duas corridas seria andarem na mesma pista em iguais condições climáticas.

Mas um conta simplória serve de base para uma avaliação. No autódromo de Interlagos um F1 tem uma velocidade média de 207 km/h, correpondente à pole de Nico Hulkenberg no ano passado. No Anhembi ontem, Will Power virou os 4160 metros do circuito em pouco menos de 01:22, o que dá uma média de 182 km/h.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé - é dia 1o. de Maio, Domingo

O próximo Domingo, 1o. de Maio de 2011, será aniversário da morte trágica de Ayrton Senna da Silva, fato que se deu há 17 anos. Mas não será esse o tema do automobilismo no próximo Domingo, muito embora acabe sendo lembrado por muita gente.

Dezessete anos é o período de vida de um adolescente prestes a se alistar no serviço militar. Enfim, uma pessôa que tem consciencia da sua ligação com o mundo, ao mesmo tempo é alguém que nunca viu um conterrâneo seu ganhar o título máximo da categoria máxima do automobilismo.

De forma alguma isso é o fim do mundo para alguém. Mas acredito que pessôas com pouco mais de 17 anos tenham vontade de ver brasileiros com desempenho brilhante nas pistas. Não que os nossos pilôtos não sejam capazes disso, mas o panorama mudou muito e as performances incríveis de brasileiros no passado, hoje já são coisa rara.

E nesse Domingo característico vai acontecer em São Paulo a segunda prova da Indy, a quarta do atual campeonato. Consta pela organização que no ano passado compareceram 40.000 espectadores na pista de rua do Anhembi. A programação do evento segue no final do post.

Os brasileiros presentes na prova são Bia Figueiredo, Hélio Castroneves, Tony Kanaan e Vitor Meira.

Na prova do ano passado a chuva teve participação marcante, ao mesmo tempo tirando o brilho da prova e interrompedo-a, como também servindo como forma de limpar a pista do pó que se espalhou por conta da fresagem da reta do sambódromo. O local tinha um coating incompatível com o grip dos penus e na noite anterior à prova a organização foi obrigada a assoviar e chupar cana para fazer com que aquele trecho do circuito pudesse proporcionar aderência a ponto de os carros conseguirem andar em linha reta.

Com tôdas as críticas que o evento possa estar sofrendo, continuo com a mesma ótica de valorizar a vinda de uma prova dessas na nossa cidade. É uma opção a mais e se temos F1 não há nada que justifique não termos Indy. O contrato já se extendeu além do prazo original e por isso podemos esperar que os adolescentes de hoje vejam outra vez a mesma prova, quando possívelmente estejam pensando no cargo que querem ocupar no seu trabalho. São nuances da vida, do ponto de vista temporal. Temos o que contar e êles o que esperar.

SÁBADO (30 de abril)

07h15 às 08h15 – Treino livre GT Brasil
08h30 às 09h45 – Treino livre São Paulo Indy 300
10h05 às 10h35 – Treino livre GT Brasil
12h00 às 13h00 – Treino livre São Paulo Indy 300
13h15 às 13h45 – Classificação corrida 1 GT Brasil
15h00 às 16h15 – Classificação São Paulo Indy 300
16h30 às 17h40 – Corrida 1 GT Brasil
DOMINGO (1º de maio)

07h45 às 08h15 – Classificação corrida 2 GT Brasil
08h30 às 09h00 – Warm up São Paulo Indy 300
10h45 às 11h55 – Corrida 2 GT Brasil
13h00 às 15h35 – Corrida São Paulo Indy 300

sábado, 23 de abril de 2011

Vitaly Petrov (2)

Vitaly Petrov - técnico do salto com vara
(imagem: reprodução Portal Ucraninano)

Parece que o nome Vitaly Petrov tem tudo a ver com esportes de alto rendimento. O Petrov desse post não é o pilôto russo de F1, 7o. colocado na temporada de 2011 pela Renault. Há um Vitaly Petrov aqui nas nossas terras também muito ligado ao esporte, mas não o automobilismo e sim o atletismo.

O ucraniano em questão foi treinador da russa Yelena Isinbayeva e o ucraniano Serguei Bubka. Deu consultoria no treinamento de Fabiana Murer e agora faz o mesmo com dois nomes brasileiros do salto com vara, Fábio Gomes da Silva e Thiago Braz.

Como ex-atleta e agora treinador bem sucedido, entendo que é uma pessôa com ótimos conhecimentos na preparação física. E me pergunto qual poderia ser o resultado de uma consultoria sua para o Petrov veloz da F1.

No mínimo seria muito curioso um repórter se dirigir a um como Petrov 1 e ao outro Petrov 2, já que os nomes são idênticos e uma adjetivação seria um tanto incômoda.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Bem-vindo ao PlanetCar, afinal Esse é o Mundo da Velocidade!

(clique na imagem abaixo para ir ao site PlanetCar)





O título do post pode ser lido no editorial que anuncia o surgimento de um novo veículo de divulgação do automobilismo.

Faz alguns anos que o meu amigo Gilberto Gallucci ligou para a esposa de um amigo seu afim de esclarecer alguma dúvida minha que não lembro mais qual era mas dizia respeito ao uso da internet. Foi assim que pouco tempo depois conheci Claudio Reis, o editor do site PlanetKart, portal de notícias exclusivas do kartismo que já têve também uma revista impressa, a PlanetKart Magazine.

Sei bem o trabalho imenso que dá fazer uma revista pois já trabalhei por um período muito curto numa editora de uma revista de aviação. A internet acabou fazendo a maioria das pessôas migrarem da mídia impressa para a mídia eletrônica e hoje o PlanetKart atende, e muito bem, essa tendência.

Seguindo um mesmo padrão editorial, ao mesmo tempo que acompanha as notícias do mundo da velocidade, Claudio Reis decidiu criar o PlanetCar, veículo destinado específicamente ao automobilismo nacional e internacional. Mas com um diferencial muito importante. Assim como o kartismo é a escola do futuro pilôto profissional, as categorias de base do automobilismo são a escada que leva ao posto mais alto do automobilismo profissional de competição.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Paulo Kunze - falece nesta manhã o pilôto da Stock Paulista

Paulo Kunze
(foto: reprodução)


Hoje pela manhã o Hospital Alvorada divulgou comunicado anunciando a morte do pilôto Paulo Kunze, empresário de 67 anos que pilotava na Stock Paulista. No último domingo capotou o seu carro ao colidir com um adversário e foi levado ao Hospital Alvorada onde passou por cirurgia na cabeça. Seu estado foi declarado grave mas estável. Entrou no estado de coma e afinal não resistiu e faleceu.

A Associação dos Pilotos da Stock Paulista divulgou nota neste link - http://stockpaulista2011.com.br/2011/04/paulo-kunze/

Apenas alguns dias após a morte de Gustavo Sonderman somos surpreendidos por mais uma notícica trágica. Sim a morte é trágica, aconteça em que condição for. Paulo poderia ter morrido em qualquer outra circunstância. Sem dúvida nenhuma ele corria mais riscos nas ruas do que na pista, dado o número gigantesco de inconsequentes que possuem autorização para dirigir.

Paulo Kunze praticava o seu esporte dentro dos limites de risco conhecidos. Sabia claramente que poderia ter um acidente de grandes porporções. Como ocorre com qualquer outro pilôto, para êle a velocidade representava vida intensa. Na prática representava uma parte da vida em si. Fazia o que gostava de fazer pois ninguem nessa idade pretende ter um currículum profissional, e sim o prazer de pilotar. Tenho a convicção plena de que êle estava lá por amor à velocidade.


Se alguém lhe dissesse que estava velho demais para pilotar e o proibíssem, com certeza teriam decretado a sua morte interior. É provável que passasse a se sentir como um aposentado qualquer.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Paulo Kunze - mais uma surpresa desagradável nas nossas pistas

O carro do pilôto Paulo Kunze que capotou no Domingo
 disputando a Stock Paulista

(fotos: arquivo pessoal Dú Cardim)

Comentei no post anterior que Interlagos estava com um ar de fim de festa na última etapa do Paulista. Tudo parecendo muito sem graça, sem vibração. O que valeu mesmo para mim foi uma sessão de maravilhosas conversas com pilôtos de um período do nosso automobilismo que deixou saudades, e que continuam infectados pelo vírus da velocidade. Nisso foi ótimo.

Mas no Domingo (ontem) a inquietação voltou a se manifestar em Interlagos. O pilôto Paulo Kunze que disputa a Stock Paulista, capotou na saída do Sol após colidir com um concorrente. Segundo fui informado êle saiu do carro consciente, tendo sofrido trauma craniano. Foi levado para o Hospital Alvorada onde foi submetido a uma cirurgia, e segundo as informações obtidas na internet consta que o seu estado é estável. E tomara que passe de estável para plenamente recuperado e se possível para acelerar novamente.

O lado triste disso não é o acidente em si mas as suas consequências. Corridas são um esporte muito perigoso e pilôtos, sejam de que categoria forem, sabem disso e não se intimidam com os riscos. Fôsse assim ninguém pilotaria. Mas é óbvio que nao querem machucar-se ou pior ainda, perder a vida.

Esse ano está não está sendo dos melhores. Recentemente Kubica teve um acidente muito sério numa prova de rally e está fora da temporada de F1. Em Janeiro um amigo meu, kartista da velha guarda, sofreu com o coração cansado das emoções e dos esforços, após uma exibição no kartódromo de Interlagos. Foi levado para o hospital e não resistiu. José de Angelis é um amigo que fará falta sempre.

Hove um acidente fatal na curva do Café com um motociclista e depois disso no mesmo lugar Gustavo Sondermann acelerou pela última vez em vida. Definitivamente não é um ano dos melhores.

As fotos abaixo são do arquivo pessoal do Dú Cardim. Paulo corre na Light, que emprega chassi Omega com os devidos aparatos de segurança exigidos para a categoria. Penso que já estamos bem de surpresas desagradáveis nesse ano. Seria ótimo que não acontecesse mais nada e esquecêssemos esses dias desagradáveis que estamos vivendo.

O banco encontra-se na sua posição após o evento, os reforços laterais inferiores aparentemente não se romperam.
A coluna de direção parece não ter se deslocado e é visível o espaço livre para o pilôto.

O teto têve um pequeno afundamento e deixa a impressão de que a proteção interna fez o seu papel a contento.
Os tubos laterais não avançaram para dentro, o motor não invadiu o habitáculo.
A barra lateral horizontal ao lado do pilôto, foi cerrada pelo resgate para remover o pilôto.

domingo, 17 de abril de 2011

Interlagos no último sábado - mais amigos velozes


Ontem fui a Interlagos com dois objetivos principais, assistir a F Vee e encontrar os amigos. Consegui cumprir apenas o segundo. Estava com muita vontade de assistir a Vee porque o grid aumentou um pouco na segunda prova da categoria, 12 carros. Até o final do ano penso que haverá 20 ou mais na pista. Um começo estimulante para um automobilismo altamente desestimulante.

Não assisti a corrida mas em compensação tive uma das conversas mais agradáveis que já tive no autódromo. Agora vejo que acertei na mosca no título do blog. Mais amigos velozes estão entrando aqui, numa casa virtual onde espero manter tôdos sempre, amistosamente e velozmente.

Mas o dia no autódromo própriamente estava apático. Poucos carros, pouca gente, categorias com pouco grid, nenhum espectador nas arquibancadas. Senti um certo ar de fim de festa. E nada tinha a ver com a tragédia recente. Entre aqueles com quem conversei apenas um abordou o assunto do Sondermann.

Têve algo a ser visto. Teve a Classic onde o Carlos Braz que faturou a anterior com o seu Passat 21, ganhou essa também, saindo de terceiro. Teve a Força Livre, teve a F Vee, mas eu não percebi a agitação que vi muitas vezes nessas etapas do Paulista.

Sim, é cômico mas.....serviriam????

Vettel está liderando o campeoanto por uma diferença de 21 pontos e uma corrida vencida por Hamilton não vai apagar o seu bom humor. E um momento das coletivas deixou isso bem claro, conforme suas declarações abaixo. Vettel entrou no box para a troca de penus e de repente encontra o seu concorrente (Button) na porta do seu box.

Nós tivemos algo similar dois anos antes com a Toro Rosso. Eu não sei o que atrai as pessoas a pararem na nossa garagem mas felizmente isso não teve efeito.

....e imagine se eles tivessem trocado os pneus. Então seria uma grande bagunça e eu teria que ir um box à frente na McLaren e dizer a êles: “hello”.


A segunda diz respeito à suposição de que tivesse sido Hamilton a parar no box errado e não Button. A isso Hamilton respondeu que trocaria os pneus ali mesmo.

Tudo muito engraçado mesmo, mas eu pergunto se as rodas de um serviriam no outro. Será?