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sábado, 14 de abril de 2012

Martin Whitmarsh - o Brasil é mais perigoso que o Bahrain

Isso mesmo, é assim que pensa o chefe da McLaren, Martin Whitmarsh. Na opinião dele apesar da situação no Bahrain, não acredita que se corra mais riscos lá do que no Brasil.

(ps. fiz uma confusão danada com o nome - confundi o  Whitmarsh com o Peter Windsor. é apenas uma questão de W´s)

As declarações dele podem ser lidas neste link - Bahrain holds no fear for Whitmarsh

Acho uma pena que essas realidades sejam veiculadas mundo a fora ao mesmo tempo que os nossos governos na prática não façam nada contra a criminalidade no país. Uma eleição após a outra se fala de criminalidade e esta apenas aumenta sem parar. E tanto é fato que aumenta que isso é de conhecimento público fora do país da parte de pessoas que viajam para cá com frequencia. Os culpados somos nós mesmos e isso não é possivel negar.

Na comunidade brasileira de culpados entram diversos grupos como por exemplo o judiciário e os ativistas engravatados de esquerda, sem contar políticos e mais um monte de gente que nem seria possivel listar as suas origens e participações no processo. A criminalidade não se resolve no Brasil porque é uma das nossas grandes indústrias. Basta imaginar o que pode significar de faturamento os seguros de automoveis, residenciais, comerciais, blindagens de todos os tipos, alarmes de todos os preços e para todo tipo de proteção, vigias de rua que nunca podem e jamais poderão fazer algo, flanelinhas que são um custo social do oportunismo, e por aí vai. Como sempre digo, resolva o crime no Brasil e vai ter muita gente indo à falencia e perdendo emprego. O crime aqui já se tornou uma necessidade. Ah, me esqueci das compras superfaturadas em presidios e cadeias, que eventualmente acabam indo parar no noticiário.

Mas vamos com calma porque não quero alçar alguem às alturas do céu porque crucifiquei a nossa indolencia e conivencia. A Formula 1 tambem não é nem nunca será flor que se cheire e o odor agrade. Na verdade a F1 é igualmente podre. Será que existe algum maluco que vai negar que não há lavagem de dinheiro e tráfico de influencia na F1? Se aparecer alguem com essa intenção é melhor manda-lo para o manicomio imediatamente. A F1 tem tanta força que conseguiu destruir um dos melhores autodromos do mundo, Interlagos, e tambem está acima de outros poderes bem maiores que gostariam que ela não estivesse presente na proxima corrida do Bahrain.

Alguem aí já ouviu falar de algum caso de corrupção na F1? Sim, eu já ouvi e de fonte crível. Tambem a F1 não é exemplo de conduta para ninguem no planeta, é apenas exemplo de supremacia e tambem de costumes questionaveis. É muito bem sabido que os prostibulos de luxo de São Paulo são frequentados por gente da F1 que aqui chega nos finais de semana do GP do Brasil. E consta que gastam uma soma de fazer inveja. E sabe-se há muitos anos que circulam protitutas no autodromo de Interlagos durante a F1.

Ainda no ambito do comportamento já caiu no esquecimento, perdoado pelo glamour midiático global, o senhor chicote Max Mosley. Ele teve que pedir desculpas pela imagem podre que passou a um mundo de espectadores que o viam como um homem sério, dirigente, de conduta sóbria. Apareceu aos olhos do público como pervertido subserviente de fantasias nazistas.

Enfim, quero dizer com isso que Martin Whitmarsh tem saber para fazer as colocações que fez mas lhe falta alguma autoridade porque vive dentro de um meio tão podre quanto a nossa criminalidade. A F1 não produz nenhuma coisa útil para ninguem e nem os seus desenvolvimentos tecnologicos podem mais ser aplicados na industria automotiva. A F1 é um palco, um show de hipocrisia que alcançou um poder acima do que se pode considerar saudavel.

Ainda penso que do jeito que ficou o automobilismo brasileiro o melhor negocio é não termos mais F1. Pergunto que pilotos nós estamos formando aqui afim de seguirem carreira até a F1? Nem temos mais ambiente para isso. Nossos pilotos precisam ir para a europa já quando deixam o kartismo. Então que falta nos fará a F1 no Brasil? No meu entender nenhuma, ainda mais considerando-se que hoje temos tv a cabo.

Aí me diriam ‘Zé mas para onde vai um piloto brasileiro nessas condições?’
Estados Unidos. O Helinho é um exemplo entre outros mais.
‘Ah mas lá não é F1‘
E daí? Qual o problema?

O problema é que a F1 se tornou um tipo de vício dos espectadores, nada mais. Um bloqueio mental apenas. É bonito ver e analisar uma corrida de F1? Sim, é claro que é. Mas a F1 é a única forma de automobilismo? Não, claro que não.

Só para não esquecer, outro dia eu comentei no autodromo que todo o dinheiro que foi gasto reformando e destruindo o nosso belo Interlagos desde que a F1 veio para cá, seria suficiente e com muita sobra para terem desapropriado a favela lá depois da curva 3 e criar ali uma área de logistica da categoria e um túnel de acesso. E assim haveria espaço suficiente para toda a tralha do circo atual e ainda de quebra se daria a várias familias um dinheiro que não conseguiriam nunca nos seus casebres. Assim poderia ter sido idealizado um projeto diferente de modificação do autodromo de forma que atendesse às necessidades da F1 mas não sepultasse o nosso maior ícone das pistas brasileiras.

Lamento pensar assim mas se o Brasil é inseguro a F1 é podre o suficiente para não ter moral para criticar. E para ser honesto espero que o GP do Bahrain seja um fracasso histórico muito embora eu tenha consciencia de que a possibilidade de isso se dar é praticamente nula.
Ao Martin Whitmarsh eu citaria um velho ditado cá das nossas bandas criminosas e inseguras: ‘Dize-me com quem andas e te direi quem és!’

Nico - novo herói da Mercedes

Sim, ao menos por enquanto Nico Rosberg é o novo herói da equipe de F1 que marcou o nome na história desse esporte de forma muito intensa em meio a glórias e tristezas. A Mercedes não entra em uma briga se não for para disputar a sério. Fez gato e sapato no Mundial de Sport Protótipos no final da década de 80 em associação com Peter Sauber. Agora como equipe disputando o título de construtores já é clara pedra no sapato das mais velozes concorrentes e está dando uma poeira impiedosa na equipe campeã de 2011, a Red Bull.

A Mercedes retornou à F1 na década de 90 como fornecedora, e agora como contrutora briga por pequenas diferenças com os seus próprios clientes na categoria. Isso sugere um plano de longo prazo que objetiva claramente um retorno triunfal à categoria. A contratação do alemão Schumi foi objeto de críticas da parte de muitos que o consideravam um aposentado que deveria jogar golfe beneficente ou qualquer outra coisa desprovida da emoção da velocidade.

A posição do alemão na equipe é claramente de membro ativo do desenvolvimento do carro. Pelo que se vê cumpriu, e muito bem diga-se de passagem, a sua tarefa. Embora tenha ficado 0,5s atrás do companheiro Nico no qualify para o GP da China, igualou o tempo de Hamilton, que por sinal utiliza o mesmo motor.

Por conta da punição de Hamilton, Schumi larga em segundo e tem a sua chance de ser um histórico escudeiro de alto nível e assim trabalhar pela primeira vitória da equipe e do seu companheiro Nico na F1.

Nem a Mercedes nem o alemão estão lá para brincadeira, ou diversão como muitos disseram a respeito de Schumi. O objetivo é ganhar e farão o que for possível por isso e mais ainda. Caso Nico confirme na prova a performance da classificação, será o novo herói da já gloriosa estrela alemã nas competições.

Apenas para não esquecer de nada muito significativo, Kimi Raikonnen que retornou à categoria nesse ano, vem um pouco atrás acelerando um motor Renault, exatamente uma posição atrás de Kobayashi acelerando um Ferrari. Uma bela performance desses dois. Entre um e outro acredito mais na experiencia de Kimi. E quanto ao seu carro e a sua performance, é claro que deixou evidente que o problema da equipe Ferrari é um projeto deficiente pois motor na prática não falta.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Tchê - Histórias que eu gosto de contar: Silvano Pozzi

Tchê

Tchê, como é conhecido o preparador de motores de kart Lúcio Pascual Gascòn, é um técnico de motores que dispensa comentários. A lista de pilotos para os quais preparou motores de competição é longa e inclui o maiores nomes do kartismo brasileiro. Como pessoa é um típico espanhol de personalidade forte, convicto das suas idéias, e capaz de manifestar da forma mais sutil as emoções ao lembrar de fatos e pessoas que fizeram parte da sua vida no Brasil.

É uma personalidade que mistura de forma bem equilibrada a rudeza do trabalho dentro de uma oficina de motores com a típica forma de ser dos europeus da velha guarda. Reservado mas receptivo às novas amizades, o espanhol que aportou aqui em 1960 está totalmente adaptado à vida no Brasil, mas nem por isso esquece as suas raízes e os amigos que fez durante a vida.

Diferente dos gestos comuns e padronizados da nossa sociedade atual, Tchê tem uma coisa na sua personalidade que não sei explicar. Ele fala com os olhos. Quando está falando de alguém, seja amigo, familiar, piloto ou qualquer outra pessoa que tenha importância na sua história, o olhar deixa claro que aquele momento da conversa é significativo.

E por isso mesmo a história escolhida para contar foi a sua relação com uma pessoa que há muitos anos foi referencia na preparação de motores em São Paulo. Tchê vai falar de Silvano Pozzi, pessoa a quem ele rende admiração e respeito. Foi justamente com Silvano que Tchê se desenvolveu naquilo que mais sabe fazer.

Enquanto a idade se manifesta nas rugas, a cabeça está plena de atividade, pronta para o próximo ato. No começo da conversa quando manifestei a minha dúvida sobre um título, Tchê disparou a resposta tão rápido como uma largada nas pistas: Histórias que eu gosto de contar. Bem sugestivo, típico de uma mente ativa.

Vamos então tomar conhecimento das suas histórias.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Facebook - mais perigoso que governos e traficantes

O mundo virtual está cada vez mais assemelhado a um Big Brother (o filme, que fique bem claro), a um ponto tal que já é caso de desconfiança. Históricamente a igreja fez o papel de parceiro controlador dos governos. E hoje tenho a impressão de que essa função foi delegada a uma diocese mundial digital. Cresce sem parar o transito de dados pessoais e o galopante numero de spam´s que recebemos diariamente nos nossos email´s é apenas uma amostra grátis da intenção de se extinguir totalmente a nossa privacidade.

Por exemplo, me incomoda muito receber chamadas de empresas de marketing me oferecendo coisas que nunca quero adquirir. Me incomoda porque do meu ponto de vista eles não têm o meu telefone porque o meu telefone é uma informação minha que eu forneço a quem quizer. E assim alguem de quem jamais ouvi falar na vida aparece do outro lado da linha falando comigo como se me conhecesse e entendendo que devo acreditar em quem está do outro lado pelo simples fato de que essa pessoa diz ser fulano de tal lugar. Ou seja, parte-se da premissa de que devo acreditar em quem ele é mas por incrivel que pareça ele não acredita em nada que eu diga, seja lá o que for.

O Facebook segue uma norma de relacionamento que se assemelha a essa, com o agravante de ser um gigantesco depósito de informações pessoais que habitualmente fornecemos apenas a algumas pessoas. Atualmente o Facebook tem informações pessoais de um número de pessoas maior que a população brasileira. É poder demais na mão de um só.

No último sábado estava conectado na minha conta no Facebook e postei o link da matéria anterior deste blog. Então fui desconectado do sistema e no login seguinte o Facebook me diz que a minha conta foi bloqueada temporáriamente e que eu deveria seguir uma rotina de verificação. Continuei e logo em seguida foi solicitado o meu celular para envio de codigo de ativação. Não gostei mas forneci e recebi o dito código. Inseri e não reativou a conta.



sábado, 31 de março de 2012

Minelli M3 - Sim, há monopostos no Brasil

José Minelli, seu peculiar sorriso e o Minelli M3

É fato notório que o nosso automobilismo respira entubado na uti das exclusividades. E uma das coisas que isso ocasionou foi o sumiço das categorias de base, que no passado formaram uma leva de pilotos, preparadores, contrutores. Atualmente um piloto que sai do kartismo, caso queira seguir profissionalmente deve dirigir-se imediatamente à polícia federal requerer o seu passaporte. Aqui não terá para onde ir. Mas temos equipamento para a formação de uma escola profissional de automobilismo? Sim.

Ao menos pelo que vi neste sábado temos e de bom nível. Construído aqui por quem é do ramo e executa o seu ofício com paixão. Automobilismo vai bem quando há pilotos na pista mas o impulso que leva muitos aos boxes e os mantem lá é a paixão. E isso não falta ao lendário José Minelli, que apesar das agruras do meio no qual atua mantém o mesmo entusiamo de décadas seguidas quando fala das suas construções.

O carro desse post é o Minelli M3 que teve nos últimos meses a carenagem refeita além de uma revisão total e aguarda a chegada de um novo motor que deve gerar uns 160 hp´s. Esse específicamente é zero kilometro e já foi apresentado recentemente no sul, ainda sem a usina.

No ano de 1997 o piloto Zaqueu Morioka comentou com José Minelli sobre um carro que estava dando o que falar na F2000 americana. Era um Vector, monoposto que fez sucesso na europa em 1995 e 1996 na F Ford.

O carro veio para o Brasil e aí começou a história do Minelli M3. Foi adquirido pela Minelli Racing Car, gabaritado e homologado. Em Outubro de 1997 José Minelli apresentou para a Ford o primeiro chassi extraído do novo gabarito. Mas somente em 2002 esse carro foi para as pistas gaúchas no Campeonato Gaúcho de F Ford, a categoria hoje denominada Formula 1.6.

Quem já andou acelerando o bólido em Interlagos foi Lucas Di Grassi, tendo o carro equipado com motor da F Chevrolet e câmbio Hewland L200. Lucas virou 1:33 alto com pneus slicks. Apenas a título de comparação um F3 vira 1:29. Não é à tôa que o carro foi inscrito no regulamento do Campeonato Gaúcho de Formula 1.6, antes mesmo de ter sido apresentado recentemene no sul. (link do regulamento aqui)



A estrutura é chassi tubular de aço com carenagem de fibra de vidro da própria Minelli Racing. Pesa 565 kgs abastecido e com piloto. Usa rodas de liga leve fabricadas na Minelli Racing, aro 13“, 7“ na frente, 8“ atrás. Suspensão de triangulos sobrepostos, push rod, monoshock na frente, double link na traseira com barra de torção vertical ajustável. Tanque de combustível de borracha com capacidade para 28 lts. Os cubos de freio e os discos são de fabricação própria. O câmbio que atualmente equipa o carro é um 5 marchas do Del Rey com acionamento por hastes e bell house em aluminio fundido desenvolvida pela Minelli Racing. A caixa de direção tambem é do Del Rey adaptada. O escapamento desse carro das fotos é de aço inoxidável, duplo 2 em 1, montado em segmentos de curvas.

Os eventuais interessados devem entrar em contato direto com o fabriicante, conforme abaixo. Seguem fotos no final do post. 

Minelli Racing Car - Comércio de Peças e Serviços Automotivos Ltda.
 Rua  Elói  Eppinger,  403
 Cep.  04809-200  -  Interlagos  -  SP
 Fone. (11) 56688392      Fax. (11) 56688353

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Rubens - um brasileiro na Indy ou um novo Rubens?

Um novo Rubens com certeza.

Rubens Barrichello está prestes a assinar contrato para disputar a temporada de 2012 na Indy. Não será de forma alguma apenas um compatriota a mais no grid, e sim um piloto profissional mostrando o que sabe naquilo que mais gosta de fazer na vida. E acho que isso é relativamente simples de explicar.

Os críticos de plantão dirão que Rubens vai pilotar numa categoria infeiror e por isso terá um desempenho superior, considerando-se de onde vem. Besteira das piores. A Indy é uma categoria mais lenta que a F1 mas não é uma tartaruga como muitos dizem aqui. São carros muito rápidos a serem pilotados por pilotos experimentados e não por aventureiros quaisquer. Que se lembre aqui que o nosso estimado campeão Emerson disse no seu início na Indy que estava aprendendo a pilotar na categoria. E teve as suas dificuldades no início. Que se lembre tambem que o mesmo Emerson disse que o ambiente na Indy em nada se assemelhava à F1 no quesito relacionamentos. Ora bolas, voce se relaciona com os caras que vai tentar derrotar numa competição. E na Indy, por tudo que já foi publicado, essa forma de se darem uns com os outros favorece muito a condição psicológica, fator que pode motivar ou desmotivar um piloto. E motivação é fundamental em tudo.

Rubens vai para a sua nova fase profissional motivado para exercer a sua profissão, da qual não quer abrir mão de forma alguma, e isso representa não uma continuidade pura e simples e sim uma renovação. Outra categoria, outros lugares, outras pessoas, outras condições. Pergunto quem não anseia por novidades na vida? Elas podem ser muito estimulantes. E é justamente o estímulo que faz as pessoas acreditarem no que querem fazer.

Está claro para qualquer pessoa que acompanhou a carreira de Rubens que ele é um profissional competente e dedicado. Ninguem na F1 de hoje pagaria a um piloto para guiar um carro incrivelmente custoso se essa pessoa não fosse efetivamente capacitada para a tarefa. Rubens acumulou uma bela bagagem ao longo de 19 anos de F1 e isso segue junto com ele para a nova categoria. Além disso Rubens é um profissional de monopostos e isso é autoexplicativo. Vai pilotar agora um carro diferente dos anteriores mas com uma constituição semelhante e será uma questão de adaptação para que consiga obter o proveito desejado. Está mudando de modo e não de tipo, numa análise mais rudimentar.

Outro ponto muito favorável será a curiosidade que vai despertar a presença dele na categoria. Acho fácil, ao contrário do que muita gente pensaria, que Rubens consiga um fã clube maior ainda durante a sua participação na Indy. E esse fã clube pode lhe ser fiel por muito tempo pois Rubens está em plenas condições de pilotar por anos seguidos.

Rubens terá a chance de inserir o seu nome na corrida mais famosa do planeta, a 500 Milhas de Indianapolis. Isso tem valor? Teve para Emerson, Hill, Clark e outros expoentes do automobilismo mundial.

Enfim, Rubens vai levar o seu profissionalismo e amor ao esporte para uma categoria importante e com muito apetite para pilotar um tipo de carro de competição que guiou durante toda a sua vida depois da fase do kartismo.

Meu palpite??? Rubens faz nova carreira na Indy e segue na categoria. Ah, e vai sorrir bastante no pódium, com certeza. Será um novo Rubens.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Bom fim de ano à todos. Nos vemos em 2012, um ano que deverá ser bem melhor.


O final deste ano está sendo para o editor deste bloguinho um tipo de espera pela finalização. Quero dizer que, habitualmente aguardamos o fim de ano com uma certa expectativa pela alegria dos festejos. No entanto a vida pode mudar um pouco de rumo sem prévio aviso e o que seria uma festa pode acabar sendo uma ansiedade para que tudo passe e se esqueçam alguns incomodos do ano que está chegando ao final.

Desde Outubro deste ano que não tenho mais tempo para postar absolutamente nada por conta de problemas de saúde na família. Uma situação que gerou uma tal demanda na minha vida que mal dá tempo de me informar do que acontece. Por exemplo, as minhas costumeiras postagens de F1 sumiram porque nem as corridas eu consegui assistir. Estou envolvido com demandas das quais que não tenho como me afastar.

Para mim mesmo espero que no ano que vai se iniciar eu esqueça algumas tristezas que estou passando e que tenha uma vida melhor, mais produtiva, equilibrada e alegre. Lamentávelmente o meu esporte mais amado, o kartismo, vai se tornar nada mais que uma lembrança. Talvez tenha algum encontro esporádico nas pistas com os meus amigos, nada mais.

Nesse caso quero fazer um agradecimento pela amizade com a qual contei, dos meus amigos do Kart São Paulo onde nem tive condições de finalizar o meu campeonato desse ano. Nem na ultima corrida, de confraternização, eu pude comparecer. Quem sabe algum dia eu tenha uma chance de voltar para o kartismo mesmo que seja apenas para estar entre os meus amigos.

Apesar do ano incrivelmente difícil, devo ter uma oportunidade de agradecer aos meus eventuais visitantes, e desejar à todos um Feliz Natal e um ano de 2012 muito melhor do que este que está para finalizar. Estou com o franco sentimento de que 2012 será sim um ano melhor para todos, não apenas para mim. No ano que vem estaremos aqui novamente.

Feliz Natal

Feliz 2012

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Webber ganha em Interlagos contra a caixa de mudanças ‘alegórica’ do campeão Vettel

Como eu esperava a última corrida do campeonato de F1 foi mais uma festa que uma corrida. Mas foi interessante e teve momentos emocionantes, dignos de um encerramento de temporada. Pra variar o alemãozinho veloz, Sebastian Vettel, fez outra pole position e largou muito bem abrindo rápidamente dos outros participantes.

Aliás, nesse ponto Interlagos é a pista ideal para mostrar as diferenças entre as equipes e pilotos. Já na primeira volta a distancia entre o ponteiro e o último colocado deu a impressão de ser entre o S do Senna e a Junção. A tv não mostrou isso específicamente mas pelo tamanho da fila deu a entender que era essa a diferença.

A F1 do passado, que costumamos reverenciar continuamente, mostrava diferenças grandes em certas ocasiões. Mas atualmente elas são também constantes. Ou seja, não vejo nenhuma possibilidade das nanicas conseguirem encostar nas da frente, ainda que isso signifique andarem atrás delas.

Vettel e Webber, os pilotos dos dois melhores carros da temporada, tiveram tudo para manter o ritmo mais forte da prova. Mas o que não colou de forma alguma foi o problema de câmbio do carro de Vettel. As comunicações da equipe deixaram claro que pediram para ele mudar a faixa de troca das marchas num tipo de carro onde o que se busca é sempre o aproveitamento total. Assim, Vettel em um determinado momento abriu literalmente para Webber, e este pôde conquistar então a sua única vitória na temporada. O que fica estranho é que mesmo com o dito problema na caixa de mudanças Vettel conseguiu manter um ritmo forte o suficiente para não ser alcançado com facilidade pelos demais. Gostaria de encontrar alguem que me convencesse de que uma Red Bull com problemas na caixa de marchas ainda anda mais rápido que McLaren´s e Ferrari´s. Sorry Red Bull, mas isso fez parte da festa. Chamarei, portanto, essa caixa de câmbio de caixa alegórica. Aliás, foi o capacete do bi-campeão decorado com um tema carnavalesco.

Sim, houve outros momentos muito interessantes. Por exemplo a disputa entre Bruno Senna e Schumi. Bruno foi punido e eu entendo que está correto. Estava visível demais que o alemão vinha mais rápido e Bruno freou tarde demais para poder conter o carro tendo o alemão o ultrapassando por fora. Muita gente já deu X nessa condição e mesmo que Bruno não conseguisse um X, teria conseguido se manter bem colado no alemão e usar a asa na sequencia. Enfim, foi mais combativo do que as condições permitiam naquele momento.

Por falar em asa, o GP de Interlagos acabou se tornando uma genuína competição entre equipes. Nos 500 metros da reta as asas não faziam tanta diferença assim numa só passada e por isso as brigas ficaram mais restritas à performance natural do conjunto carro/piloto. No máximo as asas colaboraram para aproximações pela somatória de voltas. Achei que a decisão de se abrir asas apenas ali foi acertada e entendo até que deva permanecer. Torna a disputa mais livre de artifícios.

Eu esperava que Button conquistasse o vice-campeonato e assim foi. Ele é um cara muito preciso, técnico e constante. E pilota uma McLaren, carro que já mostrou aproveitamento melhor que a Ferrari nesse campeonato, por várias vezes. Button ganhou a parada na administração dos seus recursos e da sua atitude de pilotagem. Mereceu muito o título de vice. Já Hamilton, esse sim teve a sua caixa de câmbio não alegórica quebrada e foi-se uma chance de uma boa apresentação na ultima prova, coisa da qual ele é perfeitamente capaz.

Alonso fez o que o seu carro pode e mais uma vez ficou à frente de Massa, que já admitiu que 2011 foi o seu ano mais difícil na carreira. É uma questão que está dentro dele próprio. Quando foi o segundo de Schumi, pilotou no mesmo ritmo de um cara que anda muito, e ainda não parou de andar. Agora, na compania de Alonso a sua performance não é o ápice que foi quando ingressou na Ferrari. Acredito que em 2012 veremos um outro Massa, mais veloz e mais combativo. Acho que é apenas um momento ruim e nada mais.

Um que se saiu bem na ultima prova foi Sutil, que com o seu resultado mostrou que a Force India é mesmo uma nova força, e que ele pilota para ser rápido. Não vou estranhar se na próxima temporada a Force India começar a aparecer mais perto das outras e engrossar a briga pelas posições de pontuação.

Barrichello pode ter feito a sua última corrida mas isso só se saberá quando as equipes definirem as suas formações. Ele não quer parar e eu entendo que tem condições de pilotar um carro rápido. Mas as equipes pensam nos resultados delas e não nas carreiras dos pilotos. Aliás, li em algum ligar que não é mais Kimi o postulante da provavel vaga na Williams. Sendo assim, haverá um substituto dentro das pretenções da Williams ou isso resolve as dúvidas em relação a Rubens? Só perguntando ao Frank e eu não tenho ele no meu Face nem no Twitter e se tivesse tenho certeza que ele jamais me responderia.

Enfim, quero dizer que gostei da corrida, que foi um espetáculo interessante de ser visto. Mas mesmo assim ainda não gosto que Interlagos não seja um GP que influencie no campeonato, como já foi no passado. Acho que a data de Interlagos deveria ser alterada mas isso implica na existencia de mais um GP nessas paragens do planeta.

A parte que eu não vi, pois estava muito ocupado, foram as duas voltas de Nelson com a Brabham, quando na última levantou a bandeira do Vasco. Tudo bem, eu não gosto de futebol mas ele gosta, e alem disso ele tem 3 títulos de F1 e eu nem pilotar sei. Não vejo maiores problemas em relação à bandeira do Vasco. Mas os Corinthianos, ahh esses sim devem ter xingado Piquet até a última gota da sua gasolina.

sábado, 26 de novembro de 2011

Vettel é pole em Interlagos. Mas a grande atração do fim de semana será Piquet.

Meu blog parou por conta de responsabilidades das quais não posso pensar em abdicar e estão me consumindo tempo integral. Mas dá para escrever algo ao menos sobre a última corrida da temporada.

Particularmente falando eu não gosto que Interlagos seja a última corrida do ano. Sempre há a possibilidade de o campeonato ter o vencedor definido antes. Apesar disso já tivemos aqui em Interlagos um dos mais emocionantes finais de campeonato, quando Hamilton foi campeão, tendo Felipe Massa vencido a prova. Foi festa geral apesar do fato de Massa não ter conquistado o título.

Gostaria mais se Interlagos estivesse numa posição no calendário em que efetivamente influenciasse a definição do campeão. Sendo a ultima corrida do ano, com Vettel já coroado campeão da temporada, Interlagos dessa vez será nada mais que uma festa.

Apesar disso pode ser um espetáculo muito interessante. Button e Alonso estão com dez pontos de diferença e perto deles no grid estão Hamilton e Webber. Isso vai fazer a disputa pelo vice-campeonato ser muito acirrada. Eu aposto em Button, acho que ele tem gabarito de sobra para administrar os ataques e a estratégia. Mas nada impede que Alonso ganhe a briga.

Enquanto isso Vettel virou recordista de poles numa mesma temporada. É justificável Helmut Marko ter dito que o que mantém Vettel na equipe é a performance do carro. Vettel está lá para ganhar, guiando um carro vencedor. É um piloto acima de qualquer suspeita, do ponto de vista da capacitação, e é sem dúvida o favorito ao título de 2012. Mesmo com o título de 2011 nas mãos, o menino prodígio não pára de acelerar e dá show de pilotagem.

É bom lembrar que a primeira vitória de Vettel foi na chuva mas em um circuito muito diferente de Interlagos - Monza. Em outras palavras, sabe pilotar na chuva, muito embora já tenha patrocinado alguns problemas nessa mesma condição de pista.

Uma chuva faria uma grande diferença na corrida de Rubinho, mas nenhuma na sua carreira. Fala-se continuamente na sua aposentadoria mas ele mesmo não admite a idéia de parar de pilotar. Uma chuva seria uma chance de Rubens sair da sua provável ultima participação, com uma bela performance, coisa que em piso molhado ele já provou inúmeras vezes que é ótimo.

Não acho que o mesmo possa ser dito de Bruno Senna. Ele fez uma boa classificação mas tem um carro de meio de pelotão. Uma chuva não faria jamais esse carro andar melhor, talvez até o oposto. Fora isso é bom lembrar que Bruno está ganhando experiencia ainda e portanto não se pode esperar dele um tipo de reprodução do tio. Se Bruno Senna conseguiu a nona colcoação no grid em pista seca, o melhor para ele seria mesmo o seco, pois garantiria a performence de hoje, o que está muito bem para a última corrida do ano.

Mas, interessante mesmo será ver Nelson Piquet dando umas voltas com a Brabham. Na entrevista ele disse que há uma surpresa para amanha. Sejá lá qual for a surpresa, penso que o passeio do tri-campeão será mesmo o melhor do GP de Interlagos. Amanhã às 14:00 saberemos que surpresa é essa que Nelson promete. Aliás, ele é sim um cara cheio de surpresas.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

José Carlos Romano - em fotos

Recentemente publiquei sobre o piloto José Carlos Romano neste link aqui - José Carlos Romano - Yeah! - onde falei da sua carreira no automobilismo.

Agora recebo por email uma sequencia de fotos de José Carlos Romano nas pistas em diversas fases.
As fotos foram enviadas pelo seu amigo Adriano Oliveira. A sequencia não obedece nenhuma ordem específica. São imagens interessantes que guardam a memória de um tempo apaixonante do automobilismo nacional.

Muito obrigado pela valiosa colaboração, Adriano Oliveira.

Formula V
VW Divisão 3
F2 Heve

O blog seguirá - quando isso for possível

Mostre-me alguem que tem tudo que quer na vida e eu vou dizer que esta pessoa está vivendo num tipo de paraíso. Não existem vidas lineares onde nada muda e tudo dá sempre certo. É isso que fez este blog paralizar as suas publicações ultimamente.

Por conta de questões familiares que estão tomando toda a minha energia, não tenho meios de acrescentar novos posts. Saúde é uma coisa que pode tomar toda a tua disponibilidade numa determinada etapa da vida. Principalmente se voce é a única pessoa que pode se responsabilizar pela manutenção de um ente familiar, no caso específico quem te pos no mundo. É uma missão que não pode ser abortada antes da bandeirada.

O Amigos Velozes não acabou, mas no momento nem tenho condições de assistir as corridas de F1 e fazer os meus comentários, o que na verdade foi a tarefa mais simples à qual me dediquei no blog. Meu outro blog, o Entrada Franca, segue o mesmo caminho, parado no tempo sem nenhuma atualização. Mas seguirão em frente em algum momento que não deve tardar tanto assim.

Desejo Felicidades aos muitos visitantes que já passaram por aqui.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Carol Figueiredo - faz aniversário hoje uma lenda do kartismo e um grande amigo

Carol Figueiredo no seu escritório.
(imagem: Amigos Velozes)


Meu simpático amigo Carol Figueiredo completa hoje festejados 70 anos de uma existencia dinâmica e positivista.

Carol é um dos pilôtos que escreveram uma parte da hitória do nosso kartismo e automobilismo. O seu nome faz compania a outros grandes nomes que compõem a antologia desse esporte do qual surgiu um número considerável de praticantes que chegaram até às posições máximas no cenário internacional.

Na sua juventude ganhou do pai um MG e quem nessa época era a referencia na manutenção desses carros era Cláudio Daniel Rodrigues. Isso gerou uma amizade e o ingresso de Carol nas competições de kart tendo participado, entre outras, da primeira corrida da modalidade no Jardim Marajoara em 1960.

Foi nesse período do kartismo que Carol fez amizade com feras do nosso automolismo, como Wilson e Emerson, Môco, Luiz Pereira Bueno, Maneco, e muitos outros. Também é desse período uma história que lhe deixou uma marca no pescoço e que terminou de forma hilária. Numa prova de karts estava na liderança quando foi atingido por uma linha de uma pipa no seu pescoço. Maneco vinha atrás e capturou a linha e a amarrou no volante do seu kart. Venceu a corrida sendo seguido pelo papagaio.

Mais tarde Carol ingressou no automobilismo e entre outros fatos foi o vencedor da corrida inaugural do autódromo de Jacarépaguá. A sua carreira no automobilismo teve fim na prova mais trágica da história desse esporte no Brasil.  Em 1968 estava inscrito na 3 Horas de Petrópolis e foi um dos acidentados, batendo com o seu Mark I num poste. Foi retirado do carro pelo seu amigo Wilson Fittipaldi Junior. A mesma prova, pouco depois, deu fim à vida de Cacaio, sobrinho de Marinho. Carol teve fratura na coluna cervical e demorou muito para que se recuperasse completamente, tendo corrido um risco muito grande de perder os movimentos. Esta foi a sua última prova no automobilismo.

Mas isso não quer dizer que o gosto pela velocidade tivesse acabado. Carol esteve presente nos momentos do kartismo em que este definiu os seus rumos como esporte nacional. Voltou a pilotar karts no territorio nacional e em competições internacionais, como por exemplo o mundial da Bélgica. Encerrou a sua carreira no kartismo num acidente em que ficou sem freios no kartódromo de Interlagos e entrou a pleno numa cerca de arame farpado. Fato ocorrido nos idos do Super Kart. Foi a sua última corrida de kart.

Carol é uma pessoa muito ativa e muito envolvido com a sua vida familiar e os seus negócios. Segundo ele o pilôto precisa entrar na pista com a cabeça ocupada exclusivamente com a pilotagem.

- Quando voce tem outras preocupações, o seu trabalho, as duplicatas, as coisas da família, você não consegue pilotar. Então eu resolvi que era hora de parar pois tinha outras preocupações na minha vida.

O pai do pilôto Nonô Figueiredo, que pilota atualmente na Stock Car, é um dos meus amigos mais ativos, incansável batalhador e dono de um espírito invejável que não tem espaço para lamentações de qualquer tipo. Muito simpatico, muito amigo e cordial, nunca o vi reclamar de qualquer coisa e mantém uma atitude mental que faz inveja a muita gente com idade para ser seu filho. É casado com a artista plástica Wilda Maria, que possui um atelier em São Paulo com belas peças que fariam tôda diferença na decoração da sua casa.

Não é chegado da nenhum tipo de badalação e tive algum trabalho para conseguir a foto desse post, no seu escritório hoje pela manhã. Mesmo trabalhando normalmente todos os dias, Carol é um avô dedicado e reserva sempre um tempo para os seus netos, orgulho que hoje merecidamente ocupa o espaço de um outro da sua vida - uma bela vitrine de troféus na sua residência.

Feliz Aniversário Carol Figueiredo!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Jean Alesi na 500 Milhas de Indianapolis 2012

O frances Jean Alesi, que deixou a F1 no GP do Japão de 2001 após uma colisão com Kimi Raikkonen, piloto que mais tarde estaria na Ferrari onde o frances obteve sua única vitória no Canadá, anunciou que vai disputar a 500 Milhas de Indianapolis de 2012.

Alesi é membro da Lotus e segundo noticiado é parte da equipe de desenvolvimento do T125, um monoposto de milionários com características similares a um F1. Alesi deixou a categoria há muito tempo mas não ficou inativo, tendo disputado a DTM e a antológica 24 Horas de Le Mans.

Isso quer dizer que Alesi não disputa uma prova em monoposto há muito tempo. Não significa que não consiga pilotar um novamente mas ele mesmo tem consciencia das dificuldades que isso acarreta. Com 47 anos de idade, Alesi é mais novo do que muitos pilotos que disputaram a 500 Milhas no passado e pilotando carros mais potentes. A categoria hoje tem uma potencia inferior aos carros da época de Emerson Fittipaldi, o que não significa também que seja algo fácil de pilotar.

Uma das questões que geram incerteza é o fato de Alesi nunca ter pilotado em um oval. E como nunca esteve na Indy vai ter que passar pelos estágios iniciais, onde o primeiro é o rookie test. Correrá pela equipe da qual é membro e test driver e portanto contará com a atenção devida. Um ponto que vai tornar a prova um desafio pessoal é o preparo físico. A 500 de Indianapolis é uma prova muito longa e portanto muito exigente.

Vendo as características do T125 é possível inferir que os testes realizados com esse carro por Alesi lhe conferiram um crédito por parte da equipe para enfrentar uma prova como a 500 Milhas. A potencia do T125 é aproximadamente a mesma da Indy e isso conta no que diz respeito à aceleração em um monoposto. É o equivalente a dizer que o seu trabalho na Lotus o aprovou para a Indy.

Pelo que se viu do desempenho de outros pilotos da F1 ao mudarem para a Indy, e pelo histórico da categoria com pilotos madurões, penso que há uma possibilidade real de Alesi ingressar na Indy para uma temporada. Se tiver um bom desempenho na 500, terá passado num teste duro numa categoria onde nunca pilotou. Isso o qualificaria para um prosseguimento. Por enquanto é apenas essa prova. E o meu palpite é que ele pode começar muito bem. Aguardemos.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Pietro Fittipaldi - come il nonno

Pietro Fittipaldi, campeão em 2011 na Limited Late Models
(foto de Tatiana Fittipaldi, a Tia Tati)

Pietro Fittipaldi come il nonno ma lui ha solo 15 anni...

Pois é, repercutiu muito o feito do mais novo meteoro da família Fittipaldi. A notícia acima está no site do La República. Como o nonno Emerson, Pietro Fittipaldi é campeão de automobilismo, mas tão jovem (15 anos atualmente) que nem licença de motorista pode ter.

No último domingo Pietro Fittipaldi se tornou o primeiro latino-americano a vencer um campeonato em uma divisão da Nascar, no caso a Limited Late Models, pilotando na Lee Faulk Racing. Com apenas 15 anos e com uma trajetória vitoriosa no kartismo americano também, Pietro se torna uma promessa concreta no automobilismo. Tem o apoio do avô bi-campeão de F1 e campeão da Indy e da 500 Milhas de Indinapolis, coisa que evidentemente conta muito. Em poucos anos Pietro terá o corpo de um adulto formado e somado à isso a experiencia de ter disputado e conquistado um campeonato ao lado de outros pilotos mais velhos. É uma receita campeã e não vou estranhar que ele conquiste o seu próximo objetivo, ser campeão na Sprint Cup, a mais veloz da Nascar.

Pietro vai ser visto como herdeiro genuíno da família Fittipaldi, cujo avô Emerson amadureceu muito rápido no automobilismo e tem uma trajetória brilhante. Fazer previsões no automobilismo nunca deu certo pois corridas são autenticas caixinhas de surpresa. Mas se alguem me pedisse para dar um chute, apostaria em Pietro como um futuro ídolo do automobilismo americano pois, além do famoso sobrenome, aparece como um vencedor prematuro, coisa que muito poucos conseguem. Tem portanto um belo início de carreira e vai ter os olhares dos chefes de equipe voltados para ele, assim como foi com o avô na europa.

A foto do post, cedida por Maria Helena Fittipaldi, é da última corrida onde chegou em 9o. lugar, o que lhe garantiu o campeonato considerando-se a diferença de pontos para o segundo colocado, Tyler Church. É curiosa pois mostra o tamanho do campeão em contraste com o carro que pilota. Mais ao fundo o capacete com o design igual ao do avô.

Toda a família Fittipaldi está orgulhosa do resultado de Pietro, como por exemplo sua mãe Juliana. Mas alguém mais na família tem motivos muito pessoais para sentir muito orgulho do garoto vencedor. Seu bisavô Wilson Fittipaldi, o Barão, narrou a vitória de Emerson na F1 em Monza e muito tempo antes foi tambem o narrador da primeira corrida de karts do Brasil. Do lado de fora da pista seu filho Emerson, assitiu o irmão Wilson disputando a prova antológica pois, segundo consta, Emerson não tinha idade para participar segundo os padrões da época. Hoje o Barão vê ninguem menos que o bisneto vencendo um campeonato de automobilismo fora do Brasil, e ainda por cima numa idade onde teóricamente estaria no kartismo. Isso torna o Barão o dono de um acervo de memórias familiares que faria inveja a qualquer um. E um felizardo que ainda assiste a família a escrever história.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Quem pode salvar o nosso povo da obscuridade cultural?

Reproduzo abaixo o link de um post do blog Autos&Máquinas do Roberto Costa. Vale a pena ler.

Salvem o Museu do Automóvel de Brasília!


Sem querer me aprofundar em comentários, vou colocar a minha opinião sob um ponto de vista global, sem especificidades. Vivemos numa sociedade muito complexa onde os nossos valores são na maioria dos casos fundamentados em imediatismos. Vivemos continuamente em função de resultados, o que na prática é a realidade da vida. No entanto, na vida pessoal acrescentamos pouca atividade, e o tempo requerido correspondente, em coisas que não são produtivas. E quando o fazemos não é pelo nosso crescimento interior e apenas para o nosso lazer. Isso coloca a cultura num plano de inferioridade indigno com o valor intrinseco que tem. E finalmente, como um país de população predominantemente jovem, o passado é coisa que tem poucos anos relativamente falando no computo global da nossa história, e acaba também não recebendo nenhuma forma de valorização. Por isso, coisas como um museu como esse está condenado a fechar as portas e perder todo o seu acervo. É, na opinião de muitas pessoas dessa nossa sociedade, uma coisa dispensável. E infelizmente essa idéia é generalizada. Não custa lembrar que estamos na iminencia de ter o nosso mercado inundado por carros chineses de qualidade muito duvidosa, ao mesmo tempo que enterramos a história do nosso próprio esforço e capacitação no nosso passado. É quase o mesmo que dizer que na prática em algum momento da nossa história nós não existimos.