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domingo, 25 de setembro de 2011

Vettel vence em Cingapura e torna a conquista do título uma barbada

Sem sinal de tv me restou assistir as últimas 5 voltas na tv da padaria, quando vi Vettel na frente seguido do competitivo e preciso Jenson Button, vice-líder do campeonato. Mais atrás Webber que outra vez largou mal, segundo o que eu li na internet. Em quarto o espanhol ferrarista que tinha chances de superar Webber no final mas não deu. Webber é um cara esquisito. Classifica bem, pilota bem e larga mal. Se melhorasse nas largadas iria dificultar muito a vida dos outros. Assim, eu digo que Vettel é o matador atual da categoria pois está ganhando o campeonato sozinho lá na frente. E nas suas condições a vantagem que tem torna o bi-campeonato uma barbada realmente.

São nove vitórias, 11 poles, e não subiu no pódio apenas uma vez, na Alemanha onde também foi a única vez em que largou na segunda fila. Restando agora cinco provas para o final, nada há que indique a possibilidade de fracasso. No panorama atual do campeonato, as brigas interessantes serão entre Button e Webber, e na minha opinião com Alonso tentando entrar no meio. Mesmo sendo o piloto que é, Alonso não pode tirar mais do que está conseguindo da sua Ferrari nesse ano. Depois de 14 provas as capacidades das equipes estão já bem delineadas e os resultados falam por si dando uma noção confiável de previsibilidade.

Coisa que na verdade pode mudar no curso das ultimas 5 provas. Alonso está a apenas um pontinho de Button e Webber dois pontos apenas atrás do espanhol. Portanto esse final de prova de hoje é um cenário que deve se repetir nas últimas cinco entre esses três. E como as diferenças são muito pequenas, as brigas devem ser grandes espetáculos.

Hamilton tem, matemáticamente falando, chances de se enfiar na briga mas 2011 decididamente não é o ano do ingles. Embora seja campeão do mundo como Button, este está mostrando muito mais maturidade e combatividade. Mas se Hamilton tiver um pouco mais de cabeça fresca e se arriscar a seguir o seu companheiro, pode muito bem se ver na chance de disputar com ele a segunda colocação do campeonato.

Massa teve problemas nessa corrida e outra vez precisou fazer trabalho de recuperação. Para ele esse campeonato práticamente não existiu. Rubens dessa vez ficou atrás de Maldonado, enquanto que Bruno ficou à frente de Petrov. Di Resta, que vinha fazendo um campeonato apagado conseguiu um sexto e mostrou que a Force-India é mesmo uma nova força em surgimento. E Sutil, seu companheiro, terminou duas posições atrás.

Di Resta foi o ultimo a terminar na mesma volta do lider. Dos 20 carros que terminaram a prova, apenas 6 terminaram na volta do líder, sendo que as lambretas da Hispania tomaram 4 voltas. Aliás, acho que isso é tema para outro post a respeito tanto das corridas como das classificações. A Hispania cumpre com o quesito de performance mínimo para estar no grid, porém de maneira repetitiva pois não consegue progredir nunca.

Só espero que na próxima prova, Suzuka, a minha tv tenha sinal. O que correr o risco de não dar sinal sou eu mesmo pois a prova é às 3 da matina. Seria frustrante ter a tv funcionando mas eu dormindo.

sábado, 24 de setembro de 2011

F1 de muitas ultrapassagens e desequilíbrios maiores ainda

Há uma questão que não deixa dúvidas nesse campenato de 2011 da F1, há muito mais ultrapassagens. Há também mais corridas e uma nova pista na India. Mas o equilibrio não é o que sugere a melhora da Ferrari e da Mercedes. O campeonato está sendo dominado completamente pela Red Bull. Até aí tudo bem porque em todos os anos uma equipe se sobressai. Não tem nada a ver com um carro imbatível, é a equipe que se tornou imbatível. Carro bom com piloto ruim não dá em nada e a inversa é verdadeira. Portanto a Red Bull é nesse ano a equipe que tem esse conjunto nas melhores condições do grid da categoria.

Mas ao mesmo tempo que as disputas estão se tornando mais interessantes, o desequilíbrio está mais visível ainda. Em 2009 Button foi campeão pela equipe que era um espólio da Honda e quem nem sabia se conseguiria disputar o campeonato. Mesmo sendo muito eficiente em todos os aspectos, a Red Bull terminou 20 pontos atrás e a McLaren amargou um sofrível terceiro lugar mas com apenas um pontinho de diferença para a Ferrari. Em quinto veio a Toyota com apenas 10 pontos atrás da Ferrari.

Em 2010 a Brown tornou-se a Mercerdes GP e agora no seu segundo ano na categoria está em quarto lugar no campeonato, tendo crescido nas ultimas corridas. No campeonato do ano passado a iniciante Mercedes GP formou com Rosberg e Schumi e portanto não se poderia esperar uma performance significativa. Assim a Red Bull e a McLaren viram sair da sua frente a Brown e terminaram em primeiro e segundo, respectivamente.

Mas as diferenças de pontos ficaram dentro do que se pode considerar coerente na categoria, com 44 pontos entre a Red Bull e a McLaren. A Ferrari continuou atrás da McLaren e terminou dessa vez em terceiro. E a iniciante Mercedes GP ficou em quarto no seu ano de estréia.

Foi no ano passado que ingressaram as tartarugas Virgin e Hispania. que ao lado da Lotus não somaram nenhum ponto. As tres com os moteres Cosworth, os mesmos utlizados pela Williams que anteriormente usava os Toyota. Das 12 equipes que disputaram 2010 apenas 9 marcaram pontos, sendo que a nona desse grupo poderia ser descartada no computo, a Toro Rosso, pois marcou menos da metade dos pontos da oitava,  a BMW-Sauber.

Pole de Vettel em Cingapura. Por mim esse título seria definido amanhã mesmo.

Vettel mandou o sapato outra vez e cravou outra pole incontestável. Atrás dele vem o seu companheiro Webber. Para o meu gosto particular esse título seria definido amanhã com a vitória (inevitável em 2011) de Vettel. Mas estão lá na frente do grid os pilotos que disputam a segunda colocação. E conforme o resultado de amanhã a decisão vai ficar para o Japão.

A razão pela qual eu gostaria que o título fosse decidido amanhã se refere justamente à grande antecipação que Vettel criou nesse ano, tanto que apenas se aguarda o momento de anunciá-lo campeão. Depois de Cingapura há mais 5 provas e se Vettel se tornasse campeão amanhã teríamos mais 5 disputas eletrizantes pelo segundo lugar no campeonato. Seria um tipo de playoff do segundo pelotão. Isso faria as últimas corridas do ano terem a atenção voltada não para o vencedor da prova específicamente mas para as posições de chegada e as disputa concernentes, que possívelmente devem arrancar faísca na pista.

O campeonato desse ano tem uma expectativa a mais que é a pista de Nova Delhi. E no final tem Interlagos onde o clima costuma interferir na disputa. Acho que se isso tudo tivesse a atenção voltada para as disputas em pista entre Alonso, Button, Webber e Hamilton, teríamos algo do tipo um campeonato extra de lambuja no final do ano.

Mas amanhã desde que Webber largue bem, coisa que às vezes falha, vamos ver uma briga de equipes muito bôa com o australiano fazendo as vezes de defensor dos concorrentes mais atrás. Um trabalho estressante para ele porque o melhor seria que ganhasse a corrida ao invéz de ajudar Vettel a fazer isso. Webber está em quarto no campeonato e uma vitória lhe caíria muito bem. Se eu fosse chefe de equipe nas atuais condições, iria pensar na possibilidade de inverter essas posições na corrida para tentar uma vitória de Webber com Vettel em segundo.

A Red Bull será sem dúvida a campeã nesse ano e uma dobradinha que desse mais chances de um segundo lugar para Webber e mais dificuldades para os outros, seria interessante para a equipe. Em outras palavras, vindo amanhã ou no Japão o título de Vettel, acho que depois disso o alemãozinho vai ser convocado a fazer um trabalho extra no final do campeonato, ajudar o seu companheiro a ser segundo.

A questão é que Button, um sério candidato a segundo colocado, está colado ali neles. E acho sinceramente que Webber precisará da ajuda de Vettel nas ultimas corridas para tentar fujir de Button nos pontos. Button está mostrando crescimento na performance nas corridas e pelo visto amanhã promete o mesmo.

Há uma coisa que tem a possibilidade de mudar a história da corrida amanhã. Alguém repetir a performance do Koba hoje na classificação. Se isso acontece do meio para o final da corrida, o que poderia estar definido se transforma em outra largada e possível mudança de estratégia, conforme o panorama das trocas de pneus.

De toda forma, acontecendo o que venha a acontecer, a corrida de amanhã vai gerar definições importantes no campeonato. Até é possivel dizer que a disputa pela segunda colocação desse campeonato pode começar a tomar forma concreta amanhã. E é claro, é bom não esquecer que nisso há muros e zebras.

domingo, 11 de setembro de 2011

Monza - deu Vettel de novo. Pode começar a festejar

Vettel é o cara que mais motivos tem para ser o mais alegre da F1 nesse ano. Está com o campeonato no colo. É absolutamente sensato pensar no seu bi-campeonato mesmo restanto ainda 6 provas para o final. A diferença entre êle e Alonso é de 112 pontos, restanto 150 pontos a serem disputados até a ultima prova. Isso é claro que coloca Alonso como candidato, matemáticamente falando. Mas a performance da Ferrari não garante que possa bater o melhor pilôto no melhor carro, Sebastian Vettel.

Vettel é precisamente isso, o melhor piloto da atualidade conduzindo o melhor carro. Na tabela de velocidades máximas Vettel figura em 3o. atrás das McLaren´s. Como andou práticamente a corrida tôda na frente, não pôde fazer uso da asa móvel, caso oposto das McLaren´s. Além disso está vencendo o campeonato sózinho. Mais uma vez não contou com a proximidade do seu companheiro Webber, que dessa vez largou sem problema mas acabou saindo da prova. Portanto, como se diz por aí Vettel é mesmo o cara.

Vettel venceu na mesma pista onde venceu pela primeira vez. A difrença entre a primeira e esta é tempo. Na primeira vitória em Monza choveu e hoje foi sol durante tôda a prova. E portanto as velocidades e desgaste de pneus foram os componentes mais significativos do cenário.

Numa largada espetacular Alonso pulou da 4a. posição para primeiro mexendo um pouco com as lonbrigas dos tifosi, ao mesmo tempo que Liuzzi lá atrás foi o primeiro a alterar o cenário da prova. Veio descontrolado girando na grama em alta velocidade até atingir na chicane o carro de Vitaly Petrov. Junto entraram nessa confusão Rosberg, Kobayashi e Rubens. Assim a volta hum termina em safety car e a asas pdoeriam então serem usadas só mais algumas voltas à frente depois de outra relargada.

sábado, 10 de setembro de 2011

Monza - duas épocas, duas emoções distintas.





Há duas pistas no mundo que podem ser consideradas como capitais do automobilismo, Indianapolis e Monza. Vencer uma prova em Monza tem o mesmo significado que tem para os americanos uma vitória em Indianápolis. Não é para menos, são duas pistas tradicionalíssimas e de velocidade muito alta. No caso da pista americana, velocidade plena o tempo tôdo, e em Monza uma mescla desafiadora de trechos de alta velocidade e freadas muito fortes.

Emerson Fittipaldi tem o que eu qualificaria como uma corôa universal do automobilismo por ter sido capaz de vencer nas duas pistas. Fora isso venceu também o campeonato no mesmo ano em que venceu nelas. É literalmente o mesmo que se tornar uma referência única no seu meio, como alguém a ser batido.

Amanhã Vettel, que fez hoje mais uma pole, é claro candidato à vitória na mesma pista onde venceu pela primeira vez com apenas 21 anos. Para vencer em 2011 não precisa mais ganhar tôdas as corridas, o que não significa que não corre para vencer. Faltando 7 provas para a definição do campeonato, a atenção estará voltada para Webber, Hamilton, Alonso e Button, os quatro que vão disputar com unhas e dentes a segunda colocação no campeonato de 2011.

A pista de hoje oferece o mesmo tipo de dificuldade do passado, encontrar um compromisso entre velocidade muito alta e performance em curvas de baixa. É tão singular essa pista que o pole de hoje, Vettel, foi quem registrou a mais baixa velocidade máxima. Já Alonso conseguiu um bom tempo de volta junto com a quarta colocação nas máximas. Uma bela combinação desde que não signifique consumo de pneus.

Mas para os brasileiros ávidos por uma surpresa de um conterrâneo nas pistas européias, não temos nada a esperar. Massa tem a metade dos pontos de Alonso e assim conseguirá no máximo lutar pelo 3o. lugar no campeonato. Isso se a equipe não lhe mandar um pouco mais atrás em algum pit stop. Barrichello faz o que pode com um carro claramente deficiente e mais uma vez é o mais rápido entre os Cosworth. Bruno Senna está pela primeira vez dando os seus passos mais firmes na categoria. E terá amanhã à sua disposição um jogo de pneus zero quilômetro, poupado hoje durante o Q3.

Curiosamente, em 1972 também havia 3 brasileiros no campeonato, Emerson, seu irmão Wilson e José Carlos Pace. Mas o GP de Monza de 1972 foi incomparável. Neste, Emerson por pouco mesmo não largou. O carro titular ficou destruído num acidente com o caminhão da equipe. A solução foi usar o reserva. Ocorre que o reserva era o mesmo chassi de 1970, ano em que faleceu o seu companheiro Jochen Rindt num carro igual. Aliás, é bom lembrar que esse deve ter sido o dia mais solitário da vida de Emerson na F1. Tomou café da manhã com Rindt. Horas depois ele, Rindt, estava morto. E depois John Miles retirou-se das pistas. Portanto, Emerson se tornou o primeiro sobrevivente brasileiro em uma equipe de F1. De um momento para o outro, de terceiro pilôto passou para possível desempregado solitário e na sequência pilôto titular. Possívelmente deve ter sido a sensação de terem apagado as luzes sem que isso tivesse sido solicitado, bem no comêço da festa.

Mas, voltanto a 1972, Emerson tinha reais chances de ganhar o campeonato mas o carro com o qual fez os pontos para isso estava destruído num acidente. O outro carro de dois anos antes, era o mesmo mas sem as evoluções de engenharia que diferenciavam um do outro. Não quer dizer que fôsse um carro necessáriamente inferior mas não era o titular. Para piorar as coisas o tanque de gasolina vazou e têve que ser substituído pouco antes da largada. Naqueles anos não se faziam pit stops. A corrida começava e daí em diante era uma longa espera para o final.

Ao final da corrida tendo levado o carro na ponta dos dedos para que não quebrasse, venceu a prova consciente de que também era o campeão do mundo daquele ano, o primeiro brasileiro a vencer um campeonato de F1. E ainda por cima conquistando esse título num autódromo lendário, num autêntico templo do automobilismo mundial.

Isso causou um grande impacto na mídia internacional, e no Brasil Emerson passou de conhecido pé pesado para o mais ilustre pilôto de automobilismo. Foi noticiado, festejado, admiarado por tôdos. Tornou-se também a pessôa que polarizou a atenção do brasileiro no esporte. Nosso maior esportista na época, Pelé, estava indo para a aposentadoria e precisávamos de um substituto espetacular. Emerson era essa promessa pois já era vencedor, tornou-se campeão, e era natural pensarmos que poderíamos esperar mais vitórias em corridas e campeonatos.

Monza é sem dúvida um divisor de águas nas nossas lembranças do automobilismo. Também Nelson, Ayrton e Rubens venceram em Monza. Vencer nessa pista é uma evidente demonstração de capacidade e seja lá quem for o vencedor merece os louros da vitória. Mas por mais emocionante que venha a ser a corrida de amanhã, nada se compara ao grande impacto que nos causou a mesma de 39 anos antes. E mais, observem as corridas em Monza naquela época e verão que os carros andavam mais próximos do que o farão amanhã. Vencer em Monza não era para qualquer um, era genuíno desafio mesmo para um pilôto experimentado.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Para o meu gosto ainda falta mais um capítulo na história de Barrichello

A atual temporada F1 está chegando ao fim e começam os contatos entre equipes e pilôtos. Pode haver troca de posições, saída da categoria e entrada de novos pilôtos. Quem acompanha F1 há décadas como eu já se acostumou com as notícias desse período dos campeonatos.

As equipes de F1 vivem contínuamente a batalha pela continuidade na categoria, o que inclui a contratação de pilôtos que possam trilhar uma carreira em termos de longo prazo. É um clube fechadíssimo e uma contratação fecha as portas para outras. Errar numa hora dessas pode trazer desconfortos futuros. No automobilismo cada corrida é uma nova guerra mas o olhar está contínuamente voltado para o futuro.

Rubens Barrichello está vivenciando outra vez uma situação com a qual já se acostumou depois que deixou a Ferrari. A incerteza de continuidade na temporada seguinte. Ou acerta com a Williams ou encontra outra vaga. Seja lá como for, mesmo ainda em condições de pilotar é óbvio que está fazendo as últimas corridas da sua carreira.

No passado Schumi foi o cara que entrou na F1 para liquidar as chances do brasileiro ver outro compatriota seu campeão de F1. Primeiro foi Moreno que teve a vaga comprada na Benetton. Depois Piquet que encerrou a carreira na mesma equipe e por fim Senna que faleceu bem na frente de Schumi.

Rubens nessa época se tornou um alvo fixo da torcida e da mídia nacional de um momento para o outro. Era inciante, muito jovem e não tinha condições de suportar tal nível de expectativa sem sofrer os impactos de uma situação dessas. Na Ferrari Rubens deu sequencia na sua carreira de pilôto mas, infelizmente numa condição em que a bola da vez era o alemão. Ninguem pode negar ter visto Rubens copiar inúmeras vezes os tempos do alemão mas sendo forçado a permanecer atrás. Isso acabou virando tema do noticiário internacional.

Quando Bruno Senna ingressou na categoria, imediatamente o clima de desejo de vitórias reapareceu, óbviamente amparado apenas no sobrenome. O carro própriamente garantiria no máximo uma largada na última fila, o que naquele caso já era um resultado louvável.

Infelizmente Kubica se acidentou sériamente nesse ano e Heidfeld foi escolhido no lugar de Bruno. É claro que mesmo Petrov tendo mostrado ser um pilôto competente, isso não justifica necessáriamente a entrada de um novato no lugar de Kubica. Fala-se de uma possibilidade de retorno de Kubica. Vejo isso como uma dúvida imensa. E se voltar nada pode ser suposto a respeito da sua performance durante uma competição. Se o caso é fazer qualquer prognóstico prefiro ser mais cuidadoso e não contar com o retorno dele.

Acredito mais na continuidade de Senna pois entrou com dinheiro e também com vontade de brigar. Em Monza com certeza será mais conservador e vai fazer o que for possível para terminar bem a corrida. E acho que isso mesmo pode definir a preferencia da equipe pela sua permanencia, desconsiderando-se aqui questões contratuais dos outros pilôtos.

Assim, entendo que a Renault pode não mudar a sua formação atual para o ano de 2012. Mas pode também querer justamente Bruno na Williams, que usará esses motores na proxima temporada. Não acho isso muito provável dependendo como for a performence de Bruno nas últimas corridas desse campeonato.

Mas caso a Williams seja uma realidade factível para Bruno, para onde irá Rubens?

Há bem pouco tempo Rubens disputou com Button o campeonato na Brown. Por pouco, antes disso, os dois não deram adeus à categoria. E a Brown se tornou uma espécie de redenção para êles. Hoje Button acelera os motores Mercedes na McLaren tendo outro camepão como companheiro. Na prática não há nada que justifique a McLaren mudar a sua dupla. Também o mesmo ocorre na Red Bull, que usa os Renault, e que deve ter Vettel definido como campeão dessa temporada, sendo a equipe a campeã dos construtores.

Na Ferrari continuam no team, Fernando Alonso e Felipe Massa. Na Mercedes, que aparentemente apenas na próxima temporada deve sair da fase de ‘implantação’, estão Rosberg sempre andando na frente de Schumi, e êle próprio que apesar de ainda combativo não tem mais a velha performance e não passará da próxima temporada.

Portanto a substituição de Schumi são favas contadas. E o provável ocupante desse cockpit deve ser um novato ou até mesmo Nick Heidfeld que possívelmente venha a romper com a Renault. Olhando na classificação do campeonato de construtores a Williams aparece num distante nono lugar. No campeonato desse ano Rubens terminou 9 das 12 provas. Em 7 dessas foi o melhor classificado entre os que usam motores Cosworth. Acho que isso depõe a seu favor.

Quero dizer com isso que Rubens tem condições de acelerar mas claramente não tem carro suficiente. Mas as equipes mais eficientes estão com os seus quadros definidos e a única certeza de saída é do alemão.

Com quem os pilôtos conversam nessas horas só êles sabem, são segredos bem guardados. E é claro que Rubens faz os seus contatos profissionais, assim como os outros. Para tentar disputar ponta de outro campeonato Rubens precisaria de vaga onde não há. E com chances tão pequenas à vista eu passo a desejar de forma um tanto sarcástica a entrada de um brasileiro num lugar que daria sentido à idéia de fechamento de um ciclo, no melhor estilo ‘a vida dá voltas, não apenas a F1‘.

Como se sabe, tudo na F1 deve atender antes de mais nada ao chefão Bernie. Tudo é possível desde que êle esteja de acordo. É também sob o manto dos seus desejos que Schumi teve a oportunidade de escrever mais um capítulo da sua história já vitoriosa. Na Williams as coisas são muito duvidosas e na Mercedes é certo que haverá uma vaga, apenas não se sabe quando. Respeito o Schumi como pilôto mas acho que a F1 deve essa ao Rubens. E tenho sinceramente o sentimento de que êle tiraria um belo proveito disso. Afim de ser uma história completa, acho que ainda falta mais um capítulo. Tomara que seja escrito. Os finais é que costumam valorizar a história tôda.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Tom Cruise - ator ou símio hiper dotado?



Escrevo no último domingo e os eventos aqui citados eu não acompanhei e nem me interessei. No canal Youtube da Red Bull foi postado o vídeo aqui compartilhado no final do post, em que o ator Tom Cruise pilotou o Red Bull F1 do ano passado. Seu instrutor foi David Coulthard, hoje aposentado da F1.

Fez-se algum alarde da façanha que óbviamente se trata de ação de marketing. Na transmissão de domingo da F1, Galvão Bueno anunciou matéria sobre Tom Cruise pilotando F1 a ser exibida naquele mesmo dia à noite na Globo.

Há alguns anos o tri-campeão Niki Lauda disse que até um macaco pilotaria um carro de F1 atual. Depois disso, com mais de 50 anos, com uma barriguinha bem desenvolvida, típica de austríacos amantes da cerveja, usando óculos e sem pilotar há uma década, entrou num carro de F1, não me lembro de qual equipe, e foi sentir de novo a sensação de andar no monoposto mais veloz do automobilismo.  Se não me engano ele andou 12s mais lento que o tempo de pista para aquele carro.

Achei que andou demais para as condições dele. Êle mesmo resolveu parar de pilotar na McLaren quando teve um ano inexpressivo e viu que era a hora de pendurar as luvas e capacete. Aliás, ele disse precisamente isso outro dia sobre Schumacher. Estamos falando aqui de alguém que além de ter cumprido todas as etapas de aprendizado que levam à F1, conseguiu ganhar campeonatos e por muito pouco mesmo não perdeu a vida num acidente horrível que lhe deixou marcas no rosto para sempre. Portanto, alguém que pode ser considerado referencia na matéria.

Tom Cruise tem 49 anos, é ator profissional, já pilotou carros de turismo ou protótipos como amador, mas jamais seguiu a trajetória do profissional que chega até a F1. É só ler a montanha de relatos que há na internet e qualquer um vai entender que é um caminho bem difícil do ponto de vista da capacitação. E só logra êxito quem começa cêdo e não tarde.

Tom Cruise não é um macaco mas não pilotou um F1. Não um com as mesmas características do carro que vai para as pistas de competição. Além disso, no vídeo é possível ver duas coisas muito significativas. O que pode ser chamado de área de escape naquela pista é um imenso descampado sem obstáculos imediatos ao lado da pista.

Numa rodada no final do vídeo Tom Cruise consegue retornar. No entanto já vimos inúmeras vêzes carros de F1 ficarem entalados em algum lugar fora da pista porque estavam com o assoalho encostado no chão devido à altura incrivelmente pequena no fundo. É, por exemplo, o que às vezes chega a impedir um carro de F1 de andar em aguaceiros pois o espaço livre embaixo chega a ser tomado pela água conforme o volume da poça.

É claro que esse carro da Red Bull teve um ajuste que permitisse que uma pessoa não condicionada a um carro tão arisco quanto o F1, conseguisse guiá-lo. A altura, que permitiu que êle voltasse à pista vindo da terra, é apenas um dos ítens. Há outras coisas como a curva de potencia, a regulagem eletronica do diferencial, a pressão da suspensão, dos pneus e sabe-se lá mais o que. Por falar em pneus logo, no início do vídeo pode-se ver que os pneus, slicks, já tinham rodado, óbviamente nas mãos de Coulthard, que também deixou o carro com os ajustes do volante mais convenientes para um leigo da categoria. E também a recomendação de não mexer em nenhum deles.

Mais uma coisa que somente um vídeo mais longo poderia mostrar, é o traçado no qual ele fez, se não me engano, 22 voltas. Sim, ele sabe pilotar mas andar no traçado ideal é outra estória e estamos falando aqui de um carro de 800 hp´s que ganha velocidade muito rápido.
Apenas para lembrar, fiz uma conta no sábado conversando com o Tchê, lendário preparador de karts espanhol. Com o meu peso atual, sentado em um kart de competição o peso total deve estar em torno de 160 kg´s. Andei no ano passado em Interlagos com um kart do Tchê em que ele estava testando um desenvolvimento seu em motor 2 tempos.

A potencia ele estima (mas não mediu) em 30 HP´s. Isso dá uma relação peso potencia de pouco mais de 0,5 HP por quilo. Nessas condições e com um motor que sobe muito rápido de giro, em certo momento enfiei o pé de uma vez em linha reta e o kart chicoteou a traseira. Também senti a pressão nas costas. Seria fácil ter rodado ali nessa hora, e estamos falando de um carrinho que chega a no máximo 125 km/h no final da reta do kartodromo de Interlagos.

Um F1 deve ter um peso mínimo de 640 kg´s e tem potencia proxima de 800 HP´s. Isso dá 1,25 HP´s por kg. Nem posso imaginar a sensação de acelerar uma coisa dessas. Mas quem procurar na internet vai achar um vídeo de um jornalista europeu que foi fazer matéria sobre a sensação de acelerar carro desses. E quando finalmente conseguiu sair do box sem apagar o motor teve um trabalho fenomenal para se manter em linha reta e mais ainda para frear o carro, quando inevitávelmente rodava.

Enfim, caso Tom Cruise seja um macaco disfarçado de ator americano, deve ser um símio hiper dotado pois conseguiu dar 22 voltas num carro que até Niki Lauda teve uma imensa dificuldade de guiar. O grande atrativo que eu vi na F1 foi ver caras andarem num carro que jamais me deixariam sentar, em condições que eu jamais conseguiria guiar. E aí eu me pergunto se a F1 de hoje realmente não é mais a mesma. Fiquei com a estranha sensação de que não é.

( imagem: Canal Youtube da Red Bull )

domingo, 28 de agosto de 2011

Globo e F1 - duas coisas pouco compatíveis.

A corrida de Spa foi ótima para um público que já chegou a dormir num passado recente onde a F1 era um autentico autorama de bilhardários. Mas o que foi bom na corrida está restrito ao que aconteceu na pista.

Assisti a transmissão da Globo porque não tenho outra alternativa. E acho honestamente que está na hora de cair a ficha para a Globo. É claro, é evidente e compreensível que a Globo vai fazer o que é necessário para justificar o dinheiro ganho com as cotas de patrocínio. Nisso não há o que discutir. Mas também acho que passou ha muito tempo a hora de rever um formato que já não dá mais para aguentar. Uma coisa que às vezes torna a corrida uma tortura para o público. A Globo é imposta goela abaixo para o público. E como se trata de exclusividade é o público que deve engolir e não a Globo que deve ser aceita. No melhor estilo ‘se quizer é assim’.

Sei de gente que conhece o Galvão pessoalmente, que ele é um cara gente bôa. Com o Reginaldo eu falei rápido apenas duas vezes e me deixou a impressão de que é tranquilamente um dos jornalistas mais simpáticos do Brasil. De Burti a única coisa que eu sei é que pilotou na F1 e agora está na Stock. Jamais ouvi algum comentário sobre a pessoa dele.

Assim, eu começo a minha crítica de forma muito diferente das manifestações esculhambadas de pessôas ofensivas que mostram nas arquibancadas placas contedo “Cala a bôca Galvão”, “Vai tomar.......Galvão”, e assim por diante. Penso que se o público espera para si algum nível de respeito vai ter que entender que deve dar o mesmo antecipadamente.

Por isso entendo que não se pode debitar isoladamente ao Galvão Bueno os eventuais desacertos ou incomodos da narração. Aliás, nesse aspecto tenho motivação que não quero colocar aqui para justifiar o que digo.

Spa - Vettel vence, Button dá aula de pilotagem e Schumi faz a festa

Na pista onde Schumi comemora 20 anos de F1 e Rubens completou 300 GP´s no ano passado, as disputas apertadas fizeram a festa mesmo, muito embora a transmissão monopolista tenha conseguido a proeza de dar um show de besteirol. Mas isso não atrapalhou a única coisa válida no evento, o que acontece lá no asfalto. Foi uma ótima corrida.

Vettel venceu em Spa e assim retorna ao seu lugar ´natural’ de vencedor que pilota o melhor carro da categoria. A Red Bull é efetivamente a bola da vez e para vencer corridas precisa de piloto à altura do equipamento e Vettel é essa pessôa. Portanto, entendo que ele fez hoje o papel esperado.

Mas como já coloquei em outro post anterior, a briga a ser observada nas última corridas desse campeonato é entre os pilôtos que disputam as pontuações de segundo para trás. Alonso, Webber, Button e Hamilton são os caras que representaram o que poderiamos chamar de as disputas principais na corrida. Hamilton não pode faltar nessa lista porque tinha condições de dar trabalho à todos ali na frente e acabou participando da definição do resultado de forma dantesca num toque inesperado com o japonês pé de chumbo.

As duas primeiras voltas foram até confusas por conta das condições iniciais. Bruno largou pela primeira vez na vida entre os dez carros mais rápidos do planeta e ainda por cima no lado sujo, e numa pista onde a primeira curva é literalmente uma esquina estreita. Partiu para a busca da sua posição tentando acompanhar os outros mas não freou cêdo o suficiente e bateu com Alguerssuari. Este último saiu da prova. Até que o estrago não foi dos piores, Bruno ficou encaixotado e poderia muito bem ter patrocinado uma grande lambança.

Ao final da segunda volta as posições eram Rosberg na liderança, que fez uma largada brilhante, seguido de Vettel, Massa, Hamilton, Alonso e Buemi. Webber mais uma vez largou muito mal e perdeu várias posições. Como eu coloquei aqui ontem, seria muito interessante ver o que Schumi conseguiria saindo das catacumbas da última posição. Na segunda volta era o 14o. colocado. Lá na frente na primeira colocação o seu companheiro Nico mostrava que a Mercedes é carro para disputas fortes. Isso pressupunha que o alemão também tinha equipamento para uma bôa prova de recuperação.

Senna vai ao box na volta 2 para trocar o bico e portanto foi parar lá atrás. Mais tarde recebeu punição e caiu para o final do grid. Até aí tudo está dentro das regras e nada há que desabone alguém, no meu entender. Diria que são consequencias do nível de competição alto demais da categoria.

Na volta 3 Vettel assume a ponta ultrapassando Nico. A Mercedes está bem melhor mas não é páreo para a super eficiente Red Bull. É bom não esquecer que a Red Bull tem efetivos concorrentes chegando muito perto. E eu diria que se as regras para o ano que vem forem as mesmas desse ano as disputas serão intensas. Ferrari, McLaren e Mercedes estão mostrando performances bem mais próximas da Red Bull. Correram atrás e estão chegando.

Webber inaugurou a sequencia de pit stops na volta 4, para troca de pneus, no mesmo momento em que Button veio para trocar o bico. Massa vinha bem na prova mas Hamilton e Alonso vinham encostando e assim Massa perdeu a sua posição para os dois na mesma volta. Mau começo para o brasileiro e uma demonstração da fome do espanhol que começou em ritmo muito intenso.

Na volta 6, tendo cumprido apenas 42 km de corrida, Vettel vem para o seu pit. Numa prova de 300 km, os pneus não duram absolutamente nada. Nem dá para se pensar em estratégia antes da primeira troca. Foi nesse momento que Bruno recebeu a sua punição e acabaram aí as esperanças da Globo ficar falando do Bruno sem parar.

Na volta 7 Alonso vai para a liderança ultrapassando Rosberg, que é Nico e não Keke como foi anunciado antes de iniciar a corrida. Mas mesmo tendo assumido a ponta, Alonso usava os mesmos pneus de todo mundo e 2 voltas depois foi para o seu primeiro pit.  Aí estavam na frente Webber, Rosberg e Massa, que iriam inevitavelmente perder essas posições pois a dança dos pits estava inaugurada. Na volta 10 foi a vez de Massa ir para a primeira troca, e foi seguido de Hamilton e Rosberg. Embora a corrida tivesse sido muito disputada, tanto o clima colaborou com pista sêca o tempo todo, como também os pneus tiveram influencia decisiva, tanto que os blisters começaram a aparecer rápidamente.

Na volta 13 uma cena muda o panorama da corrida. Hamilton estava pouco à frente de Kobayashi e teria que abrir para a curva seguinte à direita. O japones deveria nesse caso dar-lhe espaço pois nada mais havia a ser feito. Mesmo assim continuou no seu rtimo sabendo que Hamilton abriria o traçado inevitavelmente e assim Hamilton tocou a roda dianteira direita do japones com a sua traseira esquerda. Não há carro que consiga manter a trajetória assim. Girou, bateu forte de frente e acabou ali a sua corrida saindo do carro um pouco tonto apenas. Saiu portanto da disputa mais intensa pelos pontos do campeonato.

Entra o safety car e começa uma procissão de pit stops. Na volta 16 a corrida recomeça tendo Alonso na ponta seguido de Webber, Vettel, Massa e Nico. Dava a impressão de que o espanhol poderia ganhar a prova, mas os pneus fazem parte dessa corrida e de quaisquer outras. Massa, que tinha feito uma boa classificação não conseguia repetir a performance na corrida e foi ultrapassado por Nico Rosberg, que tem um carro que nesse ano ainda não parecia ser páreo para a Ferrari. E não se pode dizer que a Ferrari piorou pois Alonso liderava a corrida nessa hora. Mas na volta seguinte Vettel assumiu a liderança ultrapassando Alonso. Aí ficou claro que Vettel tem um carro ainda superior à Ferrari, coisa que não há muito a se discutir.

Schumi que veio do fnal do grid estava nessa hora na 7a. colocação. Ele ainda pilota e muito, mesmo estando na hora da aposentadoria. Na volta seguinte ultrapassou a McLaren de Button e isso deixou clara a noção de que ao menos em pistas de alta a performence desses dois carros é muito próxima. É bom lembrar que usam o mesmo motor e portanto um diferencial evidente entre os dois nesse caso é a aerodinamica.

Mas o diferencial é bem pequeno e na volta seguinte o alemão foi novamente ultrapassado por Button. Quem se lembra de Button na patética Honda de pintura ecologicamente correta e performance lamentável, jamais imaginaria naquela época que algum dia pudesse brigrar mano a mano com o alemão multi campeão.

Vettel continuava na ponta, para vencer a prova, seguido de Alonso e Webber. Depois vinha Rosberg se segurando numa disputa muito dificil, seguido de Button que tirou hoje do seu carro o melhor que pôde, numa pilotagem muito fina, de mestre. A essa altura Massa se virava na 7a. colocação com Schumi chegando nele. Button vai para mais um pit na volta 33 e Massa entra junto. Era a fase da corrida em que os pit stops vão dar o contorno final.

Vettel liderava seguido de Alonso, e Schumi nessa hora estava em 6o. Foi quando Webber ultrapassou o espanhol que já tinha os pneus em mau estado. Entendi que a Red Bull tem uma frente fantástica e que a Ferrari não dá as mesmas condições no que diz respeito ao desgaste dos penus. Diria que veremos um cenário análogo em Monza.

E Kobayashi entra de novo na cena. Rubens bate o bico no pneu traseiro esquerdo do japones. Não há quem culpar no espisódio mas eu diria que o japones foi o responsável pelo evento pois me deixou a impressão que freou mais cêdo que o esperado. Eram os pneus?? Talvez. Rubens estava muito perto da entrada do box e já seguiu para um pit a mais para trocar o bico.

Aí estava surgindo uma disputa que eu diria que justificou assitir a corrida. Schumi encostou no seu companheiro Nico e o rádio da equipe informou a Nico que a coisa estava entre eles. Não se pode descartar a possibilidade de que isso mesmo seja um código para dar ao alemão a vez no seu aniversário de 20 anos de F1. Mas não foi isso que se viu na pista e Schumi colou no seu companheiro. O qual, por sua vez, não lutou para manter a posição no momento da ultrapassagem. Diria que foram cavalheiros, elegantes.

Eram as últimas voltas e nada mais mudaria, teoricamente. Vettel venceu seguido de Webber, Button, que fez um trabalho brilhante, Alonso e Shumi em quinto, sua melhor colocação no campeonato, seguido de Nico Rosberg.

Massa andou mais para trás ainda por conta de um pneu perdendo pressão que ocasionou outro pit stop. Dessa vez, o melhor posicionado com os Cosworth não foi Rubens e sim Maldonado. Dos carros que usam esse motor apenas a Williams se sai melhor. Bruno aparece em 13o. um ótimo resultado tendo em vista as condições e Rubens em 16o. Rubens perdeu uma bela oportunidade hoje por conta de um toque típico de corrida.

Terminaram 19 carros, tendo saído da pista Sergio Perez, Ricciardo, Hamilton, Buemi e Alguerssuari que não se conformou nada com o acidente com Bruno.

Vettel lidera o campeonato, agora sem chances para Webber alcançá-lo e assim é o virtual campeão de 2011. Mas entre Webber, o 2o. colocado nos pontos e Hamilton, o 5o., estão Alonso e Button, que são os quatro pilotos desse campeonato nos quais devemos prestar atenção nas próximas corridas. A posição de Vettel nas corridas passa a ser a do piloto que interfere naturalmente num resultado pré definido (o seu) e num a se definir (dos outros 4) em face da diferença de pontos. Enquanto que a segunda posição no campeonato será disputada por 3 campeões e um batalhador que anda muito rápido mas não o suficiente e larga continuamente mal. Não há duvidas de que o final do campeonato será interessante.

sábado, 27 de agosto de 2011

Spa - Vettel na pole numa corrida onde a única coisa previsível será a Globo

 A corrida do ano passado em Spa foi tão imprevisível como deve ser esta de amanhã e como foi também o treino classificatório de hoje. No ano passado Webber fez a pole seguido de Hamilton mas perdeu posições largando muito mal e a vitória caiu na mão de Hamilton. Vettel colidiu com Button, depois teve um pneu furado em outro toque e acabaram as suas chances nessa prova. Alonso rodou e saiu da prova. Antes disso Rubens acertou a sua lateral mas quem ficou prejudicado foi o brasileiro que não teve como prosseguir. Um tipo de espalha pedaços aqui e ali motivado pela mudança de condições da pista, principalmente. Chegou até a secar e mais tarde a chuva voltou. Terminou com vitória de Hamilton seguido de Webber e Kubica.

Assim é Spa e amanhã deve ser igual. Hoje isso acabou interferindo na classificação. Vettel fez a pole seguido de Hamilton e Webber. Bruno Senna que no ano passado classificou-se em 20o., hoje conseguiu a sua melhor classificação em um GP de F1, a sétima colocação. Ficou à frente do seu companheiro Vitaly Petrov. Massa também vai largar à frente do seu companheiro Alonso. Massa garantiu o 4o. lugar e Alonso apenas o 8o. Rubens mais uma vez é o mais rápido com Cosworth mas na 14a. colocação e à frente também do seu companheiro Pastor Maldonado.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Schumi - a opinião de Lauda

Matéria da seção Automobilismo do portal IG.

No link abaixo, ninguém menos que o tri-campeão Niki Lauda, que já passou pelo seu período de retorno e aposentadoria na Formula 1, diz que está na hora de Schumacher repensar e que segundo ele, Lauda, não dá mais. Lauda tem autoridade como poucos para fazer um julgamento desses.

http://esporte.ig.com.br/automobilismo/f1/para+niki+lauda+esta+na+hora+de+schumacher+se+aposentar/n1597128180158.html

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Carlos Antonio Ferreira - preparador falece durante competição na Granja

Carlos Antonio Ferreira em foto de Claudio Reis do site Planet Kart

O site Planet Kart noticia o falecimento do preparador Carlos Antonio Ferreira, o Cal como era conhecido no meio, ocorrido no último sábado 06/08/2011 durante a sétima etapa da Copa São Paulo de Kart Granja Viana.

Leia matéria de Claudio Reis no link abaixo.

Adeus amigo Cal

domingo, 7 de agosto de 2011

Thiago Camilo - fazendo preces e pisando fundo, volta para casa mais rico

Thiago Camilo ganha R$ 1.000.000,00 sob os auspícios da competencia e das preces da família. Na volta final pediu pelo rádio que todos rezassem, muito embora o santo da vantagem que tinha sob o segundo colocado, Daniel Serra, o estivesse ajudando muito mesmo na subida. Classificou-se em sétimo virando 0,6s mais lento que o pole Marcos Gomes. Trabalhou bem na corrida, poupou o carro e também por isso foi vendo as notas do prêmio sempre mais próximas, até que finalmente as conquistasse na segunda metade da prova. Parabéns, mereceu e deve festejar muito. Em segundo lugar aparece Daniel Serra e em terceiro Max Wilson.

Não acompanho a Stock Car e tenho que admitir que a presença do Jacques Villeneuve me motivou a assistir, muito embora eu tivesse a clara impressão de que ele não faria nada de espetacular. Acho muito válido o marketing que envolve a presença dele mas acho que essa corrida do milhão especificamente, precisa ser repensada.

A prova teve disputas bôas, com momentos em que chegaram a entrar no S do Senna em três. Marcos Gomes não largou muito bem e ficou num sanduiche antes da primeira curva e perdeu a sua posição ali mesmo para Daniel Serra. Mesmo assim Marcos fazia uma corrida consistente e deixava clara a impressão de que poderia faturar a bolada. Até que foi para os boxes para o pit stop, e aí as coisas começaram a mudar.

Os outros pilotos vieram em seguida e foi nessa hora que Villeneuve teve a liderança temporária da prova. Então Marcos chamou a equipe dizendo que tinha um penu furado. E não era o pneu e ao mesmo tempo o rendimento caía. Segurou bem a briga com os de trás mas não tinha condição de resistir. Mesmo assim foi até o final da prova terminando em 11o. lugar, o que mostra uma queda muito grande de rendimento para quem mostrou condições de vencer.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Michael Schumacher - até quando vai??

Em 2004 Michael Schumacher faturou o último da sua coleção invejável de 7 títulos na F1. O vice-campeão daquele ano foi o seu companheiro Rubens Barrichello e Button, o vencedor da última prova no domingo, foi o 3o. colocado pela BAR.

Em 2006 despediu-se da categoria em campeonato vencido por Fernando Alonso na Renault, ficando Schumcher com o vice-campeonato. Após 3 anos de ausência voltou à categoria pela Mercedes no ano passado e nem êle nem ninguem esperava uma atuação matadora como foi na Ferrari. Afinal, 3 anos longe do volante é muita coisa para uma categoria tão exigente.

Finalizou o campenato do seu retorno em 9o. com a metade dos pontos do seu companheiro Nico Rosberg que finalizou em 7o. A expectativa era bôa pois o chefe da equipe, Ros Brown, era o dirigente da equipe que ganhou o campeonato em 2009 nas mãos de Jenson Button. Além disso o nome Mercedes tem tudo a ver com competições automobilísticas e também usava o mesmo motor, o da sua fabricação, vencedor do ano anterior.

Schumi foi muito criticado pela imprensa pois os seus resultados não lembravam em nada o grande campeão da Ferrari. Mas como se tratava de um retorno após 3 anos de afastamento ninguem iria exigir dêle uma performance que levasse continuamente ao pódio um carro e uma equipe que acabaram de nascer da compra de outra.

No atual campeonato a performance do alemão está se mostrando um desastre. Embora com apenas 6 pontos de diferença, Schumi está 3 colocações atrás de Nico Rosberg até o momento. Não há nada que indique que isso vá mudar a seu favor nesse campeonato.

Nos momentos de performance extrema Schumi tem levado a pior continuamente. Classificou-se apenas uma vez na frente do seu companheiro nesse ano, na prova de Monaco. Nas voltas rápidas marcou 3 na frente de Nico sendo que apenas em uma dessas terminou a prova na frente dele também, no Canadá.

Para os parametros da F1 trata-se de uma lavada quando estamos comparando um campeão inquestionável com outro pilôto muito menos experiente e que nunca conquistou um título. Então é de se questionar até quando Schumacher vai continuar tentando. Será que isso vale a pena?

Seria o caso de perguntar a grandes campeões do passado. Na falta dessa possibilidade vou me valer de lembranças. Niki Lauda sofreu um acidente gravíssimo que lhe custou uma parte do rosto e quase veio a lhe custar a vida também. Mesmo assim prosseguiu na categoria e ganhou o seu último título em 1984, o mesmo ano em que Ayrton Senna chegou na frente de Prost em Monaco, embora a corrida tivesse sido finalizada ali, o que validava o resultado da volta anterior.

Em 1986 o seu companheiro Alain Prost venceu o campeonato e Lauda pendurou as luvas. Até hoje Lauda é reverenciado como um dos maiores pilôtos da F1, muito embora não tenha colecionado títulos. Venceu 3 campeonatos, sendo os dois últimos após o pavoroso acidente em Nurburgring.

Schumacher fez a sua estréia na Jordan e no mesmo ano comprou a vaga de Roberto Pupo Moreno na Benetton com dinheiro da Mercedes. Hoje Schumi tem contrato com a empresa que o apoiou no passado no seu início no automobilismo e isso remete à idéia de uma ação de marketing.

Schumi entra na equipe com a sua experiencia inegável e faz, evidentemente, parte da estrutura de desenvolvimento do carro. Mesmo não conseguindo fazer tempos ótimos tem sensibilidade e bagagem para falar sobre o carro que dirige. Não é alguem que precisa entender como funciona um carro de F1 e a estrutura de uma equipe dessas, e a sua presença dentro do carro acaba sendo proveitosa nesse aspecto.

Mas como competidor os resultados deixam muito a desejar e corroboram a idéia de que a idade já faz o seu papel e que é hora de parar. É muito difícil imaginar Schumi com a performance arrasadora do passado considerando-se os resultados mostrados. Não quero com isso dizer que êle não pilote mais. Ainda é um pilôto rápido mas não o suficiente e com o carro que tem na mão não conseguirá uma elevação da performance de forma significativa. Enquanto isso o tempo vai passando e mesmo que ele a sua equipe digam que cumprirá o contrato, que acaba no ano que vem, é dificil imaginar um final de atividade digno de um campeão.

Schumi está mostrando que a idade é um fator que dificulta as coisas na categoria e também que a ausencia de treinos é um impecilho muito grande para alguém que ficou 3 anos sem pilotar os carros mais velozes do planeta.

Schumi já fêz o que podia, é até possível que tenha um campeonato melhor em 2012, mas efetivamente não está mais em condições de fazer o que fez no passado na Ferrari. Porque? Penso que apenas êle pode responder e vou arriscar que o fator psicológico faz parte. Não é nada agradável estar andando sempre entre outros pilôtos que não tem a mesma distinção que êle e por isso também deixar de ser alvo dos holofotes e microfones. Eu diria que hoje Michael Schumacher se parece mais com Ralf Schumacher, o irmão apagado do qual ninguem mais fala nada. É como se o irmão mais velho acabasse tendo menos moral que o mais novo em casa.

No meu entender para uma pessoa com a expressão que ele tem no meio, com o passado fenomenal na Ferrari, com o nome cravado definitivamente na história do automobilismo, êle já tem muito mais até do que caras emblemáticos que nunca serão esquecidos. Acho que está na hora de assistir do box, ou se achar muito barulhento pode ser em casa mesmo.

domingo, 31 de julho de 2011

Gp da Hungria - São Pedro entrou na pista, mas de leve. E Hamilton de novo......

Não faço a menor idéia das estatísticas de pit stop´s desse ano mas acho que na Hungria bateu record. E São Pedro fez a sua parte nisso tornando a prova imprevisível com um clima incerto em pista difícil de ultrapassar.

A prova começou com pista úmida, um autêntico sabão, e Rosberg patrocinou uma escapada logo na volta de apresentação. Mas voltou à pista sem danos, coisa que poderia não ter acontecido pois fora do asfalto o controle desaparece.

A primeira curva, à direita, é suficientemente fechada para atrapalhar muito a vida de quem vem por dentro. Hamilton, que cravou o segundo tempo no sábado, largou muito bem e iniciou uma perseguição a Vettel bem de perto. Ao mesmo tempo um pouco mais atrás, Massa perdeu várias posições. Rubens ganhou duas e mais tarde perderia as que lhe colcariam na zona de pontuação.

A volta 1  fechou com Vettel na frente seguido de perto por Hamilton, que já vinha para a briga, com Button em terceiro. Como a pista estava úmida não se podia prever o que aconteceria nas trocas de pneus. Ninguem tinha como fazer qualquer previsão naquela hora. Mas como não chovia própriamente, havia a possibilidade concreta de formação de trilho sêco.

Na volta 3 Alonso ultrapassa Rosberg e vê à sua frente um caminho que poderia levá-lo ao pódio, coisa que para o espanhol é como doce na boca de criança. Com a pista úmida e com os carros mostrando menor diferença de performance em relação às poderosas Red Bull, na volta 4 Vettel e Button disputaram posição de forma emocionante lado a lado. Ao mesmo tempo que Alonso dá uma escapada e perde para Rosberg a posição anteriormente conquistada.